terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Maria do Rosário Cunha em entrevista



Retomamos o ciclo de entrevistas com Maria do Rosário Cunha, 72 anos, professora do 1º ciclo aposentada, participante nas colectâneas da Tecto de Nuvens. Tem o raro privilégio de ter tido o primeiro texto vencedor da votação do público.
Trata-se do poema "Sonho Desfeito" publicado na colectânea "Vamos Celebrar! - Colectânea de Poesia de Natal".
A título de curiosidade, o quadro que deu origem à capa (e que gentilmente cedeu) foi-lhe oferecido  pela própria pintora, amiga de longa data, colega de profissão e comadre.
Autora relutante, por opção, fala-nos um pouco da sua experiência, nomeadamente com essa primeira participação nas colectâneas.

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Comecei a escrever por ter sido desafiada a fazê-lo…

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
Para já um papel bastante secundário, o que não exclui que não possa vir a tornar-se algo mais importante.

  Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar um texto num livro?
Não.

  O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?
Foi uma agradável surpresa.

  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?
Não tenho nenhum projecto a ser desenvolvido, apenas algumas ideias, não muito claras, de recordações que gostaria de deixar impressas.

  Fale-nos um pouco sobre o seu texto.
O meu poema foi inspirado num acontecimento real que eu vivi quando tinha cinco anos de idade.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
A parte em que a menina expressa a grande desilusão que sentiu ao ver que o presente que recebeu nada tinha a ver com o presente esperado!

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
Talvez algumas pessoas se revejam no meu texto ao recordarem a sua infância e a verificarem que o valor que os adultos dão às coisas é bem diferente daquele que as crianças lhe dão.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Gosto de falar de tradições e de experiências marcantes que vivi e que podem ajudar outras pessoas em situações semelhantes à minha.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
Não tenho experiência nessa matéria.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Gosto bastante de ler, principalmente casos da vida, romances e leituras que me ajudam a crescer intelectualmente e espiritualmente.









Vamos Celebrar! – Colectânea de Poesia de Natal – Vários autores
72 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2016, PVP 10,00€

Colectânea de poesia sobre a temática do Natal.








Todos os títulos disponíveis na nossa loja online e nas principais livrarias online.
Para encomendas e informações escreva para: loja@tecto-de-nuvens.pt


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Ilda Pinto Almeida em entrevista



E, à laia de prenda de Natal, deixamos aqui mais uma entrevista a encerrar outro ciclo de três.
Ilda Pinto Almeida, natural de Vouzela mas residente nos Estados Unidos, 57 anos, publicou este ano Chuva de Graça (tanto em capa mole como em capa dura) e foi a vencedora do texto favorito do público na nossa segunda colectânea (Olhar de Amor) com o poema "Reflexo do meu desejo". Também foi dela a inspiração para a nossa primeira colectânea Vamos Celebrar! (poemas de Natal).
Nesta entrevista a autora, recipiente este ano do prestigiado Anim'Arte da Literatura, que é também artista plástica,  fala em particular do livro Chuva de Graça e do poema "Reflexo do meu desejo", mas deixa portas abertas para espreitarmos para o seu mundo cheio de arte (o quadro que se vê na fotografia é de sua autoria).

Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Sempre gostei de escrever, especialmente poesia. É um chamado que vem desde os tempos de escola, onde por essas alturas já iniciava o gosto de encher as folhas em branco das sebentas.

Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
A escrita ocupa um lugar muito importante, pois ela é a forma de transportar para o papel ideias, pensamentos ou até vivências. Acredito que quando escrevo levo aos leitores conhecimento e paz, pelo menos é esse o meu desejo

Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar um texto num livro
Não! Nunca foi essa a minha intenção, mas o certo é que aconteceu em 2009 pela editora Tecto de Nuvens. Hoje tenho quatro livros editados. Os sonhos não sonhados acontecem.

Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?/O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?
Escrever é fascinante e levar ao leitor palavras escritas pelos meus dedos e vindas de dentro é gratificante. É um filho nascido com nome e registo.
Já tive textos escolhidos e premiados. É um sentimento muito honroso ver o trabalho reconhecido. É sentir uma força redobrada.

Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever
O futuro a Deus pertence. Mas gostaria de ver as várias crónicas que já foram publicadas em revistas, futuramente, juntas num livro só.
Guardo uma história infanto-juvenil de várias páginas que gostaria de ver ilustrada e publicada. É uma paixão antiga, quem sabe um dia este sonho se possa realizar e ver em grande letras o título “NOS SEGREDOS DO RIO” de Ilda Pinto, nas bancas. J

Fale-nos um pouco sobre o seu livro. /texto*
Os conteúdos, normalmente, seja prosa ou poesia, são baseados em realidades que passam à minha volta, histórias ou crónicas de vida baseadas em factos verídicos. Gosto essencialmente, em poesia, de falar do espiritual, de levar até ao leitor uma verdade por vezes desconhecida, mas que faz, ou deveria fazer, parte do nosso dia a dia. A minha inspiração pode vir de uma simples conversa com alguém ou de algum momento que está a acontecer ao meu redor.

*--O que inspirou o seu texto (indique se é conto ou poema)?
É um poema “Reflexo do meu desejo”. O texto foi inspirado por uma peça de arte (uma colagem) que eu estava a preparar para uma exposição sobre o Dia dos Namorados. Para essa colagem inspirei-me numa das silhuetas da colecção “Blue Nude” (“Nu Bleu”) de Matisse e pensei em fazer um reflexo dela. Enquanto trabalhava a colagem foi-me surgindo o poema que é sobre a essência da relação amorosa, o modo como as pessoas se vêem, se completam e, a dado momento, também se reflectem.

Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
Sempre que termino um texto fico delirante por alguns dias, depois escrevo outro e já o anterior deixou de me despertar. Por isso não tenho favoritos, ou melhor , será sempre o que está em mãos.

Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
Eu sempre digo uma frase muito simples, que é minha, e que a repito por escrito sempre que coloco fotos das minhas obras ao fazer publicidade;
“Adquira livros que fazem bem à alma e alegram o coração”

Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Penso que tanto a minha poesia como também os meus escritos em prosa tenham uma grande dose de alento, uma mensagem do amor e de superação às vidas mais desgastadas. Gosto levar até cada um dos leitores a reflexão daquilo que somos e do que é que somos capazes. Dizer-lhes que é possível, com fé, chegar. A fé é a firme certeza das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem como certas, ela é o veículo para alcançar o sonho.

Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
As redes sociais são demasiado importantes nos dias que correm. Hoje temos inúmeras formas de divulgação as quais devemos de aproveitar. Só assim podemos passar fronteiras. Por exemplo, no meu caso :
Vivo longe da língua portuguesa e são as redes a alavanca para mostrar o que escrevo. Foi através das redes sociais que o meu trabalho foi mostrado ao público e veio a ser reconhecido. Foi através do Facebook que a GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu) teve conhecimento do meu trabalho e devido a isso fazer-me recipiente do Prémio Anim’Arte; e o mesmo de passou com outras instituições e outros prémios (nacionais e internacionais). As redes sociais são uma janela para o futuro; futuro que, antes, era reservado, apenas, a um grupo de escritores e de editoras.

Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Sim.
Gosto de António Aleixo, Sophia de Melo Brayner, do livro de Salmos e Cantares de Salomão; isto na poesia.

Gosto de José Luís Peixoto, Fernando Sabino, Aquilino Ribeiro, José Régio. Mas leio bastante literatura cristã onde muitos dos autores são estrangeiros e desconhecidos do público português, como por exemplo; L C. Seandiuzzi, Tim Lahaye- Jerry Jenkins, etc.












Chuva de Graça – Jeshua Welcome -, Ilda Pinto Almeida
112 Páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018, PVP 12€
A inspiração (Graça) cristã domina a visão, e os sentimentos, da autora que demonstra a presença de Deus através da Poesia. É um convite não à religião, mas à contemplação e à admiração. Um convite a olhar com atenção o que nos rodeia e quem nos rodeia e procurar o melhor, o positivo e também o humor.
É uma inspiração que brota e nutre qual chuva, lava, refresca e renova.



Olhar de Amor - Colectânea de Poesia – Vários autores 
76 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2017, PVP 13€
Nesta colectânea há amor para todos os gostos, e para todos os feitios, cabe ao leitor rever-se nesses momentos, aprender outros, ansiar por mais alguns e descobrir a chave para a felicidade. A receita é simples, basta ver tudo com um certo olhar: Olhar de Amor!
Livro entregue em saco de organza, acompanhado por marcador de livro e cartão de dedicatória/oferta.





Vamos Celebrar! – Colectânea de Poesia de Natal – Vários autores
72 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2016, PVP 10,00€

Colectânea de poesia sobre a temática do Natal.





Todos os títulos disponíveis na nossa loja online e nas principais livrarias online.
Para encomendas e informações escreva para: loja@tecto-de-nuvens.pt

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Um novo título para encerrar o ano



E porque no Natal também se tratam assuntos sérios, encerramos o ano com a apresentação de mais um livro:  "A Minha Luz – (Re)pensar o morrer com dignidade", de Luís Filipe Fernandes


A Minha Luz – (Re)pensar o morrer com dignidade -: Luís Filipe Fernandes
76 páginas; Tecto de Nuvens, 2018, PVP  5,00€


Este livro é o testemunho de um enfermeiro com uma rica experiência no contacto com doentes terminais ou em grande sofrimento. Numa altura em que se discute a legalização da eutanásia e suicídio assistido em Portugal traz-nos importantes reflexões éticas, teológicas, técnicas e científicas que nos ajudam a fundamentar e consolidar a nossa consciência cristã para melhor responder aos desafios colocados pelo relativismo, o hedonismo e a cultura da morte com os quais somos cada vez mais confrontados nos dias de hoje.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Jeracina Gonçalves em entrevista

Continuamos o ciclo de entrevistas, hoje com Jeracina Gonçalves, 74 anos, autora de "Histórias de Gente Simples". Fala-nos do seu mais recente livro e deixa também um apontamento sobre a sua participação na colectânea "Natal, Natais - colectânea de poesia - " onde assina 3 dos poemas.



  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Não sei bem, nem como nem porquê. Mais ou menos sempre escrevi em papéis, que depois perdia ou esquecia por aí, como desabafo, para guardar memórias… Sei lá! Era uma forma de guardar o que não queria esquecer, de me abstrair da realidade que, às vezes, me magoava e voar um pouco para além dela, de registar o que me emocionava e fazia feliz, ou que me indignava...
Há uns anos, após uma jornalista ter-me perguntado por que escrevia, fiz um pequeno poema. Registo aqui um pequeno trecho:

“Por que escrevo?
Não sei.
Escrevo com o coração;
Abro a porta ao meu Ser
Liberto a minha emoção.”

Creio que nisto se resume a razão porque sempre, mais ou menos, escrevi.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
A escrita, neste momento, é uma terapia, uma forma de dar asas ao tempo, que desaparece num fechar de olhos levando-me a clamar por mais. É o meu psicólogo, o meu psiquiatra, o meu “Xanax”… É uma forma de me sentir viva e jovem; é uma forma de manter a minha mente ativa alimentando os meus neurónios.

  Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar um texto num livro?
A publicação nunca foi o meu objetivo primário. Para mim o importante é escrever, é dar liberdade ao que me vai na alma; é exorcizar as emoções negativas e vibrar com as positivas; é dar liberdade ao meu pensamento…
E os três livros que publiquei aconteceram, porque apareceu um objetivo capaz de satisfazer a minha alma, muito para além da simples publicação.
Textos, já publiquei alguns, em coletâneas várias. Tantas vezes caíram propostas no email, que resolvi começar a participar em algumas.

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos? 
Um livro é um pedaço de nós, que atiramos para o mundo. É quase como um filho. E haverá sensação melhor que ter um filho nos braços?
Claro que manusear um livro nosso dá-nos a sensação de concretização, de obra feita. E, principalmente, quando com essa obra sabemos que estamos a contribuir para ajudar a realizar os sonhos de alguém. É muito bom.

  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever
Tenho muita coisa escrita, a precisar de revisão. E continuo a escrever. Todos os dias tenho de escrever qualquer coisa. Quanto a publicar… não sei. Depende do objetivo que apareça. Publicar, apenas por publicar, sinceramente, não estou muito inclinada. Mas… quem sabe o dia de amanhã?

  Fale-nos um pouco sobre o seu livro. /texto*.
Não há muito a dizer sobre ele. É apenas uma pequena coletânea de pequenos contos, escritos no tempo, quase todos baseados em factos concretos. Focam sentimentos que considero importantes nas relações humanas: a solidariedade, a amizade, a solidão na velhice, a droga, a emigração: problemas dos nossos dias, histórias do dia-a-dia de gente simples.

*--O que inspirou o seu texto (indique se é conto ou poema)?

São três poemas inspirados na Essência do Natal, neste tempo tão adulterada, tão perdida entre fitas e papeis metalizados.
Claro que qualquer livro tem partes melhores, mais bem conseguidas, que outras. E o meu livro tem histórias melhores que outras; mas todas são espelho de relações humanas, de sentimentos humanos fortes, profundos, que mexem com a sensibilidade do leitor.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?
Não sei o que é mais apelativo no meu livro. O meu livro fala de sentimentos. E já tive quem me dissesse, que não conseguiu parar, e leu-o de uma vez só, do princípio ao fim; já tive quem me disse que chorou; já tive quem me dissesse que lhe fez lembrar as próprias vivências… Cada qual sente-o à sua maneira.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Quando escrevo não penso muito na mensagem que quero transmitir. Escrevo sobre o que à minha volta me fez sentir algo que transborda em mim e preciso de fazer fluir. Mas gosto de passar emoções, que possam criar no leitor o desejo cuidar e ajudar a construir um ambiente limpo e um mundo mais justo, mais solidário e preocupado com os que sofrem.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
As redes sociais têm um papel importante na divulgação de um autor; dão a conhecer o nome e a sua obra. Mas não sei se terão muita influência na venda das obras de novos autores, que aparecem sem terem por trás montada toda uma engrenagem de marketing apoiada em grandes editoras e distribuidoras.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Gosto de ler. Fui uma leitora compulsiva durante a minha adolescência e juventude. Agora… nem tanto. Mas gosto de ler um bom livro de vez em quando.





Apresentação do livro "MARmúrios" de Bastos Vianna



Decorreu no passado dia 15 de Dezembro, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, a apresentação oficial do livro "MARmúrios - Pensamentos e reflexões - de Bastos Vianna. A apresentação esteve a cargo do Professor e fotógrafo José  Vieira  e a declamação de textos a cargo da actriz  Maria Manuel Almeida.







Algum do feedback que o autor está a receber:

"..alma cheia de gerúndios!"

"Orgulhando, emocionando e “babando” a muita felicidade pela beleza da essência de quem escreve, a magia de quem fotografa e o sentimento de quem tão bem DIZ!"

"do ❤️ só sai amor! "- Yola Villar