segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Pedro Forte em entrevista


No dia em que lança oficialmente o seu primeiro livro "Uma Pluma no Natal e outros contos" estivemos à conversa com Pedro Forte, 44 anos, que tem a particularidade de também ter sido um dos vencedores da votação do texto favorito por parte dos leitores das nossas colectâneas. Ganhou com a sua participação na nossa colectânea de Natal do ano passado ("A Árvore de Natal e o Presépio") com o conto que agora dá título ao seu primeiro livro "Uma Pluma no Natal".
      É sobre ambos os seus trabalhos (livro e texto vencedor) que nos vai falar.



Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
A escrita apareceu por necessidade de organizar as ideias. Apercebi-me que por vezes no decurso de uma discussão de ideias me faltavam os argumentos, nomes ou datas para defender uma posição. Ao passar para o papel os tópicos acerca de determinados temas do meu interesse, percebi que, para além de me ajudar a memorizar, conseguia dessa forma organizar melhor as ideias. De pequenas sínteses, para consumo próprio, passando por artigos de caráter político, até aos contos, fiz o percurso da necessidade até chegar à escrita por paixão.

Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
A escrita de um conto traduz-se num exercício de prazer. No entanto, ocupa um espaço muito reduzido na minha vida, infelizmente…
Vai-se colocando à frente do prazer todas aquelas obrigações diárias, trabalho, obrigações domésticas, etc…

  Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar um texto num livro?
Na realidade até publicar o meu primeiro conto, nunca tinha pensado em fazê-lo! A experiência surgiu como resposta a um desafio que me foi feito.

Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?/O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?
No meu quotidiano sou normalmente muito racional. Tento que todas as minhas ações se justifiquem com um propósito. Mas quando estou dedicado à escrita de um conto dou mais liberdade ao lado emocional. Passo dias a pensar nas minhas personagens e na minha cabeça consigo vê-las, e até mesmo ouvi-las! Eu sei como elas são e até conheço a sonoridade da sua voz! O conto desenvolve-se, tem avanços e recuos. Procuro a simplicidade e ao mesmo tempo fluidez na leitura. Tento conferir-lhe um determinado ritmo.
Saber que um texto ao qual eu me dediquei bastante, dias a fio, a pensar nele, a dar-lhe substância, a empolgar-me com a sua ação, transformar-se depois em algo que agradou a quem o leu é, para mim, uma grande satisfação!

 Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?
Tenho algumas coisas na minha cabeça, outras já começadas, mas estão longe de poderem ser publicadas.
Escrever é uma coisa que me dá prazer fazer. No entanto, para escrever é necessário estarem reunidos uma série de requisitos. Tenho que ter a minha cabeça limpa de grandes preocupações, preciso de recolher a “um cantinho”, colocar os auscultadores, ouvir a “minha” música e deixar-me levar… E essas condições nem sempre se conjugam!

  Fale-nos um pouco sobre o seu livro. /texto.
Uma Pluma no Natal e outros contos, surge após o conto que deu nome agora a este livro, quando foi publicado, a primeira vez, numa coletânea em que participaram vários autores, ter sido votado como o que mais agradou aos leitores dessa mesma coletânea. 
Juntando o conto em questão, com um outro também já publicado, o "Gil e a Águia", e que foi também bem acolhido pelos leitores, acrescentei-lhe dois inéditos, "O Fabuloso Segredo do Sr. Bonifácio" e " O Tozé e o Bernardo", formando-se assim um conjunto de contos que se pretende que sejam de leitura fácil para pequenos e graúdos. 
Os contos encerram em si personagens que vivem simultaneamente aventuras emocionantes, e ao mesmo tempo, são confrontados com dilemas sempre tão atuais e presentes na vida de todos nós. 
Ao longo das aventuras destes contos, os personagens são confrontados com o que é essencial e com o que é acessório na vida de uma pessoa, com o estereótipo da família convencional, com o dilema do envelhecimento e como a sociedade em geral o encara, e com a clivagem existente em estratos sociais opostos. 
Foi minha intenção não apresentar respostas, não fazer afirmações do que é certo e do que é errado, mas sim expor as fragilidades de muitas teorias acerca da vida, que se ouvem a cada esquina, e que por vezes podem constituir certezas muito vazias ou cruéis!

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
O livro como é constituído por quatro contos, eu destacaria que em cada um deles há uma parte em que as personagens sentem um revés na sua vida e essa parte, supostamente marcante na vida delas, será aquela que mais destacaria.

 Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
O livro apresenta uma escrita que se pretende proporcionar uma leitura fluída, aquilo a que eu classifico como uma leitura de ritmo corrido.
Há momentos em que se documentam tradições que, entretanto, praticamente se perderam e que seguramente as gerações mais novas já não conhecem e desta forma, com a sua leitura, vão tomar conhecimento da sua existência.
Por outro lado, descrevem-se lugares, paisagens, que não existindo rigorosamente como são descritas, são baseadas em lugares que eu já visitei e que me marcaram profundamente. Por exemplo no “Gil e a Águia” o Parque Natural do Douro Internacional está em boa parte lá descrito, ou no caso do “Fabuloso Segredo do Sr. Bonifácio” temos um largo poeirento da estação ferroviária, igual a muitas existentes no interior do nosso país e que, infelizmente, já não chegam lá quaisquer comboios…
No fim, o leitor terá tido oportunidade de viver as aventuras dos personagens, umas divertidas, outras não, e será levado a fazer-se algumas questões para si mesmo…

Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Eu não tenho um estilo definido, até porque não sou um veterano nas andanças da escrita. No entanto, neste livro que agora se publica, eu identificaria um estilo aproximado nos três primeiros contos, com uma narrativa mais romanceada, com alguma atenção dada à utilização de figuras de estilo que permitam ao leitor aproximar-se da ação e inclusivamente sentir a ansiedade vivida pelos personagens.
No conto “O Tozé e o Bernardo” o estilo é intencionalmente orientado para a leitura em voz alta, com uma sonoridade e ritmos muito próprios, imaginando que alguém está a ler par um filho ou para um neto.

 Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
Atualmente as redes sociais dominam a sociedade dita ocidental. Se bem dominadas as técnicas de comunicação através delas, estas redes são muito úteis a divulgar a obra de um autor. No meu caso, posso dizer que não uso muito estas plataformas de comunicação devido ao facto de sentir que elas absorvem muito o tempo das pessoas não lhes deixando ocuparem-se com outras atividades que, entretanto, foram colocadas em segundo plano.
O que eu vejo hoje, são as pessoas com o seu smartphone na mão, a percorrerem o dedo no display a ver não sei o quê, horas a fio, e atividades como a ida ao teatro ou cinema, a visita de um museu, a leitura de um romance, a visualização de um documentário na televisão, a fotografia, a pintura, a tapeçaria, e muitas mais atividades, ficaram esquecidas.

 Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Sim. Gosto. Tenho sempre livros na minha mesinha de cabeceira que estão a ser lidos.

Jornais e revistas também fazem parte das minhas leituras. Só não leio mais porque o tempo não o permite!


A Árvore de Natal e o Presépio - Colectânea de Contos – Vários autores

128 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2017
PVP 12,00€
Dez autores e dezasseis contos para celebrar o Natal, feliz e colorido tenha saído das memórias, sido baseado em acontecimentos reais ou sendo completamente ficcionado.
Um Natal alegre mesmo quando as circunstâncias não o parecem augurar.
Um livro para ser lido dos avós aos netos e escrito por netos (o mais novo com 9 anos) e alguns avós… É a história da magia que se repete em família no tempo de antes, no de agora ou no de faz-de-conta, porque o Natal é mágico e acontece em todos os tempos.

 Uma Pluma no Natal e outros contos; Pedro Forte
86 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018
PVP 9,00€
A leitura deste livro de contos transporta-nos para mundos onde reina a magia. Acompanhamos personagens fantásticas e nós passamos a querer ser como elas, ou a querer viver com elas! Ler estes contos também é viver alegrias, ou partilhar as aflições do nosso herói ou da nossa heroína, é a descoberta de um segredo fabuloso ou a amizade improvável entre duas pessoas de estratos sociais opostos, e isso vai-nos fazer repensar muitas das certezas que temos da vida!...




Todos os títulos estão disponíveis na nossa loja online e nas principais livrarias online.
Encomendas ou pedidos de informação em loja@tecto-de-nuvens.pt


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Margarida Haderer em entrevista




E continuamos a nossa série de entrevistas agora com Margarida Haderer, 63 anos, autora de alguns livros e com participações em várias colectâneas. A sua presença nesta  leva de entrevistas deve-se à particularidade de se ter tornado numa musa inspiradora para as nossas colectâneas tendo os seus textos dado nome a duas delas: "Em tons de Valsa aguarela-fogo" (conto com o mesmo título) e o mais recente "Natal, Natais" (do poema "Natal Natais").
É precisamente sobre esses textos que nos vai falar.

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Comecei a escrever poesia e alguns contos curtos aos doze anos, diria que pelos dois motivos. Por paixão, porque me dava imenso prazer, de alguma forma por necessidade, porque serenava a minha alma de adolescente e, através das palavras soltava o meu “grito”. Escrita talvez demasiado intimista, mas qual não a é, mais ou menos? É o autor a descrever a sua visão da vida, das pessoas, do mundo, à sua maneira. Mesmo quando narra, narra à sua maneira.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
Uma espécie de vício, que me apazigua e me faz crescer, uma “bengala” que me ajuda a enfrentar o fluir da vida, nas suas alegrias e nos seus momentos mais difíceis. Escrevo por impulso, sonho poemas a dormir, e, quando os recordo ao acordar, corro a escrevê-los. Escrevo mais quando fujo da rotina e “hiberno” uns dias algures por esse Portugal. Escrevo por puro prazer. Adoro um bom desafio, como por exemplo, traduzir poesia para inglês. Só para mim cheguei a arriscar Fernando Pessoa e Florbela Espanca – um verdadeiro arrojo! E até gosto de, por graça, imitar a poesia trovadoresca. Enfim…

  Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar um texto num livro?
Publiquei o meu primeiro texto em prosa no jornal da escola quando ainda estudante, aí pelos meus treze anos, inspirada no acontecimento do tremor de terra em 1967, salvo erro, que me tinha assustado muito. Curiosamente os meus poemas começaram a ser publicados, já como professora, no jornal da escola onde leccionei por volta de 30 anos. Não sonhei ao início publicar, de facto, mas fui influenciada nesse sentido por colegas e amigos. Mais tarde, sim, quis publicar um livro de poesia, talvez levada pelo cliché – fazer um filho, plantar uma árvore, escrever um livro. Era mais um desafio – gosto de arriscar -, e também muito uma parcela de realização pessoal.

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?/O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?
Os meus textos não foram os favoritos dos leitores em ambas as colectâneas. O que de todo não me desiludiu. Não considero a crítica o mais importante para um autor. Acredito na arte pela arte, desde muito jovem. Claro que ver os meus textos num livro e tê-lo na mão, “cheirá-lo” e saber que os meus “gritos” poderão ser os “gritos” mudos dos meus leitores, é reconfortante e faz-me feliz. Nunca tive a pretensão de ser uma escritora famosa e viver da escrita, é claro. Sejamos realistas. Escrever e partilhar, ainda que com poucos leitores, já me consegue preencher.

  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever
Costumo dizer que escreverei até que a voz me doa e a caneta me pese na mão. Terei sempre essa” aflição” dentro do peito. Contudo, para já, tendo conseguido publicar três livros de poesia, tenho-me ficado e ficarei como co-autora em colectâneas várias, que considero uma mais-valia para o mundo literário português, uma forma muito meritosa de dar a conhecer novos autores. Um novo livro, talvez um dia. Não fecho totalmente a porta. Contudo, é difícil porque dispendioso, lançar uma edição de autor. As editoras, é claro, só publicam edições suas em casos muito especiais, infelizmente nem sempre atendendo à qualidade, mas por vezes preocupando-se com o protagonismo do autor, seja ele uma figura do espectáculo ou da televisão, ou tão só o parente de um famoso. Coisas… O que conta é o seu próprio lucro.

  -O que inspirou o seu texto (indique se é conto ou poema)?
No conto Em tons de valsa aguarela-fogo parti de vivências pessoais que apimentei com fantasia e imaginação. Gosto de histórias suspensas, abertas a diferentes interpretações por parte dos leitores. Gosto de “tocar” no espiritual, e também muito de associar a vivência humana à natureza. Somos filhos dela. A minha escrita é muito contemplativa, muito sonhadora, muito atrevida no imaginário. Neste conto abordo quatro formas de arte: a pintura, a música, a dança, o teatro e, claro, a escrita, como forma.
No poema Natal Natais parto também de vivências pessoais, que penso serem também as vivências de muitas outras pessoas. Ultrapasso a tradição de cariz mais religioso, definindo o Natal como uma vivência de união, calor humano e partilha, desejando que os Natais sejam eternos e se repitam sempre, vividos dentro do espírito do nascimento… de um novo renascer mais humano e envolvente: Natal é ser presente”. Diria que o poema fala de memórias, de sentires e de esperança.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
No conto gosto em particular das últimas linhas. Penso que fecham a história com chave de ouro e deixam muito em aberto ao leitor. Dão que pensar, imaginar, fantasiar, sonhar e questionar sobre a efemeridade da vida humana, como que sem princípio e sem fim. Pressente-se uma certa amargura em relação ao ciclo da vida, à morte, como se tudo ficasse incompleto, e subentende-se o desejo íntimo de que cada vida se prolongasse ou completasse numa outra. Após a morte da protagonista, única no conto: “Desce então a cortina sobre o palco de Moliére. Descansa finalmente o ponto. Reaparecem uma última vez os actores, mão na mão, personagens secretos de mil vidas vividas ou sonhadas. Os aplausos, esses, são silenciosos. Apenas se ouve em surdina um trecho de Strauss – uma das suas mais belas valsa .” Em jeito de conclusão, cito Shakeaspeare: “All the world is a stage and we merely players.”

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler os seus /textos? O que acha mais apelativo nos seus textos?
É-me difícil responder objectivamente. Talvez o poderem ver-se a elas próprias, nos seus anseios, alegrias e tristezas. Gostaria de despertar nos leitores o apego à natureza, a importância subtil da contemplação neste mundo frenético em que vivemos, onde tudo se olha mas nada ou pouco se vê. Parar e reflectir, sonhar de quando em vez, mas seguir em frente, projectando-se na vida e nos outros, com uma certa aura de encantamento que atenua os estragos provocados pelas tempestades mais agrestes.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Penso que a minha poesia bem como os meus escritos em prosa, talvez poética, desce aos degraus mais profundos da existência humana, nos seus altos e baixos. Penso que de alguma forma enalteço a riqueza/pobreza do ser humano neste emaranhado de viveres e sentires que é o nosso percurso de vida. Gosto de pensar e de abrir a porta ao pensamento e à reflexão. Gosto de viver e de sentir. Assim todos gostássemos…

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
As redes sociais são importantes. O problema é chegar até elas. O escritor amador tem que ser o seu próprio obreiro, e muitas vezes, não sabe como operar. Tem que mover-se frequentemente sozinho e nem sempre é bem acolhido. Confesso que tenho tido bastantes dificuldades em dar visibilidade ao que escrevo.Também é verdade que algumas editoras, mais ou menos conhecidas, oferecem algum ou muito incentivo, bem como orientação, como a vossa. Talvez um curso intensivo… Tendo há muitos anos atrás tentado a ajuda de uma personalidade conhecida na área da poesia, sofri um rude golpe e, para além de NADA, fui mais tarde plagiada num breve programa de rádio. Uma mancha negra no meu percurso. Mas aprendamos com os nossos erros!

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
As minhas leituras são muito diversificadas. Vou da poesia clássica à moderna, dos autores portugueses clássicos aos actuais, aos estrangeiros na poesia ou na prosa. Salto do romance ao policial, nunca o político, pouco o livro histórico. Aprecio uma boa história de amor, delicio-me com uma boa saga familiar, mas também me encanto facilmente com livros que relatam vidas e vivências fortes que têm ou tiveram lugar em determinados períodos da História, nesta ou naquela parte do mundo, em épocas mais longínquas ou mais próximas. Também tenho o hábito de ler um mesmo livro mais do que uma vez, alguns já lidos na juventude, aos quarentas e mais recentemente pelos sessentas. Como é lógico, de cada vez o “vejo” com olhos diferentes. Em suma, gosto de ler, sempre gostei, mas estranhamente ou não, à parte a pretensão de ser diferente ou original, não me recordo de ser influenciada por este ou aquele escritor.








Em tons de Valsa aguarela-fogo - Colectânea de Contos – Vários autores
128 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2017,  PVP 12€









Natal, Natais - Colectânea de Poesia – Vários autores
70 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018  PVP 9,00 €








Títulos da autora no catálogo Tecto de Nuvens







De Amore, Margarida Haderer
68 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2009, PVP 8,07€










Voltei, Margarida Haderer
80 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2009, PVP 8,07€





Todos os títulos estão disponíveis na nossa loja online e nas principais livrarias online.
Encomendas ou pedidos de informação em  loja@tecto-de-nuvens.pt

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Quito Arantes em entrevista






Continuamos a nossa sessão de entrevistas com Francisco (Quito) Arantes, 58 anos, que em 2018 reimprimiu duas das suas primeiras publicações: "O Chalé de Cork" (já em segunda edição, e que se encontrava esgotada) e  "A Janela Aberta" (que estava prestes a esgotar e agora passou a ter um formato ligeiramente diferente). Aproveitamos estas duas reimpressões para recordar o momento da publicação e que marcou, também, o início da carreira deste autor. 

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Comecei a escrever como se de uma terapia fosse. Apesar de já na juventude gostar de entrevistar os meus colegas, sobre a escola e assuntos que decorriam na época como o 25 de Abril de 1974. Nunca se escreve um livro como uma necessidade primária. Até porque a vida de escritor não dá de comer a quase ninguém em Portugal.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
A escrita desempenha um papel muito importante na minha vida é quase como uma necessidade de um novo fôlego para a vida. Escrevo sobre várias temáticas da sociedade, mas onde me sinto melhor e mais confortável é na escrita romanceada.

  Sempre sonhou publicar um livro?
Depois da minha psicóloga da altura me incentivar a publicar um livro sobre as minhas memórias, ganhei força para escrever o primeiro romance “O Chalé de Cork”

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?
Significa que a mensagem nele transcrita foi atingida, e é com muita alegria que tenho leitores que emprestam livros meus, ficam sem eles, e voltam a comprar.

  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?
Neste momento tenho três livros em curso, dois estão parados e um tenho desenvolvido pensando editá-lo para o ano que vem. A vontade de escrever vem instantaneamente e vontade de escrever tenho quase sempre, assim como ler autores que desconhecia.

  Fale-nos um pouco sobre o seu livro.
  O livro “A Janela Aberta!, trata a história de uma pequena rapariga da serra, que sonha um dia ser médica; é órfã de pai e mãe e é a avó, que é viúva, quem lhe dá asas para voar. A ida para Lisboa torna-a mais madura, mas quando menos se espera cai numa teia de tráfico humano.
É um romance com um final feliz, apesar de várias tragédias pelo caminho.

   Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
        Gosto da descrição da serra, da neve, do natal, com a visita do médico da aldeia.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
A vontade de nunca desistir das nossas convicções, mesmo em condições adversas.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
            Honestidade, afeto, justiça social, lealdade.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
É importante para dar a conhecer a obra e o autor, não quer dizer com isso que se venda muitos livros pelas redes sociais, mas se mantivermos páginas relacionadas com a nossa escrita passamos a ser mais conhecidos como escritores.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Adoro ler, sou um leitor de impulsos, Às vezes leio sem parar, um, dois livros, outras vezes, vou lendo de vagar, consoante a minha disposição para a leitura.




"O Chalé de Cork" e "A Janela Aberta" estão à venda na nossa loja online e nas principais lojas online. Pedidos e informações também em  loja@tecto-de-nuvens.pt





O Chalé de Cork; Quito Arantes
Tecto de Nuvens, 2016 (2ª edição); 11€









A Janela Aberta; Quito Arantes
Tecto de Nuvens, 2010; 9,50€



Janela Aberta, Quito


84 páginas; capa mole, Tecto de Nuvens, 201










quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Bastos Vianna em entrevista


Após uma longa ausência resolvemos retomar as nossas entrevistas aos autores, nesta nova versão incluindo, também, autores que só têm publicado em obras colectivas (colectâneas).




Para retomar esta prática que deixou saudades temos Bastos Vianna, 54 anos, que no passado dia 25 lançou o seu livro “MARmúrios – Pensamentos e reflexões”, portanto um lançamento ainda bem fresquinho e com muitos motivos de interesse, comecemos pelo principal, o autor dos pensamentos e das reflexões...

     
         Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
A escrita sempre fez parte de mim. Cedo me despertou a curiosidade pelas palavras escritas e orais e sua conjugação com Imagens Desenhadas ou Fotografadas. Assim, a escrita é uma paixão.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
Escrevo todos os dias sejam artigos ou publicações técnicas, Relatórios, seja Prosa poética, Poesia, Pensamentos, Reflexões ou Crónicas.

  Sempre sonhou publicar um livro?
Sempre escrevi muito para mim próprio. Mas, no íntimo e com o incentivo de familiares e amigos a vontade de partilhar, publicando, foi crescendo como uma onda do mar.

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?/
A sensação é a de uma meta atingida, um sonho realizado e a partida para maiores desafios.

  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?
Sim. Estou a trabalhar em pequenos textos de crónicas para edição em 2019.

  Fale-nos um pouco sobre o seu livro.
O Livro MARmúrios, de um imenso legado imaginário, partilha a sua poesia fazendo florescer em cada um de nós um imenso universo paralelo de emoções, enriquecendo-nos, possibilitando aos leitores, a viagem ao interior das sensações. E esta expressão leva-nos não só por Portugal mas vai mais longe a terras africanas.

               O que inspirou os seu textos?
                 A mitificação de memórias Africanas de juventude.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
Tratando-se de um conjunto de textos em poesia e prosa não me é possível destacar um em particular embora cada um per si me desperte sentimentos e emoções diferentes e uns mais que outros…

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?
A genuinidade e autenticidade. A escrita inteligível e AS EMOÇÕES QUE DESPERTA.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Seja qual for a forma, o fim é sempre a partilha de emoções, vivências ou seu imaginário com base em personagens fictícias mas lugares reais.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
Hoje em dia as redes sociais são importantíssimas na divulgação da obra de qualquer autor mas não são o todo nem o único. As livrarias e suas montras e estantes continuam a ser muito relevantes tal como as sessões públicas de apresentação ou a participação do autor em conferências. 

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
            Estou sempre a ler algo, seja por necessidade profissional, seja por gosto. Pertenço aquela classe de indivíduos que leva sempre livros para as férias. Sou bastante eclético nos temas de leitura.






MARmúrios – Pensamentos e reflexões – Bastos Vianna
96 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2018
PVP 12,00€    















Disponível na nossa loja online e nas principais lojas online. Pedidos e informações também em loja@tecto-de-nuvens.pt

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

E mais um livro...


E para terminar em cheio este fim de semana a Tecto de Nuvens apresenta mais um livro "MARmúrios" com lançamento oficial neste dia 25 de Novembro.



MARmúrios – Pensamentos e reflexões – Bastos Vianna
96 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2018
PVP 12,00€    

Conjunto de textos, em poesia e prosa, e imagens (de diversos fotógrafos) com base no mar e na sua musicalidade (MARmúrios), para ponto de partida de e para um imenso legado imaginário, mas também real. O livro possibilita aos leitores não só uma viagem ao interior das sensações, mas também por Portugal e por terras africanas.





Disponível na nossa loja online e nas principais lojas online. Pedidos e informações também em loja@tecto-de-nuvens.pt

sábado, 24 de novembro de 2018

Um livro para o Natal

Em plena preparação para o Natal a Tecto de Nuvens apresenta hoje, oficialmente, a sua nova colectânea de poesia, desta vez dedicada ao Natal. Vinte e cinco poemas para celebrar o Natal e os Natais, os presentes, os passados, os futuros, bem como os múltiplos estados de espírito de cada um deles. Vinte e cinco poemas para um Dezembro ainda mais memorável a ser recordado ao longo de todo o ano. Para ler e para oferecer. Porque é tempo do Natal e dos Natais…


Natal, Natais - Colectânea de Poesia – Vários autores
70 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018 PVP 9,00€ 



Disponível na nossa loja online (www.tecto-de-nuvens.pt) e nas principais lojas online.
Para pedidos e outras informações contacte-nos em loja@tecto-de-nuvens.pt

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Lançamento de um novo livro



Com o Outono já a fazer-se sentir, da árvore (de belos frutos!) da Tecto de Nuvens cai mais um livro "Por Vezes..." de Nóemia Silva Dias.
Por Vezes os autores fazem festas para o lançamento dos livros e Por Vezes os autores festejam em grande o seu aniversário. Por Vezes, como é o caso, aproveita-se a festa dos 50 anos de vida para lançar o primeiro livro...
Portanto, para quem quiser, a partir das 21 horas de hoje (16 de Outubro) estão abertas as portas da Casa das Artes em Sobrado (Valongo) para festejar com a autora, Por Vezes, ou tudo de uma só vez...
A partir de hoje o livro está igualmente disponível para venda nas principais lojas online e por email para loja@tecto-de-nuvens.pt










Por Vezes – Poemas -, Noémia Silva Dias 68 Páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, PVP 12,00€
ISBN - 978-989-54128-9 -1
“Por Vezes” o estado de espírito é alegre e inspirado; “Por Vezes” introspectivo e sóbrio; “Por Vezes” é apaixonado e “Por Vezes” é indiferente porque saudoso. «São poesias para todos os momentos, que provocam no leitor as mais variadas reações, desde simples descontração a profundas emoções e regalo espiritual. Este livro oferece ao leitor um relato de vicissitudes na viagem percorrida, sem veios de autopiedade e consciente de seu próprio valor, retratando-lhe a alma.»