sábado, 23 de setembro de 2023

"Caem as folhas..." - Desafio do Outono

 



Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um desafio reciclado (ou renovado, se quiserem considerar o Outono) do ano passado. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que anda à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Os autores puderam  trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc.
O desafio volta a incluir as opções conto (pequeno), fotografia/desenho e, claro continua a poesia. 
- Para maior facilidade de leitura, se clicar no título dos contos abre uma outra página onde os pode ler em tamanho maior. -
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2023 estarão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio, que pode ver aqui.

NOVIDADE: Só contaremos os votos dos votantes que se identificarem, podem votar como anónimos mas depois deverão enviar um email para um dos endereços fornecidos e indicando o número que lhes foi atribuído. Os votantes entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também a divulgar.
E assim, abrimos oficialmente o regresso à rotina e à escrita.

(7) CAEM AS FOLHAS... UMA CANÇÃO DE OUTONO


Uivava impaciente o vento, sacudindo a janela à sua maneira indelicada e insistente, como se nada mais houvesse que devesse prender a minha atenção; e como eu não lhe fosse acudir tão lesta, resolveu chamar em seu apoio a chuva, uma chuva de grossos pingos vertida por castelos e castelos de nuvens muito aconchegadas entre si, encaracoladas como o tosão de outras tantas ovelhas cinzentas. E de um momento para o outro, o quarto escureceu e arrefeceu de tal modo, que não me restou senão arrumar o manuscrito, disposta a espevitar as labaredas tímidas que esmoreciam no fundo da braseira. Falha de inspiração para prosseguir a escrita, despedi-me mentalmente das personagens do conto desejando-lhes boa noite (apesar de pouco passar das cinco da tarde), acabei de esvaziar a chávena de chá frio que há meia hora me aguardava sobre a mesa-de-cabeceira, e fui encostar-me ao parapeito da janela.
Da janela do meu quarto um tanto acanhado na alta mansarda da casa dos meus avós, dominava todo o jardim (pouco a pouco transformado num matagal livre dos cuidados de jardineiro do meu avô, entretanto presa de um reumatismo implacável), a rua e o telhado de quase todas as casas da vizinhança, o que desde sempre me dera uma agradável sensação de superioridade e me concedera o supremo privilégio de bisbilhotar vidas alheias sem que alguém se apercebesse de tal; mas tal como os meus avós, também isso foram águas passadas, águas da curiosidade infantil e da desconfiança de adolescente; desde há muito achei por bem devolver a cada um a privacidade a que tem direito.
Da janela pus-me a namorar os plátanos da rua, árvores quase seculares que vi crescer, e que sempre me encantaram, da Primavera ao Inverno: os brotinhos enrolados como báculos a estenderem os dedos em folhas muito regulares, de um verde muito fresco, as bolotas cor de mel que à aragem mais forte do Verão espalhavam uma penugem delicada sobre a rua e o jardim, a canção dos ramos embalados pelo vento, os tons acobreados das folhas de Outono… Eis que estávamos no Outono, e pelo ar rodopiavam folhas de plátano de todos os tamanhos e tonalidades, levadas pelo mesmo vento indelicado que me chamara à janela – afinal, por uma boa causa!
Então, pareceu-me ouvir o som de muitas gargalhadas infantis. Espreitei para baixo, para o jardim onde a chuva fazia vergar a relva crescida, mergulhando-a nos pequenos charcos que se iam formando, e o que vi, levou-me a limpar as lentes dos óculos à manga gasta do velho casaco de malha, esfregando-as vigorosamente: lá em baixo, cantando uma lengalenga há muito esquecida, da escolinha que o tempo apagou, dançando numa roda tosca de mãos dadas, cinco meninas de galochas chapinhavam em redor do único plátano do jardim, que não teria mais de três metros de altura – a altura que tinha quando eu própria era criança. Olhando com mais atenção, consegui distinguir, na roda, as minhas quatro amiguinhas e… eu própria! Não, não havia engano possível, era realmente eu, com a minha capa de chuva azul, e eram realmente as minhas melhores amigas da escola, que costumavam vir lanchar comigo a casa dos meus avós! Sim, recordo com toda a clareza essas tardes a brincar no jardim, a cantar à chuva, a coleccionar folhas caídas do jovem plátano para decorar livros e cadernos… E a voz doce mas firme da avó, a chamar para dentro de casa, que a chuva redobrava de força!...
E eis que neste momento ouço essa saudosa voz da minha infância!

Sete da manhã. Toca o despertador, implacável algoz de sonhos e libertador de pesadelos. De olhos fechados, estendo a mão para a mesa-de-cabeceira e ponho-me a procurar os óculos às apalpadelas, enquanto lá fora ruge o temporal que me tenta a deixar-me ficar no aconchego de lençóis e mantas.
Ribomba um trovão, e eu sento-me num rompante, meio atordoada. Olhando em redor, reconheço o meu quartinho acanhado do apartamento citadino. Não encontro os óculos, porque não os tenho, não uso, ainda não preciso deles; na mesa-de- cabeceira, um candeeiro moderno, bojudo, ocupa o lugar do abat-jour de florinhas da mansarda dos meus avós, e uma garrafa de água substitui a grande chávena almoçadeira de chá. Mais além está a minha escrivaninha, prenda de fim de liceu, cordão umbilical que ainda me prende a casa dos meus pais, e sobre ela, vários montes de papéis em aparente desorganização, o computador e um grande copo de café vazio, com os restos de uma fina rodela de limão no fundo.
Ainda a reorganizar ideias, levanto-me e encosto-me ao parapeito da janela larga: lá de fora, saúda-me um dia cinzento de Outono. Pela rua vazia passa um dos primeiros autocarros, transportando meia dúzia de passageiros ensonados indiferentes à mensagem do vento e da chuva, bem assim à valsa das folhas ruivas que se vão destacando dos ramos do grande plátano que se ergue diante do meu prédio (Sim, é verdade, aluguei este apartamento, precisamente por causa do plátano).
Dou por mim a recapitular o estranho sonho dessa noite, e proponho-me arrumar a papelada da escrivaninha antes de me concentrar nas tarefas do dia, que incluíam uma visita à minha avó ao fim da tarde, para a modesta celebração dos seus oitenta anos, rodeada de quantos restam da nossa pequena família. Sei que os meus pais vão tentar convencê-la a deixar o velho casarão, demasiado grande e frio, para ir morar com eles ou escolher um lar de terceira idade…
Pego distraidamente numa das composições dos meus alunos de Inglês – a última que corrigira antes de me deitar. Nessa semana, estávamos a ler e reflectir sobre o conhecido conto de Natal de Dickens… E o relâmpago que então iluminou o quarto, iluminou-me também o espírito: nessa noite, por uma incrível associação de ideias do meu cérebro, visitara em sonhos o Outono passado e o Outono futuro, tal como o velho Ebenezer Scrooge vislumbrara o Natal passado e o Natal futuro!...
Tomei uma decisão: vou mudar-me para casa da minha avó! Far-lhe-ei companhia nos anos que lhe restarem, e ali casarei e terei filhos, se tal for o meu destino; e para sempre desfrutarei da companhia amável do plátano do jardim, deliciando-me com os cambiantes que as estações do ano lhe forem emprestando.
Está decidido!

Lisboa, 21 de Setembro de 2023
Ana Ferreira da Silva

(6) CAEM AS FOLHAS DAS CARTAS DE AMOR

 

Conheço-te desde do tempo das estações. Como esquecer. Aprende-se na escola primária a escrever a sua designação com a letra inicial em maiúsculo. Primavera, Verão, Outono e Inverno. Ou talvez Outono, Inverno, Primavera e Verão já que o mês de outubro é o nosso mês, o mês em que ambos choramos pela primeira vez. Pode também dizer-se Verão, Outono, Inverno e Primavera porque a escola primária começa em setembro. Conheço-te no dia em que vou consoar a tua casa e digo, Inverno, Primavera, Verão e Outono. Pouco importa a ordem, há muito as estações acabam e o tempo hoje é fenómeno atmosférico.

É no Verão que iniciamos a escola primária, tu num edifício, eu noutro. É assim naquele tempo. Eu uso um vestido de chita pelos calcanhares, tu usas umas grossas calças de cotim. Recordo-me primaveril a olhar para um rapaz envergonhado, invernoso. Caminhas só, triste, tinham-te batido. Eu ofereço-me para te acompanhar a tua casa, tu recusas. És um homem só. Outras vezes nos encontramos nesse regresso da escola, regresso do nosso nós que alguém espreita. Engraçado, lembro-me de te encontrar ao regressar da escola sem conseguir recordar-me se alguma vez te encontro na ida para a escola.

Sim, és um homem só e só continuas enquanto os cabelos te abandonam. Sorris quanto te chamo careca e eu gosto desse teu sorriso marcado por uma tristeza que jamais te larga. Tudo é definitivo em ti embora eu recuse. Um dia hei de ouvir, oh se hei de, a sair da tua boca uma valente gargalhada. Gargalhar é saúde. Sabes, às vezes penso que pensas coisas más de mim.

Sou tua, só tua, sempre tua. Inteira. A minha certeza é a tua existência, o meu prume a tua presença, a minha alegria o saber-te vivo, a minha luta a tua juvenilidade, o meu jeito o te amar. Ao fim de trinta e dois anos de casados, quando te ausentas por dez dias, ando tresmalhada, caminho a ziguezaguear e nem o telefone atendo, tropeço em qualquer cisco e, sorte a minha, ninguém se lembra de abrir um poço no caminho que calco. Refugiu-me a olhar campos e árvores como se por ali ande um vento que te traga para junto de mim. O vento traz nada, só vento a ventar. Pelo menos dá-me o ar que a custo respiro.

Queimo o passado em cada instante que passa e a cinza é esse teu olhar que me abraça, que por vezes foge num desmerecimento que me perplexa e me atira para ti em entrega única e permanente. Sou em ti presente e futuro. Se recordo o instante em que te conheço, se lembro o tempo da escola primária, é porque o nós que ali se forma e é volume é hoje pleno, aflora à minha mente, acalenta o meu coração e arremessa-me para o teu colo.

Sem angústia que as lágrimas que a vida chora limpam-se com um sorriso e muita abnegação. Queres, queres! Se largas morro e sou a tristeza se me eutanásias. Quando adormeces vales bem a bofetada que te dou. Como pessoa bem-educada que és, respondes e eu sinto a tua vontade em me poupares. Prefiro que me puxes mas estou consciente da resistência que ofereço. Puxas-me e eu, em silêncio aceito mas, nesta idade o meu espírito de aventura é um pouco trôpego e orienta-se pelo amparo que devo a outros. Por vezes empurras-me e nisso somos parecidos. Nem eu nem tu temos jeito para caminhar à frente do rebanho. Ambos preferimos pilotar, caminhando atrás.

Esta carta é tua, escrita por mim na primeira pessoa do singular a plasmar o instante que espargirmos. Olha, vê; tu, eu, a vida. Vês!? Gosto que vejas a vida como eu a vejo. Tu, eu, o instante nós, nada mais, mais nada. É assim que eu sinto vida e a vejo, é assim que eu sou viva. Além? Sim, além és tu, sou eu, é o instante nós.

Manuel José


(5) Caem as folhas no outono



Caem as folhas no outono
e minhas memórias seleciono!

Nas folhas verdes revejo
meu ansioso e infantil ânimo
que contrasta com o terrível desânimo
das folhas em tom de castanho!

Vejo nas folhas de tom amarelo
os meus tempos de tonto atropelo!
Mas são as folhas pintadas de vermelho
que melhor traduzem meu viver inteiro!

O outono é uma estação
que tal como a Vida
tem uma certa duração,
diversas cores e muita reflexão!

Caem as folhas no Outono
e nunca meus sonhos abandono!
Eliana Pereira


(4) Caem as folhas... Anoitecer



Benilde Santos

(3) Dança Outonal 

Num banco de jardim a descansar
Observo as folhas de tom barrento
Dançam no ar sopradas pelo vento
E de tanto que giram, parecem voar!

Vendo-as assim, paira a conclusão
Que também eu fui fresca e viçosa
E o ciclo, antes menina… agora idosa
Enche de paz e alegria o meu coração
E na quietude deste banco de jardim
Dançam as folhas no ar e em mim
Benilde Santos

(2) Caem as folhas… Cocuana

Irmão e irmã protegiam-se.
Ele desejado, ela sobrevivente.
Se de idades mais próximas
Gémeos seriam, tal eram semelhantes ao olhar.
Embora ele claro de olhos verdes,
Ela mais mulata de olhos amêndoa.
Um dia abalaram até às palhotas
Lá no mato.
Uma cocuana chamou-os,
Observando-os.
Convidou-os para partilhar a refeição.
Peixe frito, molho e
Bolas de farinha de mandioca.
Lambuzaram.
Cocuana, adivinhou-os.
Rapaz triste, mas um Coelho.
Rapariga só, mas com muitos nela.
Iria sofrer, teria algumas alegrias.
O seu tempo não era este.
Passaria para outro ao meio século.
Deixaria mais um vazio nele.

Ela era a Wananga do avô.
Ele o menino da avó.
Seria muitas coisas.
Cumpriria seu propósito
Mas um dia teria de se aceitar – tinha dons.

Cocuana não errou.
O menino,
Agora homem.
Ficou mais vazio.
Vestido de branco,
Triste com irmão africano,
Que faltou a despedida fúnebre.
Bastos Vianna

(1) Caem as folhas… Outono junto à Janela do Quarto

Uma goteira anuncia fins de Verão.
Uma duas três
De madrugada, à terceira, corro a entreabrir a janela.
O primeiro cheiro a terra molhada invade o espaço.
Tia Teresa dizia, lá na minha infância, são os deuses a chorar …
- Estão é a fazer xixi, brincava o tio João.

Adoro quando ela vem,
De mansinho,
Uma duas três …e depois
Em crescendo, sussurrando, gritando,
Rindo, chorando, contra os vidros, e
Depois novamente suave, acalmando adormecendo.

Choram os olhos do menino verde da Amazónia
No papel guache de madeiras sentidas
Florestas verdes e castanhas.
E a chuva do duche no corpo dela,
Imagino como será lavar-lhe o cabelo em espuma
E beber a última gota a escorrer junto ao colo …

Cheiro de humidade em terra vermelha a caminho da Rodésia
E a Matope no rio Chiveve
Ou de areia molhada junto às águas azuis do Bilene
Mergulhos sob chuva no Pacífico.
Chuva de lágrimas, nos olhos,
Verde cobalto, da Mulher na explanada
Doces serenas em cadência.

E o riso,
O riso da minha filha
Brincando com o Outono nas folhas caídas em enxurrada
No reflexo do brilho dos olhos d’avó encantados.
Chuva que lava a alma
Dos amores de verão
Retempera o verdadeiro sentido
Anuncia a vaidade dos fatos completos de Inverno.
A tempestade nos olhos do meu filho …
- Tens medo Pai?
(Tenho, tenho da Mulher Séria, um medo que me pele)
-Não filho. Dá-me a mão e vamos lá …
Chuva que adivinha a saudade do futuro.

Junto à lareira, com o fogo
Aquecendo o soalho de madeira, nos corpos nus deitados
Conversando palavras soltas.
O pardal no beiral do telhado encharcado
As gaivotas recolhidas no lago
A impala bebendo no sopé da Gorongosa
E a leoa rondando …

E a Terra …porquê A terra? Se O planeta terra?!
Então porque não A Marte? Ou A Júpiter!?
Porque não O Terra ou simplesmente Terra como Vénus?
Talvez por ser o único que gere… como O feminino,
Como A Mulher que chora, por si, pelos filhos e pelo Homem dela.
Chuva Dourada no Lago Malawi
De Prata na Lagoa da Vela.
Fugaz viajando buscando
Sempre atrás dela,
Abrigando-se, percorrendo o corredor
Do hotel, número do quarto em memória,
Um dois três
Ao terceiro abrirá a porta (?)


Hora mágica do virar do dia
O coração a transbordar dele,
Como chuva, regará o sorriso dela.
Bastos Vianna

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Novo livro de Melissa de Aveiro em pré-venda - CAMPANHA DUPLA -

 A Marta está de regresso!

Concluído o liceu é tempo de iniciar o percurso universitário, longe de casa, partilhando o quarto com alguém que não conhece, todo um novo mundo para descobrir. E em casa também as coisas estão prestes a mudar pois vai deixar de ser filha única. Não tem aspecto de vir a ser fácil este "Um Novo Ano".

 

Veja o vídeo


Regressa a Marta, do livro "A Casa do Lado", a sua família e alguns dos seus amigos, mas falta alguém e é difícil ultrapassar essa perda... Mas a vida continua, não espera mesmo por ninguém...

E você também não tem de esperar por 1 de Outubro para ter este livro por apenas 12€ com oferta dos portes para Portugal Continental, desde que encomende e pague a sua encomenda até ao final do dia 30/09/2023.

Um Novo Ano; Melissa de Aveiro

PVP: 15€

200 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2023
Marta, a protagonista do livro “A Casa do Lado”, está de volta.
Agora na universidade e com novos desafios!
O que será que o futuro tem reservado para si? Será errado apaixonar-se de novo?
Porque por mais difícil que seja seguir com a vida, a vida é inesperada e não espera por ninguém…

                                                                                                            

E MAIS...

Porque pode estar a pensar: mas quem é a Marta? O que é que se passou em "A Casa do Lado"? Temos uma oferta super, super especial para si, pode já reservar a nova edição do livro "A Casa do Lado", que vai para o mercado em 2024, pelo preço especial de 10€ + Portes (o livro vai ter PVP de 14€), se fizer reserva e pagamento até 10 de Novembro de 2023, recebe o livro ainda em 2023.



A Casa do Lado - nova edição -; Melissa de Aveiro
PVP: 14
210 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2024

 

Após um acontecimento familiar, Marta, de dezasseis anos, é obrigada a abandonar as suas “raízes”. 
Ao mudar de residência e, consequentemente de escola, sente necessidade de criar novas amizades, enfrentando divergências que a colocarão à prova.
Mas isso é o menos… à medida que os dias vão passando, depara-se com algo sinistro, na casa do lado. 
Uma luz que pisca sem parar! E aquele rapaz alvo, que está sempre a desaparecer… Será que estará a alucinar?

 E porque o Natal é quando a Tecto de Nuvens quer...

Até 30 de Novembro de 2023 temos uma mega promoção de fazer inveja ao Pai Natal:

  

  + 
 14,00€    +    15,00€ = 29,00€ 20,00€ + portes

 

Por apenas 20€ + portes pode ter ambos os livros para os ler de ponta a ponta e saber a história toda da Marta, e se já conhece a primeira parte pode sempre fazer oferta de packs aos seus amigos. Pode encomendar e mandar entregar em mais do que um endereço.

 Nota: Se não quiser esperar pelo livro "A Casa do Lado", que ainda não entrou em impressão, podemos fazer duas entregas, sem portes extra.

 

 Não desperdice esta oportunidade de por um preço super especial regressar às leituras com duas fantásticas histórias de Melissa de Aveiro, que também ilustrou as capas.


Para mais informações ou para encomendas envie email para loja@tecto-de-nuvens.pt

domingo, 10 de setembro de 2023

Regressam os Desafios: " Caem as folhas" (Outono) - 2023


Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um desafio reciclado (ou renovado, se quiserem considerar o Outono) do ano passado. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que andará à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Podem trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc.
O desafio volta a incluir as opções conto (pequeno), fotografia/desenho e, claro continua a poesia. Podem participar com mais do que um trabalho.
Podem começar, de imediato, a enviar trabalhos. Os trabalhos serão publicados no blogue, precisamente no dia em que o Outono começa, 23 de Setembro. O prazo limite para a entrega é o final da tarde do dia 22 de Setembro, 2023.
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2023 estarão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio (a divulgar aquando da publicação do desafio).

NOVIDADE: Só contaremos os votos dos votantes que se identificarem, podem votar como anónimos mas depois deverão enviar um email para um dos endereços fornecidos e indicando o número que lhes foi atribuído. Os votantes entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também a divulgar.
E assim, abrimos oficialmente o regresso à rotina e à escrita.
Bom trabalho!

E o prémio é...

Para o vencedor e para o votante, 19 contos para ler no conforto do lar, agora que os dias vão ficando mais curtos e mais frios. 




"Costuma-se dizer que o sol quando nasce é para todos. É esse o espírito deste "O Nascer do Sol", 19 contos para todos os gostos e para todas as idades.
Em todos os contos a observação do ser humano, e dos seus comportamentos e emoções, está presente e é perfeitamente identificável. São textos para divertir e reflectir."


O Nascer do Sol, Vários autores. 136 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2019

Podem enviar os vossos trabalhos para geral@tecto-de-nuvens.pt ou para tectodenuvens@hotmail.com

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Vaidosicezinhas XV

 

Tecnicamente esta seria uma espécie de XIII e XIV b) pois combina informação das anteriores.
A empresa Lacticínios do Vouga ofereceu exemplares do livro "O Daniel e a cadelinha Azeitona" à Academia do Bacalhau de Maputo, que os distribuiu por um público muito satisfeito e muito sôfrego de novos livros.
Exemplos a seguir...



sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Vaidosicezinhas XIV

Estas Vaidosicezinhas são mesmo plural e estão escritas na primeira pessoa. Ilda Pinto Almeida foi fazendo pequenos relatos, e dado conta deles nas redes sociais, sobre as suas visitas a várias escolas de New Jersey onde se vai ensinado português aos descendentes das famílias que foram de Portugal para os Estados Unidos.
Fica aqui também outro excelente exemplo do mecenato empresarial, embora aqui via Academia do Bacalhau, que com a compra de centenas de exemplares permitiu que estes jovens alunos tivessem um livro adequado à sua idade e em português. Como bónus, puderam conhecer a autora que também ela, em tempos, ensinou português a crianças como estas.
Pode não parecer nada de especial, mas a verdade é que o ensino do português carece de muitos apoios, não só de materiais adequados, como de professores e locais para aprender. Não fosse o esforço de pessoas como as referidas nestes pequenos relatos e rapidamente o português deixaria de ser falado pelos descendentes dos nossos compatriotas.


 

1- Presidente da
Academia do Bacalhau de New Jersey, senhor António Fernandes (ao fundo), na Escola de Union NJ - PACA .
Tivemos a companhia de alguns alunos, a directora da escola e ainda o senhor Coordenador do ensino de português em NJ.



2- Ilda Pinto Almeida com as professoras da Escola Portuguesa de Clark e a representante da Academia do Bacalhau,  Manuela Fernandes



3- No sábado, dia 25 de março, 2023, a escritora Ilda Pinto visitou a Escola Luís de Camões em Newark, New Jersey. O objetivo de sua visita foi conversar com os alunos e divulgar a importância da aprendizagem da língua portuguesa. Esta visita fez parte de uma iniciativa patrocinada pela Academia de Bacalhau de New Jersey, entidade que há muitos anos apoia o ensino de português no estado de New Jersey.
Durante a sua visita, Ilda Pinto falou aos alunos sobre o seu livro "O Daniel e a Cadelinha Azeitona", que conta a história de um menino e do seu cão. Os alunos puderam fazer várias perguntas sobre o livro, a escritora e a inspiração por trás da história. Como um presente especial, os alunos receberam cópias autografadas do livro para levar para casa.
Além de conhecer Ilda Pinto, os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer o presidente da Academia do Bacalhau de New Jersey, Sr. Tony Fernandes, e outros membros da organização. Foi uma grande emoção para os alunos, que ficaram entusiasmados por conhecer membros tão importantes da comunidade portuguesa.
A Escola Luís de Camões tem trabalhado com a comunidade para oferecer aos alunos oportunidades de aprender sobre sua herança, língua e cultura por mais de 90 anos. Aprender uma segunda língua tem muitas vantagens e prepara melhor os alunos para o futuro. Graças aos esforços da escola e de organizações como a Academia de Bacalhau de New Jersey, os alunos podem aprender português e se conectar com suas raízes.
A visita de Ilda Pinto foi um grande sucesso e ajudou a promover a importância da aprendizagem do português. Os alunos puderam aprender mais sobre a língua, a cultura e o património de Portugal e sentiram-se inspirados para continuar os seus estudos.


4- A escola Infante D. Henrique em South River foi a segunda escola contemplada com o livro " O DANIEL E A CADELINHA AZEITONA" , e posso dizer que foi uma delícia interagir com estes cinquenta alunos, do primeiro ao terceiro ciclo.
Além dos alunos conhecerem a autora , ainda tiveram a oportunidade de conhecer o presidente da Academia do Bacalhau de New Jersey, o Sr. António Fernandes.
Esta visita fez parte de uma iniciativa patrocinada pela Academia de Bacalhau de New Jersey, que veio entregar estes exemplares.
Foi de grande ânimo esta visita, pois os alunos ficaram entusiasmadíssimos por conhecer e poder falar com a autora, ao mesmo tempo que , e com o português na ponta da língua, faziam e respondiam a perguntas sobre o livro, que conta a história de um menino que tem por título "Daniel e a cadelinha Azeitona".

Quero aqui deixar os meus parabéns às professoras pelo trabalho fantástico que fazem com os alunos . Gostei imenso de conhecer o seu empenho no ensino de português.


6-Vamos escrevendo história, deixando literatura . Mais uma vez convidada e acompanhada pela Academia do Bacalhau de New Jersey, Ilda Pinto Almeida em mais uma entrega de livros “O DANIEL E A CADELINHA AZEITONA “ na escola Amadeu Correia em Elizabeth, NJ.
Uma vez mais o meu reconhecimento ao presidente da Academia senhor António Fernandes, pelo gesto singular em favor da literatura portuguesa e do conhecimento da autora da diáspora local aos mais pequenos.
É sempre muito gratificante a interação com estes alunos de língua portuguesa.
O meu agradecimento à organização pela entrega de mais estes exemplares.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Um dia com... Eliana Pereira e "O canto dos pássaros"

 "Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.


Eliana Pereira fez uma reflexão em verso sobre uma das bandas sonoras que nos acompanham ao longo do todo ano, sem necessidade de ipods ou de deslocação a festivais de música : o canto dos pássaros...


O canto dos pássaros

O canto dos pássaros
são doces sussurros
e recados claros
em cantares raros...

O canto dos pássaros
são linguajares
de versos ternos
muito verdadeiros
que nos meus ouvidos
e também de terceiros
operam longos reparos
em meus dias inteiros!

Eliana Pereira

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Vaidosicezinhas XIII

Por vezes as vaidosices não são pequenas, são imensas... Este é um desses casos.

Em 2022, a empresa Lacticínios do Paiva adquiriu vários exemplares do então recém publicado livro "O  Daniel e a cadelinha Azeitona", de autoria de Ilda Pinto Almeida. O destino dos livros era o continente africano onde há uma grande escassez de livros, nomeadamente em português.

Como a generosidade gera mais generosidade, a Gráfica Liberis, do Grupo Lantia, que produz a maioria das edições da Tecto de Nuvens, ofereceu cerca de 100 exemplares do livro que, não sendo exactamente defeituosos tinham pequenas variações gráficas incompatíveis com o mercado de vendas. Em princípio estes livros são abatidos, mas sabendo da generosidade da empresa portuguesa, ofereceu-se para enviar os livros para Portugal. E para que os meninos que iriam receber estes livros não ficassem privados do engraçado marcador que, depois de recortado é um osso, a Tecto de Nuvens ofereceu marcadores em mesmo número aos dos livros oferecidos pela Gráfica, tendo também custeado a parte final do transporte (das instalações da Tecto de Nuvens para as dos Lacticínios do Paiva).

Estamos todos muito vaidosos, não da nossa generosidade, mas por termos contribuído para melhorar um pouco a vida de alguém. O mérito vai todo para a direcção dos Lacticínios Paiva, o motor desta iniciativa.

E fica o exemplo de quanto a escrita e os livros podem modificar a vida de uma pessoa. Nem sempre os autores têm noção de que o acto da escrita é também um acto de generosidade e partilha...

As imagens abaixo são de Moçambique.






Foi com enorme satisfação que recebi estas lindas fotografias  e  partilho de uma das escolas contempladas com o livro “O DANIEL E A CADELINHA AZEITONA”, em Moçambique através da empresa Laticínios do Paiva. 
Posso até imaginar como desfolham o livro numa atividade de grande silêncio e entusiasmo, deixando-me cheia de vaidades. 
O meu muito obrigada à direção dos Laticínios do Paiva.

Ilda Pinto Almeida