sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Novo livro com lançamento a 16 de Outubro: "Em Missão" de António Santos

 





Em missão - Diário de um voluntário -; António Santos; 84 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2021. PVP 9,50€

"No fundo, este livro é a memória das memórias de um cristão. Um cristão tem sempre o seu coração livre e desimpedido para ajudar o próximo. Um cristão sabe sempre que Jesus não se encontra apenas no Sacrário da Igreja, mas nos Sacrários ambulantes que é a Igreja de mulheres e homens, que vão ao encontro de quem mais precisa."
Relato, na primeira pessoa, da missão humanitária ao Uganda em 2017.


https://www.facebook.com/Em-Miss%C3%A3o-108826874885272



sábado, 2 de outubro de 2021

Vencedor de entre os votantes para o texto favorito do livro "Na areia de uma praia qualquer"

Feito o sorteio do Totoloto de 2/10/2021, que teve como número da sorte o 1, sorteou-se de entre todos os votantes com o número 1 ou terminado em 1 e a feliz contemplada foi Elvira Gomes, que com o seu voto em "Festa da Senhora das Neves" (texto vencedor) ganhou os prémios abaixo ilustrados.
Muito brevemente vai recebê-los, muitos parabéns!





Frente e verso da caneca

  Postal A6







sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Vencedor do texto favorito do livro "Na areia de uma praia qualquer"

Terminada mais uma muito renhida votação, muito obrigada a todos os que votaram, o texto vencedor é "Festa da Senhora das Neves".
À autora, Maria Lucília Teixeira Mendes, os nossos parabéns, muito em breve receberá o seu prémio.
As nossas felicitações também às autoras que se classificaram a seguir.

Resultados:

1º  Festa da Senhora das Neves  VENCEDOR (Maria Lucília Teixeira Mendes)
2º  Férias da Páscoa (Maria do Rosário Cunha)
  Momento Mágico (Dulce Sousa)

Leia (ou releia) o poema vencedor

Festa da Senhora das Neves


Dia cinco de Agosto consagrado
À Senhora sempre jovem, sempre mãe
À menina nazarena tão humilde
A mais bela e importante que ninguém.

Escolhida desde sempre pelo Pai
Fê-la Santa e Imaculada em seu nascer
Muito antes e para sempre a serpente
Se zangou por não tê-la em seu poder.

Mãe do Verbo gerado em seu seio
O gerou antes de mais no coração
Foi fiel no cumprimento da Palavra
Que, Menino, conduziu por sua mão.

És encanto ó Puríssima Senhora
Daqueles que Cristo a si quis consagrar
És modelo de quem se quis tornar família
E em amor mútuo toda a vida partilhar.

És, ó Virgem toda bela, toda pura
A beleza que ninguém sabe cantar
P’ra Ti olham o jovem e a criança
No desejo feliz de Te imitar.

Olha esta Terra que Te louva e engrandece
Desde tempos remotos ancestrais
Protege o jovem, o velho, a criança
Nossos campos, nossas casas e animais.

Ó Senhora das Neves, branca e pura
Doce, terna padroeira tão amada
Sê saúde p’ra quem sofre enfermidade
Sê caminho para a ovelha tresmalhada.

Olha os jovens vagueando pela vida
Sem projeto, sem amor, compreensão
Presa de lobos disfarçados de cordeiros
E sem Amigos que lhes dêem sua mão.

És o lírio mais puro e mais branco
A beleza mais bela da beleza
Desperta hoje quem aos novos encoraje
A voltar aos caminhos da pureza.


Novo livro de Florentino Mendes Pereira: "Homens Livres... Limitados"

O autor vai avançando pelos noventa anos adentro, mas o talento e a inspiração não abrandam. Prova disso é este novo título, o segundo dos três previstos para este ano (o próximo, de poesia de Natal, será anunciado brevemente).




Homens Livres…Limitados; Florentino Mendes Pereira
132 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2021. PVP 10,00€

“Este livro olha, a grandeza do homem, a sua liberdade imensa – por um lado; enquanto, por outro, o alerta para a consciencialização dos seus limites. O homem é precisamente isto: Poder e debilidade, sabedoria e ignorância, força e fraqueza, imortalidade e mortalidade, plenitude de ser e vazio, vida e morte temporal.
Os poemas do presente livro, (…), exprimem um pouco de quanto acontece com a liberdade, com o desporto, com a arte, com a natureza, com as expressões imensas do ser humano. (…) Oxalá ajudem, (…) a equilibrar a nossa paixão humana de querer ser o que não se é, nem pode ser.”



Já disponível nas principais lojas online, nacionais e internacionais.

Desafios de autores para autores: "Caem as folhas" - Outono


E estão abertas as votações! Use o número colocado à esquerda do poema para o identificar, e vote usando os comentários. Os votos são ilimitados, mas terá de aguardar para os poder visualizar, dados os comentários deste blogue serem monitorizados.
Haverá um prémio para o autor do poema mais votado e uma lembrança a sortear por entre um dos votantes (terá que deixar uma forma de contacto com o seu voto que, se desejar, será retirada do comentário antes da publicação, só tem que o indicar).


Estão de regresso os desafios e este é o da estação que começou recentemente. Tal como no ano passado "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que andará à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Os autores podem trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc. "Folhas" deve fazer parte do título. Desta vez, o desafio será apenas para verso. Podem participar com mais do que um trabalho.

Do dia 1 a dia 15 de Outubro colocaremos online todos os poemas que nos chegarem até às 19 horas do dia 15/10/2021. Do dia 16 até ao dia 31 de Outubro estarão abertas as votações para o poema favorito. O vencedor receberá um exemplar de capa dura da colectânea "Na areia de uma praia qualquer", para poder continuar a sonhar com férias e viagens.



Os votantes que se identificarem entrarão num sorteio para receberem uma lembrança. (Instruções no final da postagem).

[10] Folhas soltas


A paisagem ficou triste
A natureza mudou!
Meu olhar quedou-se nela
E penoso ele ficou!

O sol, cansado, adormece
Alivia o seu queimar
Aromas! Como apetece…
No seu sabor mergulhar!

Partiram as andorinhas
O sol perdeu seu vigor
Recordações… só minhas!
Deram mais espaço à dor

As folhas na cor…encanto!
Verdes, vermelhos, amarelos
O castanho já é tanto!
Nos matizes tão singelos!

É tamanha a beleza
Que me está a absorver
Sublime é a natureza!
Difícil de descrever!

Dulce Sousa

[9] Folhas de Outono (2)


Outono surpreendente
Vestido de mui beleza
Beijas os olhos da gente
Encantas tão docemente
Pincelas a natureza!

Outono! Em euforia!
Rendo-te assim meu preito
Trazes às árvores a magia
Das folhas que com mestria!
Vão colorindo a preceito!

É tal a supremacia!...
Nem um génio de pintor
Com toda a sabedoria
Jamais ele conseguiria
Um tal quadro compor!

Dulce Sousa

[8] Folhas de Outono II


Que segredos a Natureza guarda
No ciclo anual de suas variadas folhas
Os frutos que velaram com a sua cara
Perderam a luz, em lojas de sombras.

Dos carpos têm saudade as folhas
Agora a navegar ao sabor do vento
Lembram os frutos e suas glórias
Agora, folhas viúvas, choro e lamento…

E folhas das árvores caem sem emprego
Adornos inúteis destinados à lixeira
Folhas que ornaram paisagem e relevo
Hoje, folhas secas que a gente pontapeia…

Folhas inertes; plenas de vida, dias há
Telas d’oiro que a sociedade despreza
Folhas, que atenuam dores como o chá
Tonalidade de folhas lindas da Natureza…

Inúmera gente é Outono, secas folhas
Delas se valeram enquanto foram úteis;
Quando anciãs, até as chamamos tolas
E alojamos folhas, em casa, folhas inúteis…

Riqueza da Natura, desprezo de tantos
Folhas lindas e vivas, expostas a frias neve
Sensíveis ao desprezo de rebentos insanos
São folhas sábias, de coração vivo, perene…

Florentino Mendes Pereira

[7] Folhas de Outono 


O verão é já lembrança
Foi-se o tempo do estio!
O outono com pujança
Pinta a paisagem com brio!

O astro-rei amornou
Beija a pele com carinho
O outono já chegou!
Lentamente de mansinho!

Evolam-se os odores
Dos campos e dos pomares
Numa amálgama de cores
E perfumes pelos ares!

Muda, aos poucos, a paisagem
Profusão em pigmento!
Nos tapetes da folhagem
Vai-se a vida no momento!…

Folha a folha vai caindo
Com mestria e singeleza
Cada árvore se despindo
Adormece a natureza!

Dulce Sousa


[6] (as folhas) num só apelo


apelo contra o só,

apelo contra um só,

apelo contra as madeiras dos madeireiros,


e faço de conta,

contavas as minhas vidas,

em três instantes,

num só apelo de ser só,


um instante a vida a aparecer,

quando de madrugada foges,

e deixas o peixe,

sem salgadeira,


o outro instante,

o quereres ser grande,

como o posto de energia elétrica,

mas não tens mãos, nem gritas,


o outro instante o da alegria,

de estares no estio e no inverno,

afadigado nos cavalos,

que passam a correr pelos vales,


mas há um outro,

que é o de ficares só, como na madrugada,

do nascimento das flores coloridas, 

ou no passear pelas ruas despovoadas,

ou como estás só,


só,

palavra estranha para um caminho,

de prados verdejantes,

e caminheiros sem lapelas,

que não tiram os chapéus.


Joaquim Armindo

[5] caem as folhas


se soubesses o que é caem as folhas,

se tu sentisses o mar a navegar,

se as tuas pernas,

fossem marinheiros,

à procura das algas,


mas se os pinheiros fossem ocos

de vaidade,

e os choupos quisessem beber

água,


os ribeiros haveriam de verter lágrimas,

porque as árvores,

não seriam poiso para os passaritos,


mas se adivinhasses o portanto 

de ser uma andorinha,

levarias o trigo,

á ceifa,


sabes o que é ficar só,

sem flores,

sem pétalas,

ou coloridas de estanho,

encontrarias o descanso das marés vivas,

…olha do outono,


ninguém é outono,

nem ninguém é inverno,

o sol raia na vida das estrelas retumbantes,


só que só, é a marinhesca do deserto,

árido de ser de ti.


Joaquim Armindo


[4] FOLHAS OUTONAIS


No campo e na cidade
Chegaram as cores outonais
Árvores bem novas ou de idade
Amarelam folhas por demais…

Folhas que caem com a aura de Outono
Feridas pelo frio e vento indiferente
Folhas de rastos, de um lado para outro
Lindas há meses, hoje, desprezo da gente…

Árvores e folhas de jardim
Com folhas de tom vermelho
Tempo de Outono é afim
De folhas a cor, poeta e talento…

Folhas caídas ou levadas do vento
Parecem trapos de vida humana
Tarefas loucas, plurais, sem tento
Secam, como folhas de via insana…

Têm o seu tempo as folhas e utilidade
Até o fruto na árvore amadurecer
Apoiado pela folha, conforme a idade
Solicitam reforma para outra renascer…

O ciclo da folha protectora
É bem igual ao ciclo do homem
Pais, esperam nova aurora
Brotos, novas folhas promovem…

Florentino Mendes Pereira
02-10-2021

[3] FOLHAS DE OUTONO 


Primavera e Verão
Inverno e Outono
Acontecem no corpo…
E na pele do ancião
As lindas folhas do rosto
Vão caindo no chão…

Aparecem meio amarelas
Novas folhas a sorrir
De amor e graça, repletas
Jardim belo, sempre a florir
Caem folhas; sons e esperas,
Emergem mais sem sucumbir…

No Outono, aqui e ali,
Montes de folhas caídas
Se aliam ao ângulo do jardim
Como avós e netinhas
Se unem em lar afim
Caules de novas folhinhas…

Outono de folhas caídas
Espera de rebentos novos:
Visão das nossas vidas
Repleta de certeza e arrojos
Que aguardam de folhas caídas
A certeza de outros renovos…

Florentino Mendes Pereira
01-10-2021

[2] Caem as folhas


O Outono artesão
pega em folhas de todas as cores
e hábil, mas com tremores,
faz tapetes para o chão.

Sopra e agita,
e com toda a velocidade,
estende a nova manta catita
que forra o chão da cidade.

Sacode e mistura
até a mescla de cores lhe agradar,
mas sendo perfeccionista por natura,
é frequente, soprar e voltar a misturar.

E até o cidadão apressado
ouvindo as folhas a estalar
observa, maravilhado,
o chão onde vai a passar.

Mas o Outono é também hortelão atento,
e se com folhas coloridas deixa bonito o chão,
dá-lhe também saboroso, e precioso, alimento
ao fazer-lhes a decomposição.

E se como não bastasse ser decorador reputado:
Implacável nas mudanças, mas ainda assim terno.
No fundo, tudo o que faz, em forma de postal ilustrado,
é vir-nos alertar para prepararmos o Inverno!

Caem as folhas por necessidade
do Outono, artesão e hortelão,
decorar e preparar a cidade
começando pelo chão...

Teresa Cunha

[1]  FOLHAS DO OUTONO


O orvalho frio da noite,
Tisna, de cor roxa e amarela,
O roupeiro desadornado
Das folhas da Primavera
E tom de horto desfolhado…

A seiva, o Outono já não anima;
Do vestido sem folhas, só tronco,
O pomar esguio, oculta a vida.
E sem a armela de ouro
Até as folhas tombaram de sono…

As árvores sem folhas do Outono
Despertam o estro do pintor…
A natura austera mudou de dono
A musa suscita tom inspirador
Folhas novas de poesia e aguarela…

Copiosa, a justeza de Outono
Tal qual a Primavera e o Verão
A Natura mesmo caindo de sono
Oxigena, sem folhas, o pulmão
Inicia novo ciclo de inovação…

Outonos há na vida
Que a gente não decifra
Quem anela só a Primavera
O ritmo sadio arruína…
Outono sem folhas, muito ensina…



Florentino Mendes Pereira
21.09.2021
NOTA: A pedido do autor, esta nova versão do poema substitui a anterior



Esperamos que as leituras tenham sido do seu agrado. Não se esqueça de votar e de divulgar esta iniciativa a partir do dia 16/10/2021, data em que deixaremos de colocar novos textos.
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