Páginas
- Página inicial
- Votação para o texto favorito do livro "A Prendinha de Natal"
- Votação para o texto favorito "Uma manhã na praia"
- Texto favorito da colectânea "O Nascer do Sol"
- Votação para o texto favorito do livro "Natal, Natais"
- Votação para o melhor texto da colectânea "Pirilimpãopum"
- Votação para o melhor texto da colectânea "Desses Poetas por aí..."
- Votação para o melhor conto da colectânea "A Árvore de Natal e o Presépio"
- Votação para o melhor conto da Colectânea: "Em tons de Valsa aguarela-fogo..."
- Votação para o melhor texto da Colectânea "Olhar de Amor"
- Votação para o melhor texto da Colectânea "Vamos C...
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Vencedor de entre os votantes do texto favorito do livro "Natal, Natais"
Já foi feito o sorteio do Totoloto de 2 de Fevereiro de 2019 e o número da sorte foi o número 2. Sendo assim, seleccionámos para o nosso sorteio o número 2 e todos os números terminados em 2. O número vencedor foi o número 2 e a feliz contemplada foi Helena Sousa.
Os nossos parabéns ao vencedor e os nossos agradecimentos aos participantes desta votação. O prémio será entregue muito em breve.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Livro "Natal, Natais" - texto mais votado pelos leitores
Encerradas as votações e contados todos os votos, que muito agradecemos, temos um texto vencedor: "Já nasceu o Deus Menino", de Noémia Silva Dias. Os nossos parabéns à autora.
Classificação final:
1º- "Já nasceu o Deus Menino"
2º- "Natal Natais"
3º- "Berço de Ouro"
Obrigada a todos os autores pelos seus textos e pela divulgação da colectânea e muito obrigada a todos os que votaram e boa sorte para o sorteio de amanhã!
Fica aqui o poema vencedor:
Já nasceu o Deus Menino
Sigo a estrela até ao destino
Tal qual um peregrino,
Lá longe toca o sino
Já nasceu o Deus Menino.
Ao doce som do violino
E de um brilho cristalino,
Neste espírito natalino
Já nasceu o Deus Menino.
Ser indefeso e pequenino
Milagre, esperança e fascino.
Traz a salvação, imagino!
Já nasceu o Deus Menino.
Fruto de um amor divino,
Amor eterno e genuíno
Por todo o mundo um só hino:
- Já nasceu o Deus Menino!
- Já nasceu o Deus Menino!
Caso ainda não tenha a colectânea a tenha ficado com vontade de a ler, esta está disponível na nossa loja online e nas principais lojas online nacionais e internacionais.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
António Jesus Cunha em entrevista
Continuam as entrevistas e fecha-se mais um ciclo de 3, agora com António Jesus Cunha, 73 anos, jornalista e escritor.
Conhecido pelos seus artigos e pelas suas crónicas, muitas delas a originarem alguns dos seus livros, também publicou ensaio e poesia.
Participou em todas as nossas colectâneas, conto e prosa, e foi o mais recente vencedor do texto favorito do público. O seu conto Um cão chamado “Não-se-diz”, da colectânea de contos infantis "Pirilimpãopum", foi o mais votado pelo público.
É sobre esse conto, que é uma memória do Portugal do pós II Guerra Mundial que nos fala, deixando, também, pistas para novos trabalhos.
Conte-nos como e porquê começou a
escrever, por paixão ou por necessidade?
Desde
criança fui sentindo alguma facilidade em escrever. Na adolescência, talvez
pela leitura de poetas consagrados, fui ganhando alguma apetência pela poesia.
Nos meus planos, esteve um romance que iniciei pelos 18 anos e que nunca
concluí. Com o decorrer dos anos fui publicando alguns livros. Como jornalista,
nos milhares de artigos que escrevi, tive sempre a preocupação de nunca faltar
à verdade; procurei sempre ser objetivo, não confundindo as pessoas com os seus
atos. Parte dos meus livros aborda questões de ordem social e religiosa, com a
preocupação de lembrar/fomentar a prática dos grandes valores humanos. Como
membro do clero da Igreja Católica, escrever torna-se um meio de fazer sentir nos
possíveis leitores a certeza de que Deus os ama.
Qual o papel que a escrita ocupa na sua
vida?
Escrever
para mim é um meio de realização pessoal. Sinto responsabilidade pelo que
escrevo e entendo que a capacidade de escrever é um dom que deve ser posto ao
serviço da sociedade.
Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar
um texto num livro?
Sim.
Cedo entendi que escrever bem não é fácil, mas é aliciante.
O que significa para si ter o texto
favorito dos leitores?
É
sempre agradável ver um texto/artigo publicado. Neste caso concreto, foi uma
simpatia que muito me sensibilizou.
Tem algum projecto a ser desenvolvido,
actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de
escrever?
Penso
publicar mais alguns livros, nomeadamente concluir o meu “romance”.
Fale-nos um pouco sobre o seu texto.
O meu
texto, um conto infantil, procura ser uma pequenina “memória” dos tempos muito
difíceis vividos em Portugal em consequência da II Guerra Mundial.
Existe alguma parte do livro, em
particular, que goste mais. Porquê?
O sentido de
solidariedade e partilha do João em relação ao seu companheiro de escola, o
Moisés, considerado a criança mais pobre da aldeia.
Indique as razões pelas quais aconselharia
as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu
livro/texto?
Uma
boa parte dos portugueses não tem nem memória nem consciência das dificuldades
causadas pela II Guerra Mundial.
Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo
de mensagem gosta de passar no que escreve?
Ao
longo dos anos, fui desenvolvendo alguma capacidade de síntese. Procuro
escrever de forma simples, não fechada, de forma a deixar uma mensagem de
esperança.
Qual o papel das redes sociais na vida e
na divulgação da obra de um autor? E na sua?
Este é
um assunto complexo. A divulgação, por exemplo de um livro, nas redes sociais é
sempre importante. Já a promoção de um livro - de modo que tenha êxito de
vendas - necessariamente passa por outros canais. No meu caso concreto, dei
notícia da publicação de alguns dos meus livros, sem daí tirar grande proveito.
Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Sou um
leitor normal. É necessário ler… muito. Mas não ler por ler. A leitura é uma
ferramenta indispensável para adquirir conhecimentos, como forma de
enriquecimento pessoal. Também como forma de entretenimento. Continuo a pensar
na importância do livro em papel. Tenho, como toda a gente, autores preferidos.
Entre os clássicos: Santo António de Lisboa e Pádua.
Pirilimpãopum - Colectânea de Contos Infantis– Vários autores
120 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018 (Junho), PVP 10,00€
“Era uma vez...” tantas vezes! Começam a atenção e a emoção: mundos fantásticos, semi reais ou tal e qual o nosso. Histórias que nos inspiraram antes e continuam a inspirar agora.
Jovem leitor, queremos que te divirtas com as nossas histórias, que as leias, que as partilhes, que aprendas. Foram todas pensadas para ti, escritas por avós, filhos e netos que gostam de contar histórias e de partilhar saber.
“Era uma vez...” tantas vezes! Começam a atenção e a emoção: mundos fantásticos, semi reais ou tal e qual o nosso. Histórias que nos inspiraram antes e continuam a inspirar agora.
Jovem leitor, queremos que te divirtas com as nossas histórias, que as leias, que as partilhes, que aprendas. Foram todas pensadas para ti, escritas por avós, filhos e netos que gostam de contar histórias e de partilhar saber.
Disponível na nossa loja online e nas principais livrarias online nacionais e internacionais.
Para encomendas e informações escreva para: loja@tecto-de-nuvens.pt
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Maria Saraiva de Menezes em entrevista
É sobre “História numa Garrafa” que nos fala, não deixando de referir o modo como os livros são trabalhados mesmo depois de já estarem publicados, bem como o modo como a leitura e a escrita se articulam na sua vida.
Conte-nos
como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Aconteceu
naturalmente, como quem descobre o caminho para a vida. Em criança, procurava
livros e lia poesia, logo, acto contínuo, dava por mim a compor poemas.
Encontrava nos livros a magia que não encontrava na vida. Ler era uma forma
legitimada de sonhar. Um livro aberto era uma promessa de aventura. Hoje, ler e
escrever são actos complementares na senda pela descoberta e o bem-estar
emocional.
Qual o
papel que a escrita ocupa na sua vida?
O
escritor Mia Couto diz que, em criança, pensava que tornar-se escritor era algo que acontecia,
naturalmente, quando nos tornávamos adultos. É um pouco isso, mas sobretudo, um
traço que releva da minha personalidade. Escrever é o que me acontece quando
estou atenta ao mundo e também ao meu mundo interior. Como diz Miguel Esteves
Cardoso, ‘preciso de pôr a vida por escrito.’ É assim, de certo modo, que o
mundo se torna compreensível e organizado. Para mim, é também algo mais do que
a simples organização e harmonia; é a partir de onde ensaio o absurdo, a
loucura ou a lucidez, onde escrevo na primeira pessoa para sentir as dores da
personagem e assim experienciar uma catarse; mas também onde escrevo na
terceira pessoa para me afastar de dores muito próprias e memórias. Dar as
nossas más memórias a personagens fictícias é uma forma de nos livrarmos delas.
Escrever é poder tudo, ir a todo lado, ser muita gente de diversas formas, e
também aquela coisa de ‘ser escandalosamente feliz’ porque escrever liberta-nos
e dá-nos um presente que não sabíamos que tínhamos dentro de nós. É uma viagem
permanente. Por isso, Fernando Pessoa dizia algo como não precisar de viajar,
pois pela escrita fazia todas as viagens possíveis.
Sempre
sonhou publicar um livro?
É uma consequência de escrever. Publiquei 17 títulos dentre poesia, ficção, etiqueta, pedagogia e infanto-juvenis e participei com contos para adultos e crianças em livros colectivos, assim como em jornais e revistas literárias. Ter os livros publicados permite-me chegar às pessoas, fazer leituras públicas, entrevistas na rádio e na televisão (onde o maior interesse são, curiosamente, o meus livros de Etiqueta para adultos e para crianças), além de palestras em escolas, ateliês de etiqueta, sessões de poesia e horas do conto com sessões de autógrafos e momentos especiais com os leitores. Realizo a HORA DO CONTO em escolas e bibliotecas, com as minhas histórias infantis; sobretudo ‘leituras encenadas com fantoches’. Três dos meus contos infantis foram encenados e representados no Teatro Nacional D. Maria II e no Teatro Bocage.
Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?
O livro impresso (termo genérico que inclui também os eBooks) faz parte do resultado do processo de escrita mas, de vez em quando, sou agradavelmente surpreendida com algumas distinções, que resultam em publicação como, por exemplo, o 1º Prémio Literário AICL Açorianidade 2013, com o livro «CHAPÉU DE CHUVA TRANSPARENTE, Crónica de um Amor sem Limites», entre outros pequenos prémios literários. Mas a publicação da ‘História numa Garrafa’ foi a cereja no topo do bolo. Começou por ser uma comunidade literária, com o mesmo nome, e há muito que os seguidores da página me perguntavam quando haveria livro impresso. O livro celebra a reunião das histórias para além do meio virtual. A Tecto de Nuvens fez um trabalho editorial irrepreensível, em que as histórias foram retocadas e levadas à exigência da perfeição absoluta, tal a qualidade profissional da revisão, onde não existe uma gralha nem uma falha; mas também devido à utilização de papéis ecológicos e de qualidade certificada (ISO). Por fim, a concepção gráfica da capa correspondeu totalmente ao solicitado e as badanas emolduram um livro sólido de 660 páginas. A melhor sensação de ter um livro na mão é poder passá-lo para outras mãos.
Fale-nos
um pouco sobre o seu livro.
A "História numa Garrafa" começou por ser um ‘livro vivo’ numa página de Facebook onde publiquei uma história por dia, ao longo de três anos. Começou com o desafio, que coloquei a mim mesma, de escrever todos os dias sobre vários temas. Tinha por objectivo que cada história fosse tão pequena que não deixasse de ser lida; tão pequena quanto uma mensagem numa garrafa. E assim nasceu o título. A disciplina que tal tarefa me exigiu levou-me a um patamar onde fiquei mais desperta para as várias realidades, interiores e exteriores. Tornei-me permeável ao real. Deixei-me impressionar por tudo que me entrava pelo ‘poro’ da escrita. Entrei numa espécie de jogo vital em que valia tudo menos falhar a publicação diária. Por vezes, escrevia várias histórias por dia; outras, passava dias sem o fazer, mas a verdade é que, contas feitas, a história do dia era sempre auto-publicada à meia-noite, com fotografia de minha autoria. Esta disciplina potenciou mais do que um efeito de permanente desbloqueio; basicamente lançou-me num êxtase literário. Tudo o que se perfilava diante dos meus olhos passava pelo crivo emocional e resultava em ‘história engarrafada’. Penso que só consegui chegar tão além, isto é, 3 anos a escrever e a publicar uma história por dia, porque os meus queridos leitores me entusiasmaram e incentivaram. Publiquei a primeira história a 3/3/2015 e a última a 3/3/2018, com imensa pena de ter de parar por ali algo que me deu tanto. Nessa altura, contava com mais de 22.000 leitores e 1.095 histórias. Mas senti que era a hora de parar e reformular o processo. Tive, digamos assim, de meter areia na engrenagem, de tão oleada que estava. O que vivi nesses três anos corresponde mesmo ao ideário que todos temos de uma garrafa, lançada ao mar, com uma mensagem (ou uma história); ou seja, eu escrevia-a na solidão da minha costa, introduzia-a num veículo de vidro transparente que eram, afinal, as redes sociais, e depois, esperava que chegasse às mãos do leitor, aguardando ser salva, quer dizer, lida. Para o escritor, ser lido funciona como uma redenção, mas escrever, isso sim, é a sua verdadeira salvação.
As histórias são todas radicalmente diferentes entre si, e de certo modo, foi esse exercício diário que me motivou para a escrita, isto é, ser capaz de escrever uma história totalmente diferente da do dia anterior. Assim, à segunda-feira, eu era uma mulher apaixonada, à terça, um adolescente desesperado, à quarta, uma pedra com questões de angústia existencial, à quinta, um psicopata homicida, à sexta uma doce avozinha perita em croché e bolos caseiros e por fim, ao sábado e ao domingo, um Deus arrogante e maldisposto, uma mãe destrambelhada, dedicada ou aluada. Esta versatilidade das personagens foi o meu maior desafio.
Contudo, sem eu ter premeditado, a história da Mariana (“Mariana não sabe que morrerá esta tarde...” (página 41), por alguma razão que desconheço, tornou-se altamente viral e gerou muita comoção na página da ‘História numa Garrafa’. Publicada a 4 de Maio 2015, levou a página aos píncaros da actividade. Em Maio de 2018, a história contava com 23.000 gostos, 21.701 partilhas e 1.600 comentários. Foi ao encontro da dor de uns, da filosofia de outros e das certezas de tantos. De tal forma que tive de escrever, dias mais tarde, a continuação da história da Mariana, no céu ou semelhante dimensão, pois muitos me exigiram saber se estava bem, outros me pediram que ela voltasse, que lhe desse outra oportunidade. Esta história é a verdadeira marca da Garrafa.
Indique
as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro. O que acha
mais apelativo no seu livro?
Contrariando
o que dizem as editoras em geral, os livros de contos vendem e continuam a
publicar-se. Num país onde há iliteracia funcional, o que não se lê são
romances de 600 páginas, embora se publiquem. Ler este livro de contos rápidos,
humorados, potentes, bruscamente divertidos e até alguns tristes, talvez seja,
com a modéstia que me é devida, uma experiência indispensável, no transporte a
caminho do trabalho, à hora do café, do almoço ou num domingo despreocupado. A
‘História numa Garrafa’ tem 660 páginas mas pode ser lida de trás para a frente
e do fim para o princípio. O livro em papel pode estar sempre ao seu lado ou
oferecido a quem aprecia, enquanto que as histórias de que mais gosta podem ser
partilhadas com os amigos no Facebook e Instagram. Ao longo dos três anos em
que a Garrafa foi um livro vivo’, o feedback dos leitores foi incrível.
Perguntavam-me como é que eu podia escrever histórias que eram a história da
vida deles; como podia sentir o que eles tinham sentido na infância, no
casamento ou no divórcio. O contacto com os meus leitores emocionou-me muito e
deu-me a responsabilidade de manter esse compromisso que era a nossa comunidade
literária. Pediam-me para escrever mais e davam-me as suas histórias de vida
para eu escrever. Eu própria fui à procura de mais histórias e escrevi vidas
que de reais passaram a ficção, como a daquela irmã que deu o rim ao irmão; da
menina internada em oncologia; do coração que salvou o Salvador; do rapaz
acrobata que voou de casa dos pais e ainda tantas que nasciam de tudo o que
acontecia à minha volta. São 1.095 histórias de 1 minuto e meio cada, quase o
tempo de um suspiro.
Tem algum projecto a ser desenvolvido,
actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de
escrever?
Escrevo
para existir.A escrita é o entendimento da vida. Depois de publicar a ‘História numa Garrafa’ tenho mais dois
livros/projectos em curso. Assim que a ‘História numa Garrafa’ se
tornou livro em papel, nasceu novo ‘livro vivo’ nas redes, intitulado ‘História
num copo d’água’. Ao contrário do primeiro, onde as publicações foram diárias
durante 3 anos, a ‘História num copo d’água’ tem publicações semanais, ao
domingo. Tenho também um livro de crónicas na calha. Além disso, vou sempre
escrevendo livros infantis.
Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Sou,
fundamentalmente, uma escritora emocional. Gosto de ir ao âmago dos sentimentos
e transformá-los em histórias. Não gosto de passar mensagens políticas,
moralistas, religiosas ou clubistas. A literatura serve-me para desconstruir
conceitos e apresentar o ser humano na sua máxima fragilidade emocional; ou
também o seu inverso, mostrá-lo na sua dureza extrema. Retiro das histórias as
ilações que se podem retirar das parábolas, pelo sentido que nos dão para além
das palavras. Por isso, uso por vezes a via do absurdo, forma subliminar de ler
mais profundamente o que vai na alma da personagem. Mas mais do que o absurdo
ou o ‘non sense’ sirvo-me da realidade crua para escrever histórias. Esta é,
por si só, suficientemente avassaladora e transformadora de consciências. Só a
realidade pode suplantar a ficção.
Qual o
papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
Devido à sua função extremamente interactiva, as redes sociais são um excelente veículo para divulgar as mais diversas actividades. Está tudo dito quando afirmei que a ‘História numa Garrafa’ começou por ser um ‘livro vivo’ nas redes sociais e graças aos actuais 23.000 seguidores tornou-se num livro de papel, algo que pode agora perdurar no tempo de forma física, e ser passado de mão em mão. Foram as redes sociais que me deram os meus leitores. Nunca chegaria a eles sem estas plataformas, nomeadamente nunca teria as muitas encomendas que me fazem do livro, hoje, para a Suíça, França, Luxemburgo, Bélgica, Reino Unido e Alemanha. São os nossos portugueses a seguir, em linha, o que se escreve em português. Pela mão das redes sociais, a História numa Garrafa foi ao 'Literatura Aqui', na RTP2, programa 11, temporada 2, a 22/11/2016: http://www.rtp.pt/play/p2798/e260627/literatura-aqui e à Antena 3, ao programa 'Donas da Casa', com Ana Galvão, a 10/3/2017 e ainda, à Casa Raphael Baldaya, em Lisboa, onde se apresentou ao público numa leitura de histórias pela autora, a 3/3/2018 e 18/5/2018. A ideia, agora, é levar as histórias da Garrafa a um programa de rádio e também lê-las ao vivo. Ao contrário do Reino Unido, não temos muito o hábito das leituras públicas feitas pelo autor, mas é algo que considero muito especial e pretendo dinamizar.
Gosta
de ler? Que tipo de leitor é que é?
Gosto muito
de ler. Quando a leitura consegue arrebatar-me, sinto-me anestesiada. É quase
um estado místico. Esse é o melhor estado em que posso estar. Uma vez, cheguei
mesmo a fazer uma cirurgia em ambulatório, sem anestesia, a ler um livro do
José Luís Peixoto. A médica achou peculiar e eu só dizia, “por favor, não me
interrompa”. Estava em êxtase, sob efeito da ‘tal anestesia’. Leio contos,
romances e poesia, fundamentalmente. Na poesia, destaco, desde a adolescência,
Herberto Helder, Fernando Pessoa ortónimo e heterónimo, Maria Teresa Horta,
Sophia de Mello Breyner, Ruy Belo, Ary dos Santos, David Mourão-Ferreira e
outros textos poéticos que nos dêem o sentido da vida, como o ‘Tao Te King’, ‘A
epopeia de Gilgamesh’, os ‘Upanishads’ ou ‘Hermes Trismegisto’. Gosto de
romances mas que não sejam nem de ficção científica, nem muito históricos, nem
políticos ou demasiado biográficos. Que tipo de romance, então? Algo semelhante
a estes que me transportaram para a tal dimensão de arrebatamento: ‘Cem Anos de
Solidão’, ‘O Deus das Pequenas Coisas’, ‘Cisnes Selvagens’, ‘Kafka à
Beira-Mar’, ‘A Sombra do Vento’, ‘Casa dos Espíritos’, ‘Siddartha’, que é como
quem diz, Gabriel García Márquez, Arundhati Roy, Jung Chang, Haruki Murakami,
Isabel Allende, Carlos Zafón, Herman Hesse e também Kafka, Camus, e em tempos
da faculdade, Platão e os pré-socráticos, Pascal, Kierkegaard, Schopenhauer,
Nietzsche e Dostoievsky e ainda o teatro de Beckett, Pirandello, Tennessee
Williams, Strindberg e Ibsen ou o cinema de Woody Allen, Claude Lelouch, Tim
Burton e Wes Anderson, só para citar alguns que levaram a literatura ao palco e
à tela. Não esquecer os escritores portugueses da minha geração que têm trazido
obras de qualidade à literatura portuguesa e que se têm evidenciado através dos
vários prémios literários que conhecemos.
História numa Garrafa – Maria Saraiva de Menezes
660 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018
PVP
25,00€
Ebook:
Epub: PVP 15,00€
PDF: 7,50€
O livro está à venda na nossa loja online e em todas as principais lojas online nacionais e internacionais.
Para aqueles que preferem um contacto mais directo com os autores, podem solicitar o livro autografado à autora, com desconto de 10% e oferta de portes de envio: mariademenezes@gmail.com. Ou a partir da presença da autora nas redes sociais (que pode sempre visitar mesmo que já tenha o livro):
https://www.facebook.com/História-num-copo-dágua https://www.facebook.com/LivrosInfantoJuvenisHorasDoContoETeatro.
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Maria do Rosário Cunha em entrevista
Retomamos o ciclo de entrevistas com Maria do Rosário Cunha, 72 anos, professora do 1º ciclo aposentada, participante nas colectâneas da Tecto de Nuvens. Tem o raro privilégio de ter tido o primeiro texto vencedor da votação do público.
Trata-se do poema "Sonho Desfeito" publicado na colectânea "Vamos Celebrar! - Colectânea de Poesia de Natal".
A título de curiosidade, o quadro que deu origem à capa (e que gentilmente cedeu) foi-lhe oferecido pela própria pintora, amiga de longa data, colega de profissão e comadre.
Autora relutante, por opção, fala-nos um pouco da sua experiência, nomeadamente com essa primeira participação nas colectâneas.
Conte-nos como e porquê começou a escrever,
por paixão ou por necessidade?
Comecei a
escrever por ter sido desafiada a fazê-lo…
Qual o papel que a escrita ocupa na sua
vida?
Para já um papel bastante secundário, o que não
exclui que não possa vir a tornar-se algo mais importante.
Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar
um texto num livro?
Não.
O que significa para si ter o texto
favorito dos leitores?
Foi uma agradável surpresa.
Tem algum projecto a ser desenvolvido,
actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de
escrever?
Não tenho nenhum projecto a ser
desenvolvido, apenas algumas ideias, não muito claras, de recordações que
gostaria de deixar impressas.
Fale-nos um pouco sobre o seu texto.
O meu poema foi inspirado num acontecimento real que
eu vivi quando tinha cinco anos de idade.
Existe alguma parte do livro, em
particular, que goste mais. Porquê?
A parte em que a menina expressa a grande desilusão
que sentiu ao ver que o presente que recebeu nada tinha a ver com o presente
esperado!
Indique as razões pelas quais aconselharia
as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
Talvez algumas
pessoas se revejam no meu texto ao recordarem a sua infância e a verificarem
que o valor que os adultos dão às coisas é bem diferente daquele que as
crianças lhe dão.
Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo
de mensagem gosta de passar no que escreve?
Gosto de
falar de tradições e de experiências marcantes que vivi e que podem ajudar
outras pessoas em situações semelhantes à minha.
Qual o papel das redes sociais na vida e na
divulgação da obra de um autor? E na sua?
Não tenho experiência nessa matéria.
Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Gosto bastante de ler, principalmente casos da vida,
romances e leituras que me ajudam a crescer intelectualmente e espiritualmente.
Vamos Celebrar! – Colectânea de Poesia de Natal –
Vários autores
72 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2016, PVP 10,00€
Colectânea de poesia sobre a temática do Natal.
Todos os títulos disponíveis na nossa loja online e nas principais
livrarias online.
Para encomendas e informações escreva para:
loja@tecto-de-nuvens.pt
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Votação para o texto favorito do livro "Natal, Natais"
Pode acompanhar as votações para a votação do texto favorito dos leitores em: https://tectonuvens.blogspot.com/p/votacao-para-o-texto-favorito-do-livro.html
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Ilda Pinto Almeida em entrevista
E, à laia de prenda de Natal, deixamos aqui mais uma entrevista a encerrar outro ciclo de três.
Ilda Pinto Almeida, natural de Vouzela mas residente nos Estados Unidos, 57 anos, publicou este ano Chuva de Graça (tanto em capa mole como em capa dura) e foi a vencedora do texto favorito do público na nossa segunda colectânea (Olhar de Amor) com o poema "Reflexo do meu desejo". Também foi dela a inspiração para a nossa primeira colectânea Vamos Celebrar! (poemas de Natal).
Nesta entrevista a autora, recipiente este ano do prestigiado Anim'Arte da Literatura, que é também artista plástica, fala em particular do livro Chuva de Graça e do poema "Reflexo do meu desejo", mas deixa portas abertas para espreitarmos para o seu mundo cheio de arte (o quadro que se vê na fotografia é de sua autoria).
Conte-nos como e
porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Sempre gostei de
escrever, especialmente poesia. É um chamado que vem desde os tempos de escola,
onde por essas alturas já iniciava o gosto de encher as folhas em branco das sebentas.
Qual o papel que a
escrita ocupa na sua vida?
A escrita ocupa um
lugar muito importante, pois ela é a forma de transportar para o papel ideias,
pensamentos ou até vivências. Acredito que quando escrevo levo aos leitores
conhecimento e paz, pelo menos é esse o meu desejo
Sempre sonhou
publicar um livro?/Publicar um texto num livro
Não! Nunca foi
essa a minha intenção, mas o certo é que aconteceu em 2009 pela editora Tecto de
Nuvens. Hoje tenho quatro livros editados. Os sonhos não sonhados acontecem.
Qual é a sensação que
tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?/O que significa para si ter o texto
favorito dos leitores?
Escrever é
fascinante e levar ao leitor palavras escritas pelos meus dedos e vindas de
dentro é gratificante. É um filho nascido com nome e registo.
Já tive textos
escolhidos e premiados. É um sentimento muito honroso ver o trabalho
reconhecido. É sentir uma força redobrada.
Tem algum projecto a ser
desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir
vontade de escrever
O futuro a Deus
pertence. Mas gostaria de ver as várias crónicas que já foram publicadas em
revistas, futuramente, juntas num livro só.
Guardo uma
história infanto-juvenil de várias páginas que gostaria de ver ilustrada e
publicada. É uma paixão antiga, quem sabe um dia este sonho se possa realizar e
ver em grande letras o título “NOS SEGREDOS DO RIO” de Ilda Pinto, nas bancas. J
Fale-nos um pouco sobre o seu
livro. /texto*
Os conteúdos,
normalmente, seja prosa ou poesia, são baseados em realidades que passam à
minha volta, histórias ou crónicas de vida baseadas em factos verídicos. Gosto
essencialmente, em poesia, de falar do espiritual, de levar até ao leitor uma
verdade por vezes desconhecida, mas que faz, ou deveria fazer, parte do
nosso dia a dia. A minha inspiração pode vir de uma simples conversa com alguém
ou de algum momento que está a acontecer ao meu redor.
*--O que inspirou o seu texto (indique se é
conto ou poema)?
É um poema
“Reflexo do meu desejo”. O texto foi inspirado por uma peça de arte (uma
colagem) que eu estava a preparar para uma exposição sobre o Dia dos Namorados.
Para essa colagem inspirei-me numa das silhuetas da colecção “Blue Nude” (“Nu
Bleu”) de Matisse e pensei em fazer um reflexo dela. Enquanto trabalhava a
colagem foi-me surgindo o poema que é sobre a essência da relação amorosa, o
modo como as pessoas se vêem, se completam e, a dado momento, também se
reflectem.
Existe alguma parte do livro,
em particular, que goste mais. Porquê?
Sempre que termino
um texto fico delirante por alguns dias, depois escrevo outro e já o anterior
deixou de me despertar. Por isso não tenho favoritos, ou melhor , será sempre o
que está em mãos.
Indique as razões pelas quais
aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no
seu livro/texto?
Eu sempre digo uma
frase muito simples, que é minha, e que a repito por escrito sempre que coloco
fotos das minhas obras ao fazer publicidade;
“Adquira livros
que fazem bem à alma e alegram o coração”
Qual é o seu estilo de escrita
ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
Penso que
tanto a minha poesia como também os meus escritos em prosa tenham uma grande dose
de alento, uma mensagem do amor e de superação às vidas mais desgastadas. Gosto
levar até cada um dos leitores a reflexão daquilo que somos e do que é que somos
capazes. Dizer-lhes que é possível, com fé, chegar. A fé é a firme certeza das coisas que se esperam e a prova das
coisas que não se vêem como certas, ela é o veículo para alcançar o sonho.
Qual o papel das redes sociais
na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
As redes
sociais são demasiado importantes nos dias que correm. Hoje temos inúmeras
formas de divulgação as quais devemos de aproveitar. Só assim podemos passar
fronteiras. Por exemplo, no meu caso :
Vivo longe da
língua portuguesa e são as redes a alavanca para mostrar o que escrevo. Foi
através das redes sociais que o meu trabalho foi mostrado ao público e veio a
ser reconhecido. Foi através do Facebook que a GICAV (Grupo de Intervenção e
Criatividade Artística de Viseu) teve conhecimento do meu trabalho e devido a isso
fazer-me recipiente do Prémio Anim’Arte; e o mesmo de passou com outras
instituições e outros prémios (nacionais e internacionais). As redes sociais
são uma janela para o futuro; futuro que, antes, era reservado, apenas, a um grupo
de escritores e de editoras.
Gosta de ler? Que tipo de
leitor é que é?
Sim.
Gosto de
António Aleixo, Sophia de Melo Brayner, do livro de Salmos e Cantares de
Salomão; isto na poesia.
Gosto de José
Luís Peixoto, Fernando Sabino, Aquilino Ribeiro, José Régio. Mas leio bastante
literatura cristã onde muitos dos autores são estrangeiros e desconhecidos do público
português, como por exemplo; L C. Seandiuzzi, Tim Lahaye- Jerry Jenkins, etc.
112 Páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2018, PVP 12€
A inspiração (Graça) cristã domina a visão, e os sentimentos, da autora que demonstra a presença de Deus através da Poesia. É um convite não à religião, mas à contemplação e à admiração. Um convite a olhar com atenção o que nos rodeia e quem nos rodeia e procurar o melhor, o positivo e também o humor.
É uma inspiração que brota e nutre qual chuva, lava, refresca e renova.
Olhar de Amor - Colectânea de Poesia – Vários autores
76 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2017, PVP 13€
Nesta colectânea há amor para todos os gostos, e para todos os feitios, cabe ao leitor rever-se nesses momentos, aprender outros, ansiar por mais alguns e descobrir a chave para a felicidade. A receita é simples, basta ver tudo com um certo olhar: Olhar de Amor!
Livro entregue em saco de organza, acompanhado por marcador de livro e cartão de dedicatória/oferta.
Nesta colectânea há amor para todos os gostos, e para todos os feitios, cabe ao leitor rever-se nesses momentos, aprender outros, ansiar por mais alguns e descobrir a chave para a felicidade. A receita é simples, basta ver tudo com um certo olhar: Olhar de Amor!
Livro entregue em saco de organza, acompanhado por marcador de livro e cartão de dedicatória/oferta.
Todos os títulos disponíveis na nossa loja online e nas principais livrarias online.
Para encomendas e informações escreva para: loja@tecto-de-nuvens.pt
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Um novo título para encerrar o ano
E porque no Natal também se tratam assuntos sérios, encerramos o ano com a apresentação de mais um livro: "A Minha Luz – (Re)pensar o morrer com dignidade", de Luís Filipe Fernandes
A Minha Luz – (Re)pensar o morrer com dignidade -:
Luís Filipe Fernandes
76
páginas; Tecto de Nuvens, 2018,
PVP 5,00€
Este livro é o testemunho de um enfermeiro com uma rica
experiência no contacto com doentes terminais ou em grande sofrimento. Numa altura
em que se discute a legalização da eutanásia e suicídio assistido em Portugal
traz-nos importantes reflexões éticas, teológicas, técnicas e científicas que
nos ajudam a fundamentar e consolidar a nossa consciência cristã para melhor
responder aos desafios colocados pelo relativismo, o hedonismo e a cultura da
morte com os quais somos cada vez mais confrontados nos dias de hoje.
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Jeracina Gonçalves em entrevista
Continuamos o ciclo de entrevistas, hoje com Jeracina Gonçalves, 74 anos, autora de "Histórias de Gente Simples". Fala-nos do seu mais recente livro e deixa também um apontamento sobre a sua participação na colectânea "Natal, Natais - colectânea de poesia - " onde assina 3 dos poemas.
Conte-nos como e porquê começou a escrever,
por paixão ou por necessidade?
Não
sei bem, nem como nem porquê. Mais ou menos sempre escrevi em papéis, que
depois perdia ou esquecia por aí, como desabafo, para guardar memórias… Sei lá!
Era uma forma de guardar o que não queria esquecer, de me abstrair da realidade
que, às vezes, me magoava e voar um pouco para além dela, de registar o que me emocionava
e fazia feliz, ou que me indignava...
Há
uns anos, após uma jornalista ter-me perguntado por que escrevia, fiz um
pequeno poema. Registo aqui um pequeno trecho:
“Por
que escrevo?
Não
sei.
Escrevo
com o coração;
Abro
a porta ao meu Ser
Liberto
a minha emoção.”
Creio
que nisto se resume a razão porque sempre, mais ou menos, escrevi.
Qual o papel que a escrita ocupa na sua
vida?
A escrita,
neste momento, é uma terapia, uma forma de dar asas ao tempo, que desaparece
num fechar de olhos levando-me a clamar por mais. É o meu psicólogo, o meu
psiquiatra, o meu “Xanax”… É uma forma de me sentir viva e jovem; é uma forma de
manter a minha mente ativa alimentando os meus neurónios.
Sempre sonhou publicar um livro?/Publicar
um texto num livro?
A publicação nunca foi o meu objetivo primário.
Para mim o importante é escrever, é dar liberdade ao que me vai na alma; é
exorcizar as emoções negativas e vibrar com as positivas; é dar liberdade ao
meu pensamento…
E os três livros que publiquei aconteceram, porque
apareceu um objetivo capaz de satisfazer a minha alma, muito para além da
simples publicação.
Textos, já publiquei alguns, em coletâneas várias.
Tantas vezes caíram propostas no email,
que resolvi começar a participar em algumas.
Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o
seu livro nas mãos?
Um
livro é um pedaço de nós, que atiramos para o mundo. É quase como um filho. E
haverá sensação melhor que ter um filho nos braços?
Claro
que manusear um livro nosso dá-nos a sensação de concretização, de obra feita. E,
principalmente, quando com essa obra sabemos que estamos a contribuir para
ajudar a realizar os sonhos de alguém. É muito bom.
Tem algum projecto a ser desenvolvido,
actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de
escrever?
Tenho muita
coisa escrita, a precisar de revisão. E continuo a escrever. Todos os dias
tenho de escrever qualquer coisa. Quanto a publicar… não sei. Depende do
objetivo que apareça. Publicar, apenas por publicar, sinceramente, não estou
muito inclinada. Mas… quem sabe o dia de amanhã?
Fale-nos um pouco sobre o seu livro.
/texto*.
Não há muito a
dizer sobre ele. É apenas uma pequena coletânea de pequenos contos, escritos no
tempo, quase todos baseados em factos concretos. Focam sentimentos que
considero importantes nas relações humanas: a solidariedade, a amizade, a
solidão na velhice, a droga, a emigração: problemas dos nossos dias, histórias
do dia-a-dia de gente simples.
*--O que inspirou o seu
texto (indique se é conto ou poema)?
São três poemas inspirados
na Essência do Natal, neste tempo tão adulterada, tão perdida entre fitas e
papeis metalizados.
Claro que qualquer livro
tem partes melhores, mais bem conseguidas, que outras. E o meu livro tem
histórias melhores que outras; mas todas são espelho de relações humanas, de
sentimentos humanos fortes, profundos, que mexem com a sensibilidade do leitor.
Indique as razões pelas quais aconselharia
as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?
Não sei o que é
mais apelativo no meu livro. O meu livro fala de sentimentos. E já tive quem me
dissesse, que não conseguiu parar, e leu-o de uma vez só, do princípio ao fim;
já tive quem me disse que chorou; já tive quem me dissesse que lhe fez lembrar
as próprias vivências… Cada qual sente-o à sua maneira.
Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo
de mensagem gosta de passar no que escreve?
Quando escrevo não penso muito na mensagem que quero transmitir.
Escrevo sobre o que à minha volta me fez sentir algo que transborda em mim e
preciso de fazer fluir. Mas gosto de passar emoções, que possam criar no leitor
o desejo cuidar e ajudar a construir um ambiente limpo e um mundo mais justo,
mais solidário e preocupado com os que sofrem.
Qual o papel das redes sociais na vida e na
divulgação da obra de um autor? E na sua?
As redes sociais têm um papel importante na divulgação de um autor; dão
a conhecer o nome e a sua obra. Mas não sei se terão muita influência na venda
das obras de novos autores, que aparecem sem terem por trás montada toda uma
engrenagem de marketing apoiada em
grandes editoras e distribuidoras.
Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Gosto
de ler. Fui uma leitora compulsiva durante a minha adolescência e juventude.
Agora… nem tanto. Mas gosto de ler um bom livro de vez em quando.
Assinar:
Postagens (Atom)








