sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Novo livro: "O Daniel e a cadelinha Azeitona", de Ilda Pinto Almeida

Hoje, 23 de Setembro, dia em que se inicia o Outono, presenteamos a nova estação com um novo livro infantil: "O Daniel e a cadelinha Azeitona", um livro de Ilda Pinto Almeida com ilustrações de Fernando Silva.
No Outono, caem as folhas, mas não as deste livro, estas vão ser viradas com entusiasmo até chegar ao fim.




O Daniel e a cadelinha Azeitona; Ilda Pinto Almeida
- Ilustrações de Fernando Silva -
44 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022 PVP 8,99€

Este livro relata a história de uma cadelinha que vivia no campo, onde tudo era verde e o barulho que ela ouvia era suave, até ao dia em que recebe a visita dos pais do Daniel…E Daniel, o menino que cresce e aprende com a sua nova companheira de brincadeiras.




Disponível na nossa loja online e nas principais plataformas online nacionais e internacion
ais.

Caem as folhas" - Desafios de Outono

 


Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um misto das edições de 2020 e 2021. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que anda à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam.
.
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2022 estão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio (no nosso 15º aniversário vamos oferecer prendas das linhas Tecto de Nuvens). Os votantes que se identificarem entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também das linhas Tecto de Nuvens.
E assim, está aberto, oficialmente, o regresso à rotina e à escrita.


(4) Folhas no Outono…

 
A aragem que soprou do sul
A chuva e o arrefecimento
E as manhãs que nublaram
Pintou o verde das folhas
De cores variadas,
Por cultores tão apreciadas:
 
Umas de amarelo diverso
Outras de vermelho arroxeadas
Terceiras de azul claro
E, numerosas folhas,
De tintas tão variadas…
 
Passado pouco tempo
Com brisa insistente
De manhã e ao cair do sol 
Tombaram no chão;
Arrastadas do vento
Foram recolhidas no gibão
E lançadas no aterro
Sem choro nem lamentação…
 
Assim a beleza dos humanos
Tão colorida de fama e glória
Ao amadurecerem com os anos
Acabam sepultados na história…
 
A beleza das folhas
É como a dos humanos
Tão colorida de fama e glória
Amadurecem com os anos
E acabam sepultadas na história…
 
Florentino Mendes Pereira
20-09-2022

(3) O desencanto do Outono…


A praia das folhas começa no Outono
Para calendário de árvores desnudas
Em agenda, tempo de Inverno rigoroso
Tanta folha morta caída nas ruas…
….
Aos cantos jogam à desfolhada
Já perdeu graça o seu enfeite…
Mas o Outono não lhe tira graça
Arrasta-as tão só do olhar da gente…

Belas, ricas e úteis na árvore
São, hoje, atiradas à lixeira
O costume, assim olvida o brinde
Muda-o, sim, à sua maneira…

Florentino Mendes Pereira
21-09-2022

(2) LEMBRA-TE DE MIM…


Lembra-te de mim, quando ao cair de cada folha
O Outono disser que sim, em cada escolha!
Lembra-te de mim, quando os céus trovejarem
Quando em segredo ouvires a minha voz.
Lembra-te de mim, quando os montes uivarem
O segredo de minha voz.
Lembra-te de mim, quando acordares para a vida
E, a vida nos der uma lição.
Lembra-te de mim, quando os mares espumarem
O bafo de minha voz.
Lembra-te de mim, quando os canaviais
Cantarem uma canção ao vento!
Lembra-te de mim, quando os outeiros
Clamarem por razão…
Lembra-te de mim, quando em fim a sós
Disseres: te amo!
Lembra-te de mim, quando numa canção esquecida
Reconheceres minha voz.
Lembra-te de mim, na teoria da vida
Na prática do prazer e da felicidade.
Lembra-te de mim, quando os mares
Bramarem por marés.
Lembra-te de mim, quando em secreto
Ouvires a minha voz.
Lembra-te de mim, quando chegar a nossa vez
De proclamarmos: O Amor…
Lembra-te de mim, quando os vales e os montes
Ressoarem as suas vozes.
Lembra-te de mim, quando souberes expressar o teu amor.
Lembra-te de mim, quando o júbilo der lugar à ressaca.
Lembra-te de mim, simplesmente por lembrar, lembra-te de mim!
Lembra-te de mim, quando o amor der lugar à calma em nossas almas.
Lembra-te de mim, quando em teu coração, disseres que sim!
Lembra-te de mim, apazigua-me em tua calma, ao sabor de nossa alma…
Lembra-te de mim, no esforço de uma passagem celeste…
Lembra-te de mim, em cada não e em cada sim…
Em cada breve acordar…
Lembra-te de mim, em cada olhar, em cada gesto.
Lembra-te de mim, em cada cheiro, em cada passo.
Lembra-te de mim, por favor não me esqueças,
Mesmo que desbravando o passado em cada futuro.
Lembra-te de mim, em cada alavanca do presente
Em cada nuance passado…
Lembra-te de mim, simplesmente por gostar de alguém.
Lembra-te de mim, quando tua alma fizer menção
De cada sortudo acordar!
Lembra-te de mim, quando no segredo de teu coração
Quiseres perdoar.
Lembra-te de mim, quando escolheres: amar…
Lembra-te de mim, quando por fim: sonhares…
Lembra-te de mim, quando as estrelas, nos cantarem uma canção
E, em seu ímpeto, a lua clarear a terra.
Lembra-te de mim, quando o sol brilhar, uma vez mais.
Lembra-te de mim, em cada melodia, de uma breve canção.
Lembra-te de mim, quando o eco de nossos corações
Nos mostrar a razão de ser de nosso viver…
Lembra-te de mim, quando em cada passo, encontrarmos alento…
Lembra-te de mim, quando virmos a vida a acordar…
Lembra-te de mim, quando o arco-íris estender o seu espectro.
Lembra-te de mim, quando o nosso espaço, vez após vez: é preenchido.
Lembra-te de mim, quando nossas preces, forem senhores de nosso vento…
Lembra-te de mim, quando balbuciares em teu pensamento
As letras de nossa canção…
Lembra-te de mim, quando no embalo de nossa canção
Formos senhores de nossos ventos…
Lembra-te de mim, quando em surdina orares por claros pensamentos…
Lembra-te de mim, quando o tempo nos esclarecer
À mercê de um encantamento.
Lembra-te de mim, na tua força e no teu fracasso
Como que moendo um pedaço.
Lembra-te de mim, quando fores senhor e quando fores escravo.
Lembra-te de mim, em cada olvidar, em cada duvidar!
Lembra-te de mim, quando em nosso espírito: revivermos!
Lembra-te de mim, quando nossa alma clamar por mais…
Lembra-te de mim, em nosso respirar, em nosso sôfrego: amar…
Lembra-te de mim, quando no embalo de cada canção, só o vento terá razão!
Lembra-te de mim, em cada naufragar, em cada embalar…
Lembra-te de mim, no rescaldo de cada canção
Que vem da ternura de nosso coração!
Lembra-te de mim, no fundo de cada anoitecer
Quando o dia for uma criança e o amanhecer tender em esperança!
Lembra-te de mim, quando o dia replicar e a noite tiver um fim!
Lembra-te de mim, quando em nosso fundo embalarmos nossa canção…
Lembra-te de mim, quando em nossa altivez, me tiveres por irmão.
Lembra-te de mim, não no teu repúdio, mas na graça de cada sim!
Lembra-te de mim, em cada não e em cada sim! Lembra-te de mim, em nosso sonhar, emcada acordar!
Lembra-te de mim, na plenitude de nossa vida, em cada miragem!
Lembra-te de mim, em cada invisibilidade, em cada quedar com a idade!
Lembra-te de mim, em cada alvorecer e em cada entardecer…
Lembra-te de mim, quando cair em nós a nossa paz.
Lembra-te de mim, não me esqueças, quando a lua vem beijar o sol
quando o sol jaz sobre a lua… Lembra-te de mim…

Timóteo Pernas

(1) Outono,


Não sei bem porquê mas gosto desta estação, do cheiro a terra húmida, das primeiras chuvas e com elas o ler estendido no sofá ou o deitar-me com trovoada e chuva forte. E sentar-me num banco de um de tantos passadiços nas dunas , nos dias mais soalheiros e ler ou tomar notas no caderno, negro, para mais tarde aproveitar na escrita.
Recordo os meus filhos, ainda nos primeiros e trementes, passos, a chutarem as folhas , enormes, dos plátanos , na quinta da família.
Marcou-me a trilogia da Odete de Saint Maurice, lida na minha adolescência, quase devorava ou o Pescador de Ernest Hemingway.
Era também a altura em que devorava a estante dos livros de adultos creio que sem os meus pais saberem...
Recomeçavam as aulas, terminava a praia (de Mira, Costa da Caparica e Algarve, tal como as vindimas onde ganhava uns trocos, convivia e iniciava amores de ano escolar. Os amores de praia, ou paixões, ficavam, enterrados nos areais e o Outono vinha, devagarinho, envolto em bruma e espuma de um mar revolto com seu mistério e roupas de meia-estação. Depois as maçãs colhidas da árvore, a marmelada acabada de fazer e as castanhas assadas que significavam, sempre, uma festa de amigos e família.
Logo nos finais de Setembro notava a descida de temperatura, a neblina matinal. Interiorizava no luto das paixões de Verão. Ainda salgado, bronzeado de sol e mar e noites mal dormidas e refeições apressadas, e campismo e gargalhadas e corpos suados e amizades e línguas estrangeiras...três meses ausente, pelo Algarve, Costa da Caparica, Lisboa deserta, e Praia de Mira ou da Tocha. Bolso vazio. Entregava-me às vindimas com tantos amigos (as) de Cantanhede. Pagava dívidas com a parca remuneração mas divertia-me à brava a vindimar. Tinha pouco tempo para ler em Setembro. Mas já estudava e preparava a matéria do ano lectivo. Juntava memórias, iniciava o namoro de Outono /inverno. Rejubilava com o desaparecimentos de turistas e o regresso de uma calma apetecida e ainda com alguns dias de praia para desfrutar apreciando o pôr-do-sol. Foi num final de Setembro que li "O Relatório Chapman"...e à noite escrevia e desenhava...não é muito diferente hoje. Maturo, melhor, vivenciado com mais sabedoria...
Nem tudo serão boas memórias. Com a chegada do frio, das gripes e agora da Covid... os mortos preenchiam-me a alma fazendo-me sentir pequeno e frágil na impotência de fazer algo ou da minha própria mortalidade.
Relembro três poemas do nosso Fernando Pessoa - "Canção de Outono", "Esqueço-me das horas transviadas" e "Quando, Lídia, vier o nosso Outono".- ou "O Outono do Patriarca" de Gabriel Garcia Marques. Queira ou não acabo por associar o outono a um certo início de velhice e, simultaneamente, começo a ansiar pela Primavera. Felizmente não entro em nostalgia ou Burnout... agarro a bicicleta de BTT e percorro os trilhos de montes e vales, húmidos, escorregadios e plenos de folhas de diferentes tonalidades.

Bastos Vianna

Use a caixa de comentários para votar. Os comentários são monitorizados, não aparecem de imediato. Deixe, por favor, uma forma de ser contactado, caso seja o número sorteado. Se não quiser que esse contacto seja público, indique o seu desejo na caixa de comentários, retiraremos essa parte do comentário da votação.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Votação para o texto favorito do livro: As 15 Primaveras

 Vote no seu texto favorito e ganhe um conjunto de duas canecas com a ilustração da capa e 1 conjunto de 10 postais iguais à capa do livro…






Pode acompanhar as votações em:


Para votar recorte esta página e envie para: Tecto de Nuvens, Rua Camilo Pessanha, 152; 4435-638 Baguim do Monte.
Por sms (terá de incluir os seus dados completos para receber o prémio) para 960131916.
Por email para geral@tecto-de-nuvens.pt com o título: Melhor texto colectânea de Aniversário.
Aceitamos votações até 31 de Outubro de 2022 (data do email, sms ou carimbo do correio). A todas as participações será atribuído um número, por ordem de chegada. – Serão excluídas as participações que não tragam os dados necessários para o envio do prémio -.
O vencedor do melhor texto será anunciado no blogue “Notícias das Nuvens” e nas redes sociais de todos os autores participantes nesta colectânea.
O vencedor do passatempo será aquele cuja participação tiver o número (ou terminação de número) igual ao do número da sorte do sorteio do Totoloto do primeiro sábado de Novembro de 2022.
- A seguir ao sorteio do Totoloto será sorteado um participante de entre todos os que tiverem número ou terminação de número (caso haja mais do que um) igual ao sorteado para o Totoloto, e esse será o vencedor. -
A todos os participantes que nos facultarem o endereço de email comunicaremos o número atribuído à chegada. Tentaremos fazer o mesmo com os sms, mas é mais prático com endereços de email.
Também o vencedor deste passatempo será anunciado no nosso blogue e nas redes sociais dos autores, a partir da segunda-feira seguinte ao sorteio do Totoloto.
Obrigada pela sua participação.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Regressam os Desafios: " Caem as folhas" (Outono) - 2022

 



Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um misto das edições de 2020 e 2021. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que andará à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Podem trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc. Desta vez, o desafio volta a incluir as opções conto (pequeno), fotografia/desenho e, claro continua a poesia. Podem participar com mais do que um trabalho.
Podem começar, de imediato, a enviar trabalhos. Os trabalhos serão publicados no blogue, precisamente no dia em que o Outono começa, 23 de Setembro. O prazo limite para a entrega é o final da tarde do dia 22 de Setembro, 2022.
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2022 estarão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio (a divulgar aquando da publicação do desafio). Os votantes que se identificarem entrarão num sorteio para receberem uma lembrança.
E assim, abrimos oficialmente o regresso à rotina e à escrita.
Bom trabalho!

Podem enviar os vossos trabalhos para geral@tecto-de-nuvens.pt ou para tectodenuvens@hotmail.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Um dia com... Timóteo Pernas e o seu poema "Um dia com ..."

  "Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para:
geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.


“Um dia com…”

Um dia com você
É um dia bem passado
É um dia que lê
Um segredo bem fardado
Um dia com você
É um dia bem passado
É um dia que vê
Cada momento guardado;

Amor de minha vida
És a razão do meu viver
Para sempre muito querida
Eu nunca te vou esquecer
Quedei-me por teus encantos
E pela tua maneira de ser
Por isso quero por muitos anos
A teu lado viver;

Um dia com você
É um dia bem passado
É um dia que antevê
É um dia sagrado
Um dia com você
É um dia bem posado
Que responde ao porquê
E me livra deste meu Fado;

Pois assim Deus nos ensine
E que nada nos impeça então
Que a nossa vida se ilumine
De alegria e paz no coração
Unidos seremos um só
É aquilo que mais desejo
E do fundo do meu ser
Aceita este meu beijo;

Um dia com você
Um dia contigo
É um dia que crê
Que consigo
Um dia com você
Não é nenhum castigo
É um dia à mercê
De um ombro amigo;

Com os votos de uma união
Contigo quero partilhar
E uma vida construir
Tão-somente por te amar
Que nada impeça
A nossa felicidade
E que tudo aconteça
Para que haja amor de verdade;

Um dia com você
Um dia com sentido

É um dia que se sente o pé
Quando estás comigo
Um dia com você
É um dia bem passado
É um dia que prevê
Quando estás a meu lado;

Trago no coração o peso
De palavras que disse sem pensar
Mas por isso eu escrevo
Estes versos por te amar
O que o futuro nos reserva
Isso, só Deus O Sabe
Mas eu espero que em nós haja
Amor de verdade
Verdadeira harmonia
E paz no coração
São os votos que eu um dia
Espero conseguir com o teu perdão,
E porque “não há bela sem senão” …
Aqui fica este meu refrão!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Livro dedicado aos animais - estamos a aceitar participações

A 4 de Outubro de 2022 vamos publicar um livro com trabalhos dedicados aos animais, que, como sabeis, foi a proposta vencedora para projectos colectivos neste nosso ano do 15º aniversário.
Este projecto é baseado no seu tema: género e estrutura são livres – podem escrever pequenos ensaios, poemas, quadras, enviar fotos e desenhos, combinar estas variáveis. Os textos podem ser sobre animais e experiências verdadeiras ou pode ser algo inteiramente criado por vós. É um trabalho para todos os públicos.
Desde que o copyright vos pertença, os trabalhos não têm obrigatoriamente de ser inéditos.
Temos estado a receber trabalhos desde que o projecto foi proposto, mas ainda precisamos de mais trabalhos e o prazo para receber participações (cada autor participa com quantas quiser) vai terminar a 31 de Agosto, para podermos fazer revisões durante a primeira semana de Setembro. – Sabemos que esta fase final poderá vir a coincidir com as férias de alguns, por isso mesmo tem um prazo de recepção de trabalhos tão alargado, precisamente para podermos terminar a participação de cada autor a partir de 15 de Julho, caso seja necessário. -
Nesta obra, à semelhança dos “Desafios” não há lugar a pagamento pela participação, nem pagamento de comissões pelas vendas, mas haverá um preço muito especial para um exemplar por autor e depois packs económicos para quem os quiser vender.

Para tirarem dúvidas ou enviarem trabalhos contactem-nos pelos emails: geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com

quarta-feira, 20 de julho de 2022

"Um dia com..." Ilda Pinto Almeida: "REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA «FAVOR»"

 "Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...
Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.


 "REFLEXÃO SOBRE A PALAVRA «FAVOR»"


Segundo o meu dicionário de língua portuguesa, a palavra favor quer dizer “um ato que se faz a alguém de maneira voluntária”.
Isto quereria dizer, em muitos casos, que alguém faz por ti o que normalmente não faria por mais ninguém.
Favor é cuidar com diligência, pessoas, gostando delas ou não; a prática de dar sem exigir retorno, portanto, agindo de modo generoso e sem interesse.
Mas será que a palavra mantem o mesmo significado desde que foi colocada nos dicionários? “Privilégio, proteção, ajuda concedida arbitrariamente por uma pessoa com autoridade, poder ou influência a outra”, no meio da sociedade de hoje?! Será que esta palavra de excelência não tem vindo a ser maltratada pela sociedade?
Vejamos à nossa volta o que é o favor.
Hoje na sociedade, próxima de mim ou não; nas notícias diárias, ou na leitura das plataformas digitais, reparo que o sentido da palavra muitas vezes se encontra perturbado por pequenos fios ensarilhados na sua raiz, adquirindo como que um duplo sentido.
 A sociedade contemporânea tem por norma tornar o favor que é uma gentileza, uma ação gratuita, em o favor a ser mais tarde retribuído, extraviando-se assim a matriz da palavra.
Quando alguém tem necessidade de um favor, dirige-se àquela personalidade que tem o “poder” de decidir, de dar, portanto de complementar o favor, ou ainda, pedir o favor a outrem para que seja levado a cabo.
Mas o que é que acontece nos dias de hoje?
Aquele que tem acesso domina sobre o que precisa, e logo aquilo que o sujeito pediu, passa, com o tempo, a ter a necessidade de uma compensação, contrapartida. Quer dizer que o favor deixou de o ser no mais puro/fiel sentido da sua origem, e passa a ser uma divida para aquele que foi favorecido. Logo, este favor (serviço, empréstimo) transforma o recipiente do favor em servo do que emprestou ou favoreceu. Estes favores emprestados muitas vezes ganham elevados juros, e tenho a certeza que todos nós já o pudemos presenciar na sociedade, através de casos próximos ou ouvi-los através dos meios de comunicação.
“O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo de quem empresta”, diz em Provérbios 22:7.
O declínio dos valores da sociedade, reflete-se até na interpretação das palavras e no seu uso abusivo, sem respeito pelo seu significado inicial e o modo como pode ter impacto em quem ainda se rege pelos significados primitivos (por exemplo, cada vez mais se usa «brutal» com significado positivo, como algo de bom, fantástico, tornando, desnecessariamente, confusas frases como “Aquele filme era brutal!”); ou atribui duplas significações às palavras, normalmente atribuindo uma conexão sexual a algo perfeitamente banal, tornando o mais inocente dos discursos em alvo de vil chacota. E mais recentemente, conexões políticas, tornando praticamente proibidas palavras como, por exemplo “branquear” (ainda que seja isso mesmo que o produto faça). Falar em público tornou-se penoso, desgastante e até perigoso. Por outro lado, o abuso de certos termos, em particular os que descrevem situações do foro psiquiátrico, esvaziam de valor a própria realidade que deveriam descrever. A falta de parcimónia no uso de certas palavras e expressões, tem tanto de ignorância como de desrespeito, mas o impacto que vai causando é cada vez maior.
É nestes pequenos e subtis actos que se geram hábitos menos dignos e que não se associam, em nada, com o verdadeiro sentido de um favor. Pelo contrário, temos uma sociedade achocalhada de corrupção, que vai desde a profissão de menor visibilidade até aos cargos de todos títulos que lhe queiram agregar.
 Quantos de vocês já ouviram ou até mesmo disseram vezes sem conta esta frase: Ficas a dever-me uma. ?
Será que de alguma forma todos nós distorcemos o verdadeiro sentido do que é um favor!?
Será que o tempo ainda nos vem a exigir a limpeza dos nossos actos by clearing our inbox, começando do zero, voltando ao início, à base das palavras, ou será que até as ações mais simples se tornaram complexas?!

Ilda Pinto Almeida

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Hoje é o nosso aniversário!

 


E lembramos que estamos a festejar este aniversário com o lançamento da colectânea "As 15 Primaveras".



Caro leitor, prepare-se para ser mimado (como, aliás, bem merece!) da capa à contracapa, da primeira à última página, há cor, alegria, música e odores (mesmo que não se possam sentir da forma tradicional), há memórias, há o destaque para as pequenas coisas, e para as grandes descobertas… Não havia regras, não há um tema, apenas um sentimento de vida pela positiva, expresso tanto em prosa como em verso. Leia, dê a ler, partilhe, seja também veículo do positivo. Não se esqueça de observar a natureza, de observar as pessoas, olhe com bastante atenção e verá a beleza, o bom, o colorido, o divertido… Viva! Neste aniversário queremos agradecer-lhe a companhia ao longo destas 15 Primaveras e convidá-lo (autor e/ou leitor) a acompanhar-nos nas próximas 15!... Boas leituras e muitos parabéns!


As 15 Primaveras - Colectânea especial de aniversário -, vários autores;
88 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022
PVP: 9,00€

E não ficamos por aqui e há muitas coisas boas para ler e para usar à fresca, veja na nova actualização do nosso catálogo de Verão No nosso aniversário queremos mesmo celebrar a vida, venha celebrar connosco!



Mas se é cliente de plataformas online onde acumula pontos e/ou crédito, não deixe de comprar a colectânea em sítios como:

Wook
Bertrand online
Amazon Espanha/Portugal
Amazon USA
Amazon UK
Libros,cc

Para encomendas ou para mais informações envie um email para loja@tecto-de-nuvens.pt

sábado, 25 de junho de 2022

Vaidosicezinhas XI

Pelo 10 de Junho referimos o trabalho de Ilda Pinto Almeida focado na questão da Migração, e que juntou num só volume textos de dois livros seus "Quando o sol deixa de brilhar" e "Ouro Azul" e ainda um conto que também tinha sido publicado na colectânea "A história que eu queria contar". Este volume publicado pela Tecto de Nuvens em 2021, sob o título "Os dois lados da Migração", teve no final de 2021 uma tradução para espanhol e foi publicado nos Estados Unidos pela IPA Books, com o título Las dos caras de la Migración ; e agora em Junho, como referido, essa versão em espanhol foi também publicada pela Tecto de Nuvens.
Esta vaidosicezinha é uma sequência lógica da postagem de 10 de Junho.
Como muitos saberão, as comunidades portuguesas residentes nos Estados Unidos festejam grandemente o 10 de Junho (com actividades que começam no início do mês de Junho e se vão prolongando).
Desta vez, o Governo português fez-se representar pelo ministro João Gomes Cravinho, que ficou a saber que a Migração tem dois lados...




No dia 7 de Junho o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho (esquerda) em visita à comunidade luso-americana de Newark , acompanhado pelo cônsul-geral de Portugal em New Jersey Dr. Pedro Monteiro (direita), e ao meio três figuras das artes e literatura portuguesa em New Jersey: Fernando Silva, Ilda Pinto Almeida e João Martins.
Em sua mão, o senhor ministro segura um exemplar " Os dois lados da Migração" que recebeu e, de seguida desfolhou com grande entusiasmo, dando os parabéns à autora.

Dias mais tarde, em Manhattan, na Boricua College, uma instituição de ensino superior privada, projectada especificamente para atender as necessidades de Porto Rico, tendo sido a primeira Universidade privada latino-hispânica nos Estados Unidos.
Esta prestigiada instituição, e referência na comunidade latino-americana, convidou Ilda Pinto Almeida para apresentar o seu livro, na versão espanhola, e falar das suas experiências de Migração. Ana Lorena Siria de Lara, autora da "Apresentação" do livro esteve também presente e foi uma das oradoras. O próprio Reitor, "Dean" Moises Pereyra, esteve presente e foi o grande animador da sessão, que mereceu o interesse da imprensa.

Nas palavras de Ilda Pinto Almeida:

Foi um salão cheio e uma honra estar neste lugar com todos todo o público.
Sou grata a Deus por toda essa festa maravilhosa que me foi proporcionada . Quero agradecer ao Sr. Dean Moises Pereyra da Universidade de Buricua pela incrível recepção e pelo maravilhoso diálogo com o público presente. Meus agradecimentos à diretora do evento Maricela Martinez pela oportunidade que me foi dada de poder compartilhar o meu trabalho com a comunidade latina. E também ao NJ Arts Collective, Maestro Amado Mora e à Licenciada Ana Lorena Siria de Lara ex consul ex presidenta del Grupo de Consules para Latinoamérica GLACO pelo seu apoio.


Ilda P. Almeida e Amado Mora, director do New Jersey Artes Collectivo 

Momento da intervenção do Dean Moises Pereyra

Ilda Pinto Almeida e o Reitor Moises Pereyra

Ilda P. Almeida e algumas figuras de relevo na comunidade latino-americana, incluindo (última à direita) Ana Lorena Siria de Lara


quinta-feira, 23 de junho de 2022

15º aniversário da Tecto de Nuvens com livro em pré-lançamento

 


A 13 de Julho de 2007 nascia a Tecto de Nuvens, filha muito querida de quem gosta de ler e de escrever, com a missão de ir ao encontro de quem também gosta de ler e escrever, promovendo os livros (e tudo o que a eles diz respeito) e as Artes Gráficas.
Desde o início do ano que temos vindo a promover iniciativas para celebrar esta data importante, e ainda temos muitas mais previstas até ao final deste ano de 2022. Fique atento, porque vai valer a pena.
Por agora, promovemos a nossa nova colectânea, a lançar, naturalmente, a 13 de Julho. Abrimos, neste momento, um período de pré-lançamento que é todo ele uma prenda... para si!



Caro leitor, prepare-se para ser mimado (como, aliás, bem merece!) da capa à contracapa, da primeira à última página, há cor, alegria, música e odores (mesmo que não se possam sentir da forma tradicional), há memórias, há o destaque para as pequenas coisas, e para as grandes descobertas… Não havia regras, não há um tema, apenas um sentimento de vida pela positiva, expresso tanto em prosa como em verso. Leia, dê a ler, partilhe, seja também veículo do positivo. Não se esqueça de observar a natureza, de observar as pessoas, olhe com bastante atenção e verá a beleza, o bom, o colorido, o divertido… Viva! Neste aniversário queremos agradecer-lhe a companhia ao longo destas 15 Primaveras e convidá-lo (autor e/ou leitor) a acompanhar-nos nas próximas 15!... Boas leituras e muitos parabéns!


As 15 Primaveras - Colectânea especial de aniversário -, vários autores;
88 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022
PVP: 9,00€


Packs promocionais válidos até 12 de Julho 2022:


Pack de 10 livros (40% de desconto) = 90€ - 54,00€
Pack de 5 livros (30% de desconto) = 45€ - 31,50€
1 livro (25% de desconto) = 9€ - 6,75€

Faça a sua encomenda enviando email para loja@tecto-de-nuvens.pt
Encomendas de valor igual ou superior a 50€ (após os descontos) têm portes grátis para Portugal Continental. Os livros podem ser enviados para mais do que uma morada.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Dulce Sousa, autora, em entrevista

 

Para quem é leitor habitual dos nossos "Desafios" (e são muitos), o nome Dulce Sousa é muito familiar. Tem participado activamente neles com textos (maioritariamente em verso) e com fotografias. Nos Desafios com votação do público tem sido uma vencedora habitual, indicando que o seu estilo, o modo como aborda as temáticas são do agrado dos leitores.
E também para os leitores das nossas colectâneas (se ainda não são leitores, aproveitem, estão a perder coisas boas), e vamos ter uma a sair já a 13 de Julho para o nosso 15º aniversário, é um nome reconhecido e apreciado (leia-se votado).
Resolvemos, pois, satisfazer a curiosidade dos leitores dando-lhes a conhecer esta professora (já aposentada) por vocação e poeta por inspiração.

Dulce Sousa, 64 anos, por voz própria:


  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

A escrita sempre fez parte da minha vida. Escrever adveio da necessidade de libertar a alma. Surgiu esse gosto desde jovem e mantém-se principalmente ao nível da poesia que é a minha paixão principal. Brota de forma natural, em determinados momentos.
Sinto-me emocionalmente “tocada” por diversas situações, sejam de alegria, tristeza, êxtase e aí, a urgência impõe-se e quase sem pensar, as palavras jorram naturalmente.

 Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Considero a escrita como “um amigo” pronto a receber a minha dádiva, sem avaliações. É, sem dúvida, a libertação do espírito. Através dela, reorganizo as minhas ideias e dialogo com o papel, esse amigo, que vai absorvendo os sentimentos múltiplos que me assolam.
A escrita é pura libertação.

   Sempre sonhou publicar um texto num livro/participar em atividades literárias?

O meu principal objetivo é escrever pelo facto do prazer que aí reside e não pela publicação. Além de publicar dois livros de poesia, colaborei com textos escritos no Jornal “A Voz de Chaves”, “Fórum” Galaico-Transmontano, Círculo de Estudos e Divulgação, Revista “Família Cristã”. Sempre escrevi histórias para os meus alunos como forma de os motivar para a leitura e escrita. Estabeleci no horário escolar a “Hora do Conto”, com dinâmicas diversificadas, explorando a imaginação e a criatividade dos alunos. Criei uma página no Jornal “A Voz de Chaves” onde semanalmente era publicado o melhor conto ou poema, com a identificação do aluno/autor. Dinamizei oficinas de escrita em diversas escolas do Agrupamento de escolas, ao qual eu pertencia, enquanto professora.

   O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?

Penso que ter um texto favorito por parte dos leitores é algo agradável, pois é de algum modo ser reconhecido por aquilo que escrevo embora, para mim, não seja o principal objetivo. Escrever, sim, é o que realmente importa porque é no ato criativo e individual que eu sonho e me realizo.  O reconhecimento é um acréscimo.

   Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Sim. Tenho um projeto em prosa iniciado que virá a ser publicado.
Penso que quem escreve por paixão, sempre continuará a fazê-lo, ainda que não publique tudo aquilo que escreve. Escrevo há largos anos, mas não sentia o apelo de publicar, de expor os meus sentimentos, porque a poesia brota de sentires intrínsecos que precisam voar.

Fale-nos um pouco sobre o seu estilo de escrita.

A minha tendência e gosto é sem dúvida a poesia. Surge genuína e de modo repentino, consoante a emoção do momento. Aí escrevo mesmo o que me vai na alma, o meu sentir. Os livros que publiquei contêm poesia muito intimista. Por vezes é preciso coragem para nos desnudarmos perante quem nos lê.
Em prosa gosto de escrever histórias infantis e artigos de opinião, alguns deles publicados.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler os seus textos? O que acha mais apelativo nos seus textos?

Os textos de opinião supracitados englobam a problemática da educação no nosso país e logicamente em contexto escolar. Como tal, têm como objetivo fazer refletir as pessoas sobre a realidade que tão bem conheço, e da qual faço parte, procurando levar à consciencialização e desse modo, vislumbrar caminhos que levem à mudança, de si, tão necessária. Logo, seria uma razão muito válida e apelativa para os aconselhar a ler.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Posso dizer que a poesia faz parte de mim, é o meu principal estilo de escrita.
Gosto de passar a exuberância daquilo que me invade quando escrevo poesia.

  Não publicou connosco, mas já publicou livros, são dentro do estilo referido anteriormente? A publicar mais também serão do mesmo género ou tem outros projetos em mente?

Sim. Já publiquei dois livros de poesia. Tenho imensa poesia escrita ao longo do tempo, em sebentas, que guardo religiosamente, mas limitei-me a publicar a mais recente.
Tenho um projeto em prosa que, de momento, está em standby, por falta de tempo.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

As redes sociais são importantes, mormente quando o objetivo do escritor é dar a conhecer a(s) suas obras.
Na minha vida, em particular, não considero relevante porque quase não as utilizo com essa finalidade.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Adoro ler bons livros. Leio diferentes obras de diversos autores. E quando aprecio um determinado autor, vou atrás da sua obra e leio todos livros publicados.
A leitura permite-me viajar, superar às vezes momentos de desânimo, ajuda-me a relaxar. Assim, tenho sempre dois livros na mesa de cabeceira que leio ao mesmo tempo, ora um, ora outro, conforme o meu estado de espírito do momento.
Por vezes um livro, uma simples frase nele contida leva-me a reflexões profundas e dá-se um “clique” em determinado momento da minha vida.
A leitura é o alimento do espírito. Assim penso.


Desafios de Autores para Autores, vol I
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Na areia de uma praia qualquer


Natal ao borralho


Desafios de Autores para Autores, vol II













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E brevemente:

As 15 Primaveras


quinta-feira, 9 de junho de 2022

Dia 10 de Junho celebramos as comunidades portuguesas com um livro!

Ninguém melhor para falar sobre ser parte de uma comunidade portuguesa fora de Portugal de que quem faz parte dela. Nos últimos anos, tanto na escrita como nas artes plásticas, Ilda Pinto Almeida (a viver faz várias décadas nos Estados Unidos) tem-se dedicado às causas da Migração. No início de 2021 reuniu-se em volume único textos de dois livros a que se juntou um outro (que fez parte de uma das nossas colectâneas) e publicou-o com o título "Os Dois Lados da Migração". No final de 2021, o livro foi traduzido para espanhol e publicado nos Estados Unidos (onde a presença da Comunidade Latina é extensa) pela IPA Books (com o apoio da DGLAB e do Instituto Camões). A capa é feita a partir de um quadro da autoria de Ilda Pinto Almeida.
Agora, em 2022, e como parte das celebrações do nosso 15º aniversário, o livro torna à Tecto de Nuvens, nesta sua edição espanhola, ficando assim disponível para o resto do mundo.




Las dos caras de la Migración - Compilación de textos de los libros “Cuando el sol deja de brillar” et “Oro Azul” + texto extra –
94 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2022 (Junho); PVP 11€

"Quizás, cuando comiences a leer este libro, cuando abras sus páginas, vas a encontrar muchos momentos similares a los que hayas vivido, si eres un emigrante que dejó su patria por cumplir el sueño americano en los Estados Unidos o en cualquier otro país donde pises tierras ajenas, o donde hayas anclado tu barca después de navegar por los mares de tu propio destino hasta alcanzar tus metas. (...) Si eres uno de ellos, si eres un emigrante, ¡entonces este es tu libro! (...) (...) más que una historia de vida o una autobiografía, es un texto donde la amargura, el dolor, el silicio del martirio por lograr una vida mejor, se convierte en un testo poético repleto de optimismo, de valentía, de lucha, de amor y de Fe en Dios. "

Se estiver interessado na versão em português, lançada em 2021, basta clicar aqui e seguir as instruções.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Vaidosicezinhas X

 


O Jornal Voz Portucalense publicou um artigo sobre o livro "caminhar III", de Joaquim Armindo.



quarta-feira, 1 de junho de 2022

Infância - Desafios de autores para autores de Junho


Parabéns à Gina Cardoso, em primeiro lugar porque foi a primeira a votar e lançou este tão louvável tom, em que ficou feedback para os autores. Em segundo lugar porque se identificou e assim pode ir ao sorteio. Infelizmente não chegamos a ele, pois não tivemos mais nenhum votante a identificar-se... Sendo assim, sem qualquer sorteio, é a justa vencedora do prémio para o votante. Muito em breve receberá a lista de livros de onde poderá escolher o título favorito.


Terminadas as votações, em primeiro lugar, os parabéns à autora Ilda Pinto Almeida pela vitória. Mas também um agradecimento especial aos votantes que deixaram algumas palavras para além do voto. Foram muito apreciadas e gostávamos que as votações e comentários fossem sempre assim, esse feedback tem um grande valor para os autores.
Contudo, neste momento, apenas um voto reúne condições para ir a sorteio, pois dos outros votantes não temos qualquer informação.
Resolvemos adiar o sorteio do prémio para a extração do número da sorte do Totoloto da próxima quarta-feira, dia 6 de Julho, de modo a dar oportunidade aos votantes de relerem o seu voto (ou votos), verem o número que lhes foi atribuído e contactar-nos via email para fornecerem os seus dados. Ficamos a aguardar o vosso contacto.



No dia em que celebramos mais um Dia Mundial da Criança, muito adequadamente, os textos são sobre a Infância.
Em prosa, em verso, em foto, numa frase, como entendessem, os autores poderiam evocar uma memória própria, uma ficção, num trabalho sobre a sua própria infância ou um trabalho dirigido às crianças de hoje.
Podiam participar com mais do que um trabalho.
Haverá vários prémios para os participantes e votantes.
Durante todo o mês de Junho ficarão abertas as votações para o melhor trabalho.

O prémio para o texto mais votado e para o comentário/voto sorteado será um livro infantil escolhido a partir de uma lista disponibilizada por nós +  1 puzzle Dani e 1 voucher com desconto de 10% em qualquer dos livros da "Colecção Petizes Felizes!".


6) A infância…

(O rosto de meus pais) 

Infância feliz ou infeliz de alguém
Se menino ou menina,
Quês secretos do pai e mãe,
Se gestação, almejada, é bem-vinda…

Ao sentir, a mãe, em seu seio
O agitar da minha aparição
Três amores, eu, no centro,
Rio de afectos, vida, coração…

Ao nascer, - meu parto no hospital
Conta a mãe, - franco e sem dor,
Meus pais pousaram o olhar
Menino ou menina, sou o seu amor…

A minha infância, aroma de sorrisos
Ao ar livre como planta de jardim
Bem feliz, em fragrância de mimos
Sorrisos de amor, brindes p’ra mim…

Bela infância, a minha, rica de amor
Meus pais, alicerce do meu futuro
Origem da plenitude em mim, Senhor
A taça da trilogia do amor mútuo…

Florentino Pereira Mendes, 21/05/2022


5) O SOL E A SOMBRA

Era uma vez o Sol e a Sombra, que moravam no mesmo lugar, num lugar para além do céu.

O Sol e a Sombra sempre andavam juntos, brincavam e dormiam sempre bem agarradinhos… eram inseparáveis.
Viviam numa linda casinha, com vista para a Lua, tinham muitos amigos e brincavam com as estrelas. Mas eram diferentes e por vezes atrapalhavam-se um ao outro, de tal forma que se prejudicavam intensamente.
Todas as noites oravam e pediam a Deus para amarem o mundo com muita alegria. Sempre contavam histórias e riam juntos, “assim como irmãos gémeos”, mas não se podiam olhar. A sua lealdade era gigante, mesmo quando o seu amigo Vento os queria separar.
O sol e a Sombra eram muito felizes, mas tinham um grande desejo, verem-se um ao outro sem prejuízo do mundo.
Sempre que estavam juntos, a senhora Nuvem acompanhava-os, nem que fosse à distância.
Certo dia, pela manhã, saíram juntinhos e foram passear até à praia, conversando sobre o seu desejo. Pelo caminho repararam que a senhora Nuvem caminhava com eles. Por momentos ficaram pensativos e, ela perguntou-lhes o que andavam a fazer tão cedo por entre as areias. Eles responderam que andavam à procura do seu desejo.
A senhora nuvem sorriu e continuou o seu caminho, mas agora, à distância, mas sem os perder de vista. Desta vez, ela desviou-se com um afastamento considerável e, foi aí que o inesperado aconteceu.
Pela primeira vez, e ao fim de tantos, longos e inseparáveis dias, puderam olhar um para o outro com grande espanto.
Depois de muita risada, de muita conversa e do coração verdadeiramente aberto, finalmente tinham o seu desejo cumprido pois estavam frente-a-frente, podendo colorir o mundo de várias cores.
Agora, o Sol e a Sombra vão ficar mais perto um do outro, vão ser muito confidentes e farão o mundo mais áureo!
O Sol e a Sombra combinaram que, a partir daquele momento, quando o Sol se esquecesse que estava demasiado brilhante, a Sombra estaria sempre ao seu lado para o lembrar.
A amizade é uma flor que só cresce com amor. O amor é uma pequena semente que só brota com sinceridade.
Quando uma semente é lançada à terra, existe a esperança que ela nasça e se desenvolva. Este é o meu desejo para a vida. Mas ainda é maior a “vontade de Deus” para a nossa vida.
O amor é a asa que Deus deu à nossa alma para haver solidariedade. O amor é viver em favor do outro numa acção activa e criativa.
A amizade é semear boa semente.
O amor é a palavra sentida sem ter necessidade de encruzilhadas; é um jardim que deve florir.
A amizade é o Sol de mãos esticadas à Sombra com o olhar no arado à terra, árida de tanta secura, salpicada de incenso e de sorrisos incondicionais.

Ilda Pinto Almeida

4) O Presente mais belo

Criança,
Flor de pureza que desabrochaste
E encheste o espaço de aromas sem fim
Ao entrares no mundo com medo choraste
Mas tua ternura foi toda pra mim.

Criança,
Semente saída do coração de Deus
Presença do Eterno, luz do amanhecer
Obra inacabada projectada nos céus
Plenitude que enche todo o meu viver.

Criança,
Mistério de vida que não sei entender
Poema que eu canto em cada manhã
Maravilha perfeita, desde o conceber
No seio bendito de cada mamã.
 
Criança,
Radioso sol que o mundo iluminas
E o enches de paz, esperança e amor
Para te cantar faltam-lhe as cantigas
Só por acolher-te ele será melhor.

Criança,
Que eu amo e a quem me entreguei
Sê e faz feliz os que contigo vão
Levando prá vida quanto te ensinei
Serás tu um dia a dar-me a mão.

Criança,
Perdoa se às vezes não fui quem devia
Mesmo aquele que ama tem imperfeição
Eu rezo por ti de noite ou de dia
Ficarás pra sempre em meu coração.

Maria Lucília Teixeira Mendes– 23/06/2013

3) Criança


Um novo amanhecer!
Uma esperança
A florescer!
Raio de beleza e cor
Broto de confiança
Se regado com amor!
Rebento a despontar
Carregadinho de beleza
Um futuro a começar!
Um mistério com talento
Virá à luz com surpresa
Chegado esse momento!
A magia da promessa
Desponta a toda a pressa!
Quão importante é cuidar
P'ra bem se desenvolver
Ser feliz, capaz de amar!
Tal como flor a abrir
A candura da criança
Fascina e faz sorrir!
Como fonte que sacia
Refresca a alma! Encanta!
É o símbolo da alegria!
E é com simplicidade
Que o seu “Ser” traduz
O amor e a bondade!
Com desvelo e atenção
No carinho que seduz
O cuidar com devoção
Fará dela um bom “Ser”!
Um adulto a Crescer
Um imenso coração!
Dulce Sousa


2)




                                                                                Maria José Moura de Castro

1) Criança da minha infância



Maria José Moura de Castro


Deixe o seu voto na caixa de comentários e aguarde pela publicação (não é automático), deve deixar uma forma de contacto, para o caso de ser o premiado. Podemos retirar esse contacto antes da postagem, se assim o desejar, basta que o indique.

Aldina Cardeal, autora de "Jesus de Nazaré resgatou-me", em entrevista

 


O nome Aldina Cardeal já será conhecido de muitos leitores (os vários milhares que já leram o livro, os que já ouviram contar a história dela, os leitores habituais do blogue que vão acompanhando o sucesso da autora), mas ainda assim, a todos deverá ser comum o desejo de saber mais.
Corajosamente, em Dezembro de 2015, Aldina partilhou, sob a forma de livro, a sua extraordinária experiência. Fê-lo com o intuito altruísta de ajudar, ainda que sabendo ao que se expunha (alguns dos leitores já terão visto a autora na televisão, lido entrevistas ou lido referências à história dela noutros livros), partilhou o que achou relevante da sua história, mas salvaguardou-se - a comunicação social tem andado deserta para lhe explorar a história, nomeadamente nos programas da tarde e da manhã-  poderia bem ter feito sucesso vitimizando-se e expondo-se, mas não foi para isso que escreveu o livro e soube resistir a esse presente envenenado. Hoje, por sua voz, e com total liberdade, fala-nos da sua experiência artística como escritora, como artista plástica, como designer... O pretexto foi a publicação da 3ª edição do livro "Jesus de Nazaré resgatou-me" (a autora voltou a pegar no livro, ajeitou e deu polimento onde entendeu, e acrescentou um novo capítulo relativo às experiências que viveu após ter publicado o livro. De bónus há ainda um conjunto de fotografias.) e, finalmente, o livro ter ido para o circuito comercial! 
Aldina Cardeal, 43 anos, com a sua própria voz:

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

       Por necessidade.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Vejo-a como um meio de evangelização e missão de levar Jesus aos outros através do meu testemunho de vida.

   Sempre sonhou publicar um livro?

Nunca pensei nisso pois sempre fui mais ligada às artes, embora sempre gostei muito de ler livros. Quando fui inspirada a fazê-lo, no início achei não ser capaz. Fui pedindo a graça do Senhor e depois de começar, tudo foi fluindo naturalmente.  

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos? 

Quando saiu a primeira edição fiquei muito animada! A divulgação fez-se de um modo bem surpreendente, através de retiros católicos, grupos de oração, sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares, entre outros meios. Eu acredito que o Céu deu uma grande ajuda na divulgação do mesmo.
O testemunho é forte e genuíno e de certo modo não me admirou que muita gente se interessasse pela leitura do livro. Ao contrário do que se possa pensar, há muita gente a passar por experiências semelhantes, a procurar Deus através de caminhos errados.
O livro ilumina a muitos, a ter consciência que Jesus está vivo e que o bem e o mal existem! É uma verdade de fé! A existência do bem e do mal está bem explícito na Bíblia, no Catecismo e na herança dos santos e ensinamentos da Santa Igreja Católica.

  Tem algum projeto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Sim. Recentemente desenvolvi um novo projeto, Atelier de fé, dedicado à pintura sacra - óleos de aguarelas, imagens religiosas pintadas à mão, projetos de vitrais, desenvolvimento de pagelas, entre outros. É também um meio de divulgação do livro.
Ainda dá os primeiros passos, mas tem dado os seus frutos através das redes sociais e paróquias locais e de outras cidades. Fico muito agradecida quando algum sacerdote me pede trabalhos. Exemplo: Já tive pedidos de aguarelas para o padre de cá ofertar ao Bispo de Braga, aguarelas de Sagradas Famílias para ofertas da paróquia a famílias, aguarelas do Meninos Jesus para ofertar no Natal a benfeitores paroquiais, postais, pagelas, …
Muitas das aguarelas desenvolvidas e que ficam para exposição, ficam disponíveis em impressões de qualidade Art print acabando por ficar mais em conta. Há quem não possa ou não esteja disposto a pagar por um original. Estas impressões de arte mantêm o seu carisma único e valem apena serem replicadas para chegarem a muitas casas.
Quanto a um novo livro, tenho algumas ideias, mas ainda não concretizadas. Estas passam por um ou mais livros ilustrados, dentro dos temas religiosos.

   Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

O livro denuncia à luz da palavra de Deus, as obras das trevas e de como devemos fazer para caminharmos em segurança. Os tempos em que vivemos são bem confusos e hoje em dia aceitamos tudo com normalidade que, infelizmente acaba por ter as suas consequências. Tanto se vai à Santa Eucaristia como no dia a seguir à médium ou se pratica Yoga e Reiki como sendo tudo muito bom e compatível com a fé cristã. A maior parte dos católicos dizem-se “não praticantes” tal como eu dizia no passado e facilmente aceitam tudo o que lhe colocam à frente como bom e fruto do tempo.
Quando tive a graça de ser tocada por Deus, senti um forte apelo, à luz da palavra do Senhor, a denunciar todo o erro, descrevendo o que se passa à nossa volta e apontando o verdadeiro caminho, a verdade e a vida.
No fundo o livro é uma catequese para adultos.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

               Para mim todas as partes são muito importantes. 

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro? 

A razão principal: Tal como eu fui tocada, desejo isso para todos os irmãos em Cristo. Que lhes seja mostrada a verdade tal como a mim, e que nos possamos encontrar todos um dia na eternidade!
É uma alegria imensa quando encontro pessoas que tiveram a graça que eu tive. Ao longo destes anos fui conhecendo muitos casos de conversão, tanto pessoalmente como através das redes sociais. Quando temos um forte “toque de Deus” a nossa vida é transformada e desejamos isso para todos!
Eu também aconselho, que usem o livro muitas vezes e o sublinhem! Para além do relato do testemunho, acho muito importante os conselhos que deixo, pois apontam para o caminho da salvação, que é só um: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém pode ir até ao Pai senão por mim”. João 14,6

   Estamos a falar de um livro que já vai na terceira edição (e por edição queremos mesmo dizer “conteúdo novo”, não estamos a falar em reimpressões, até porque acredito que mesmo juntando os nossos esforços já não sabemos dizer quantas foram…) e que em menos de um ano, e completamente fora do circuito comercial, ultrapassou os 5000 exemplares vendidos. Contava com esse impacto? Incentiva-a? Assusta-a? – A Aldina sabe, mas quem está a ler esta entrevista não, é um livro altamente emprestado.

Não contava com isso de maneira alguma. Tudo se desenrolou de um modo surpreendente! Como já descrevi no início da entrevista, tive muitas portas abertas através de retiros, grupos de oração, palestras e sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares para distribuírem nas paróquias.  Tinha pessoas que me pediam aos 10 e 20 livros de cada vez para oferecerem a amigos e familiares.
No fundo é quererem a sua salvação, mas como eu costumo dizer: “o Amor não impõe nada a ninguém”. Muitos livros foram parar a boas mãos e deram frutos e alguns provavelmente não. Soube de alguns casos esporádicos de pessoas que recebiam o livro e não o conseguiam ler pois sentiam repulsa, sentiam-se ansiosas, não aceitavam o testemunho por não quererem mudar de vida, etc.  É algo que nos ultrapassa e resta-nos rezar por eles.

   Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Escrevo com muita simplicidade e de modo genuíno. Gosto de transmitir aos outros relatos reais e tudo o que me foi sendo mostrado através da minha caminhada cristã. Já vivi tantos momentos extraordinários e maravilhosos que no fundo, daria para inspirar a escrita de mais uns bons livros! Não se sabe!

   Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

Acho importante aproveitar estes meios pois são muito usados na atualidade. No caso do meu livro, as vendas online não têm tido tanto impacto. Eu também ainda não uso as redes sociais com as devidas potencialidades apresentadas. Há quem o faça de um modo excecional, como o caso dos nossos irmãos do Brasil que eu admiro imenso. Eu assisto a muitas palestras deles pelas redes sociais.
Eu ainda prefiro apresentações presenciais por se criarem mais empatias, mas os tempos que vivemos, especialmente nestes últimos dois anos não tem sido muito favoráveis.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Sim. Nestes últimos anos dedico-me a ler a Bíblia, pequenas meditações, biografias de santos, livros sobre os dons e carismas do Espírito Santo, livros sobre cura e libertação, testemunhos, entre outras edificantes leituras católicas.

  Esta pergunta é tipo “bónus”, mas a capa deste livro é muito bonita e ninguém fica indiferente à ilustração, que é sua. Fale-nos sobre esta vertente da sua vida e o modo como, mais recentemente, se tornou na sua profissão.  

Desde jovem tive sempre um gosto enorme por pintura. Hoje tenho a certeza que me desviei um pouco do caminho durante uns longos anos.
Formei-me em Design de Moda por ter os meus pais ligados à indústria têxtil. Eu fui  aceitando de que poderia não ter futuro profissional com um curso de pintura. O curso de design de moda, no fundo era um curso criativo e acabei por trabalhar nesta área mais de 10 anos.
Era boa profissional e criativa, tinha uma carreira, um bom ordenado, viajava muito, mas honestamente não me sentia feliz.
 Aos 33 anos fui “polida” pelo Senhor. A minha libertação espiritual deu-se nessa altura. Então eu muito agradecida a Deus, peguei em aguarelas que eu até então usava para desenvolver estampados na profissão de estilista, e comecei por pintar o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, os Sagrados Corações entre outros. E daí fui desenvolvendo outras imagens, e fazendo quadros, pagelas…;
Oferecia a amigos, ao Pe. Duarte, nos grupos de oração, palestras, retiros, aos sem abrigo, etc... Nos inícios da minha libertação vivi tudo com muita intensidade e força do Espírito Santo. Nessa altura percebi que era muito feliz a pintar para o Senhor. Mais tarde pedi mesmo essa graça por escrito, a Nossa Senhora de Medjugorje quando lá estive em peregrinação. (Imagem acima),

O atelier de fé só surgiu em 2021 com o objetivo de levar Jesus a todos através da arte.
Só passados 10 anos, depois de muitos obstáculos e luta interior, decidi fazer algo mais “à seria” com a ajuda do Céu. Tenho ainda muito caminho pela frente, mas sou muito feliz, mesmo perante as limitações e desafios que implica um projeto pessoal.
Tenho pedido a Deus que me envie leigos e sacerdotes, para me ajudar no desenvolvimento deste nobre projeto.  

Deus a todos abençoe abundantemente.

 Pode saber mais sobre o trabalho de Aldina Cardeal em:

https://atelierdefe.wixsite.com/atelierdfe
https://www.youtube.com/watch?v=69ACXIyAI6g&t=7s

Contactá-la em:
aldina.cardeal@gmail.com


Jesus de Nazaré resgatou-me, 3ª edição; Aldina Cardeal
134 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2022 (Maio) PVP: 8€

Relato biográfico da experiência da autora com o oculto e a luta para se libertar, o que só sucedeu após 3 exorcismos. Nesta 3ª edição, com mais um capítulo, a autora relata algumas das experiências que viveu após a publicação do livro. – Prefácio do Pe. Duarte Sousa Lara. -

Livro disponível nas principais lojas online nacionais e internacionais.