sábado, 25 de junho de 2022

Vaidosicezinhas XI

Pelo 10 de Junho referimos o trabalho de Ilda Pinto Almeida focado na questão da Migração, e que juntou num só volume textos de dois livros seus "Quando o sol deixa de brilhar" e "Ouro Azul" e ainda um conto que também tinha sido publicado na colectânea "A história que eu queria contar". Este volume publicado pela Tecto de Nuvens em 2021, sob o título "Os dois lados da Migração", teve no final de 2021 uma tradução para espanhol e foi publicado nos Estados Unidos pela IPA Books, com o título Las dos caras de la Migración ; e agora em Junho, como referido, essa versão em espanhol foi também publicada pela Tecto de Nuvens.
Esta vaidosicezinha é uma sequência lógica da postagem de 10 de Junho.
Como muitos saberão, as comunidades portuguesas residentes nos Estados Unidos festejam grandemente o 10 de Junho (com actividades que começam no início do mês de Junho e se vão prolongando).
Desta vez, o Governo português fez-se representar pelo ministro João Gomes Cravinho, que ficou a saber que a Migração tem dois lados...




No dia 7 de Junho o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho (esquerda) em visita à comunidade luso-americana de Newark , acompanhado pelo cônsul-geral de Portugal em New Jersey Dr. Pedro Monteiro (direita), e ao meio três figuras das artes e literatura portuguesa em New Jersey: Fernando Silva, Ilda Pinto Almeida e João Martins.
Em sua mão, o senhor ministro segura um exemplar " Os dois lados da Migração" que recebeu e, de seguida desfolhou com grande entusiasmo, dando os parabéns à autora.

Dias mais tarde, em Manhattan, na Boricua College, uma instituição de ensino superior privada, projectada especificamente para atender as necessidades de Porto Rico, tendo sido a primeira Universidade privada latino-hispânica nos Estados Unidos.
Esta prestigiada instituição, e referência na comunidade latino-americana, convidou Ilda Pinto Almeida para apresentar o seu livro, na versão espanhola, e falar das suas experiências de Migração. Ana Lorena Siria de Lara, autora da "Apresentação" do livro esteve também presente e foi uma das oradoras. O próprio Reitor, "Dean" Moises Pereyra, esteve presente e foi o grande animador da sessão, que mereceu o interesse da imprensa.

Nas palavras de Ilda Pinto Almeida:

Foi um salão cheio e uma honra estar neste lugar com todos todo o público.
Sou grata a Deus por toda essa festa maravilhosa que me foi proporcionada . Quero agradecer ao Sr. Dean Moises Pereyra da Universidade de Buricua pela incrível recepção e pelo maravilhoso diálogo com o público presente. Meus agradecimentos à diretora do evento Maricela Martinez pela oportunidade que me foi dada de poder compartilhar o meu trabalho com a comunidade latina. E também ao NJ Arts Collective, Maestro Amado Mora e à Licenciada Ana Lorena Siria de Lara ex consul ex presidenta del Grupo de Consules para Latinoamérica GLACO pelo seu apoio.


Ilda P. Almeida e Amado Mora, director do New Jersey Artes Collectivo 

Momento da intervenção do Dean Moises Pereyra

Ilda Pinto Almeida e o Reitor Moises Pereyra

Ilda P. Almeida e algumas figuras de relevo na comunidade latino-americana, incluindo (última à direita) Ana Lorena Siria de Lara


quinta-feira, 23 de junho de 2022

15º aniversário da Tecto de Nuvens com livro em pré-lançamento

 


A 13 de Julho de 2007 nascia a Tecto de Nuvens, filha muito querida de quem gosta de ler e de escrever, com a missão de ir ao encontro de quem também gosta de ler e escrever, promovendo os livros (e tudo o que a eles diz respeito) e as Artes Gráficas.
Desde o início do ano que temos vindo a promover iniciativas para celebrar esta data importante, e ainda temos muitas mais previstas até ao final deste ano de 2022. Fique atento, porque vai valer a pena.
Por agora, promovemos a nossa nova colectânea, a lançar, naturalmente, a 13 de Julho. Abrimos, neste momento, um período de pré-lançamento que é todo ele uma prenda... para si!



Caro leitor, prepare-se para ser mimado (como, aliás, bem merece!) da capa à contracapa, da primeira à última página, há cor, alegria, música e odores (mesmo que não se possam sentir da forma tradicional), há memórias, há o destaque para as pequenas coisas, e para as grandes descobertas… Não havia regras, não há um tema, apenas um sentimento de vida pela positiva, expresso tanto em prosa como em verso. Leia, dê a ler, partilhe, seja também veículo do positivo. Não se esqueça de observar a natureza, de observar as pessoas, olhe com bastante atenção e verá a beleza, o bom, o colorido, o divertido… Viva! Neste aniversário queremos agradecer-lhe a companhia ao longo destas 15 Primaveras e convidá-lo (autor e/ou leitor) a acompanhar-nos nas próximas 15!... Boas leituras e muitos parabéns!


As 15 Primaveras - Colectânea especial de aniversário -, vários autores;
88 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022
PVP: 9,00€


Packs promocionais válidos até 12 de Julho 2022:


Pack de 10 livros (40% de desconto) = 90€ - 54,00€
Pack de 5 livros (30% de desconto) = 45€ - 31,50€
1 livro (25% de desconto) = 9€ - 6,75€

Faça a sua encomenda enviando email para loja@tecto-de-nuvens.pt
Encomendas de valor igual ou superior a 50€ (após os descontos) têm portes grátis para Portugal Continental. Os livros podem ser enviados para mais do que uma morada.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Dulce Sousa, autora, em entrevista

 

Para quem é leitor habitual dos nossos "Desafios" (e são muitos), o nome Dulce Sousa é muito familiar. Tem participado activamente neles com textos (maioritariamente em verso) e com fotografias. Nos Desafios com votação do público tem sido uma vencedora habitual, indicando que o seu estilo, o modo como aborda as temáticas são do agrado dos leitores.
E também para os leitores das nossas colectâneas (se ainda não são leitores, aproveitem, estão a perder coisas boas), e vamos ter uma a sair já a 13 de Julho para o nosso 15º aniversário, é um nome reconhecido e apreciado (leia-se votado).
Resolvemos, pois, satisfazer a curiosidade dos leitores dando-lhes a conhecer esta professora (já aposentada) por vocação e poeta por inspiração.

Dulce Sousa, 64 anos, por voz própria:


  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

A escrita sempre fez parte da minha vida. Escrever adveio da necessidade de libertar a alma. Surgiu esse gosto desde jovem e mantém-se principalmente ao nível da poesia que é a minha paixão principal. Brota de forma natural, em determinados momentos.
Sinto-me emocionalmente “tocada” por diversas situações, sejam de alegria, tristeza, êxtase e aí, a urgência impõe-se e quase sem pensar, as palavras jorram naturalmente.

 Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Considero a escrita como “um amigo” pronto a receber a minha dádiva, sem avaliações. É, sem dúvida, a libertação do espírito. Através dela, reorganizo as minhas ideias e dialogo com o papel, esse amigo, que vai absorvendo os sentimentos múltiplos que me assolam.
A escrita é pura libertação.

   Sempre sonhou publicar um texto num livro/participar em atividades literárias?

O meu principal objetivo é escrever pelo facto do prazer que aí reside e não pela publicação. Além de publicar dois livros de poesia, colaborei com textos escritos no Jornal “A Voz de Chaves”, “Fórum” Galaico-Transmontano, Círculo de Estudos e Divulgação, Revista “Família Cristã”. Sempre escrevi histórias para os meus alunos como forma de os motivar para a leitura e escrita. Estabeleci no horário escolar a “Hora do Conto”, com dinâmicas diversificadas, explorando a imaginação e a criatividade dos alunos. Criei uma página no Jornal “A Voz de Chaves” onde semanalmente era publicado o melhor conto ou poema, com a identificação do aluno/autor. Dinamizei oficinas de escrita em diversas escolas do Agrupamento de escolas, ao qual eu pertencia, enquanto professora.

   O que significa para si ter o texto favorito dos leitores?

Penso que ter um texto favorito por parte dos leitores é algo agradável, pois é de algum modo ser reconhecido por aquilo que escrevo embora, para mim, não seja o principal objetivo. Escrever, sim, é o que realmente importa porque é no ato criativo e individual que eu sonho e me realizo.  O reconhecimento é um acréscimo.

   Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Sim. Tenho um projeto em prosa iniciado que virá a ser publicado.
Penso que quem escreve por paixão, sempre continuará a fazê-lo, ainda que não publique tudo aquilo que escreve. Escrevo há largos anos, mas não sentia o apelo de publicar, de expor os meus sentimentos, porque a poesia brota de sentires intrínsecos que precisam voar.

Fale-nos um pouco sobre o seu estilo de escrita.

A minha tendência e gosto é sem dúvida a poesia. Surge genuína e de modo repentino, consoante a emoção do momento. Aí escrevo mesmo o que me vai na alma, o meu sentir. Os livros que publiquei contêm poesia muito intimista. Por vezes é preciso coragem para nos desnudarmos perante quem nos lê.
Em prosa gosto de escrever histórias infantis e artigos de opinião, alguns deles publicados.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler os seus textos? O que acha mais apelativo nos seus textos?

Os textos de opinião supracitados englobam a problemática da educação no nosso país e logicamente em contexto escolar. Como tal, têm como objetivo fazer refletir as pessoas sobre a realidade que tão bem conheço, e da qual faço parte, procurando levar à consciencialização e desse modo, vislumbrar caminhos que levem à mudança, de si, tão necessária. Logo, seria uma razão muito válida e apelativa para os aconselhar a ler.

  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Posso dizer que a poesia faz parte de mim, é o meu principal estilo de escrita.
Gosto de passar a exuberância daquilo que me invade quando escrevo poesia.

  Não publicou connosco, mas já publicou livros, são dentro do estilo referido anteriormente? A publicar mais também serão do mesmo género ou tem outros projetos em mente?

Sim. Já publiquei dois livros de poesia. Tenho imensa poesia escrita ao longo do tempo, em sebentas, que guardo religiosamente, mas limitei-me a publicar a mais recente.
Tenho um projeto em prosa que, de momento, está em standby, por falta de tempo.

  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

As redes sociais são importantes, mormente quando o objetivo do escritor é dar a conhecer a(s) suas obras.
Na minha vida, em particular, não considero relevante porque quase não as utilizo com essa finalidade.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Adoro ler bons livros. Leio diferentes obras de diversos autores. E quando aprecio um determinado autor, vou atrás da sua obra e leio todos livros publicados.
A leitura permite-me viajar, superar às vezes momentos de desânimo, ajuda-me a relaxar. Assim, tenho sempre dois livros na mesa de cabeceira que leio ao mesmo tempo, ora um, ora outro, conforme o meu estado de espírito do momento.
Por vezes um livro, uma simples frase nele contida leva-me a reflexões profundas e dá-se um “clique” em determinado momento da minha vida.
A leitura é o alimento do espírito. Assim penso.


Desafios de Autores para Autores, vol I
(disponível para compra, clicando na imagem que se encontra na lateral esquerda deste blogue)














Na areia de uma praia qualquer


Natal ao borralho


Desafios de Autores para Autores, vol II













Livros disponíveis (exceptuando o assinalado) na nossa loja online. Todos os títulos disponíveis nas principais lojas online nacionais e internacionais.
Para mais informações envie email para informacoes@tecto-de-nuvens,pt
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E brevemente:

As 15 Primaveras


quinta-feira, 9 de junho de 2022

Dia 10 de Junho celebramos as comunidades portuguesas com um livro!

Ninguém melhor para falar sobre ser parte de uma comunidade portuguesa fora de Portugal de que quem faz parte dela. Nos últimos anos, tanto na escrita como nas artes plásticas, Ilda Pinto Almeida (a viver faz várias décadas nos Estados Unidos) tem-se dedicado às causas da Migração. No início de 2021 reuniu-se em volume único textos de dois livros a que se juntou um outro (que fez parte de uma das nossas colectâneas) e publicou-o com o título "Os Dois Lados da Migração". No final de 2021, o livro foi traduzido para espanhol e publicado nos Estados Unidos (onde a presença da Comunidade Latina é extensa) pela IPA Books (com o apoio da DGLAB e do Instituto Camões). A capa é feita a partir de um quadro da autoria de Ilda Pinto Almeida.
Agora, em 2022, e como parte das celebrações do nosso 15º aniversário, o livro torna à Tecto de Nuvens, nesta sua edição espanhola, ficando assim disponível para o resto do mundo.




Las dos caras de la Migración - Compilación de textos de los libros “Cuando el sol deja de brillar” et “Oro Azul” + texto extra –
94 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2022 (Junho); PVP 11€

"Quizás, cuando comiences a leer este libro, cuando abras sus páginas, vas a encontrar muchos momentos similares a los que hayas vivido, si eres un emigrante que dejó su patria por cumplir el sueño americano en los Estados Unidos o en cualquier otro país donde pises tierras ajenas, o donde hayas anclado tu barca después de navegar por los mares de tu propio destino hasta alcanzar tus metas. (...) Si eres uno de ellos, si eres un emigrante, ¡entonces este es tu libro! (...) (...) más que una historia de vida o una autobiografía, es un texto donde la amargura, el dolor, el silicio del martirio por lograr una vida mejor, se convierte en un testo poético repleto de optimismo, de valentía, de lucha, de amor y de Fe en Dios. "

Se estiver interessado na versão em português, lançada em 2021, basta clicar aqui e seguir as instruções.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Vaidosicezinhas X

 


O Jornal Voz Portucalense publicou um artigo sobre o livro "caminhar III", de Joaquim Armindo.



quarta-feira, 1 de junho de 2022

Infância - Desafios de autores para autores de Junho


Terminadas as votações, em primeiro lugar, os parabéns à autora Ilda Pinto Almeida pela vitória. Mas também um agradecimento especial aos votantes que deixaram algumas palavras para além do voto. Foram muito apreciadas e gostávamos que as votações e comentários fossem sempre assim, esse feedback tem um grande valor para os autores.
Contudo, neste momento, apenas um voto reúne condições para ir a sorteio, pois dos outros votantes não temos qualquer informação.
Resolvemos adiar o sorteio do prémio para a extração do número da sorte do Totoloto da próxima quarta-feira, dia 6 de Julho, de modo a dar oportunidade aos votantes de relerem o seu voto (ou votos), verem o número que lhes foi atribuído e contactar-nos via email para fornecerem os seus dados. Ficamos a aguardar o vosso contacto.



No dia em que celebramos mais um Dia Mundial da Criança, muito adequadamente, os textos são sobre a Infância.
Em prosa, em verso, em foto, numa frase, como entendessem, os autores poderiam evocar uma memória própria, uma ficção, num trabalho sobre a sua própria infância ou um trabalho dirigido às crianças de hoje.
Podiam participar com mais do que um trabalho.
Haverá vários prémios para os participantes e votantes.
Durante todo o mês de Junho ficarão abertas as votações para o melhor trabalho.

O prémio para o texto mais votado e para o comentário/voto sorteado será um livro infantil escolhido a partir de uma lista disponibilizada por nós +  1 puzzle Dani e 1 voucher com desconto de 10% em qualquer dos livros da "Colecção Petizes Felizes!".


6) A infância…

(O rosto de meus pais) 

Infância feliz ou infeliz de alguém
Se menino ou menina,
Quês secretos do pai e mãe,
Se gestação, almejada, é bem-vinda…

Ao sentir, a mãe, em seu seio
O agitar da minha aparição
Três amores, eu, no centro,
Rio de afectos, vida, coração…

Ao nascer, - meu parto no hospital
Conta a mãe, - franco e sem dor,
Meus pais pousaram o olhar
Menino ou menina, sou o seu amor…

A minha infância, aroma de sorrisos
Ao ar livre como planta de jardim
Bem feliz, em fragrância de mimos
Sorrisos de amor, brindes p’ra mim…

Bela infância, a minha, rica de amor
Meus pais, alicerce do meu futuro
Origem da plenitude em mim, Senhor
A taça da trilogia do amor mútuo…

Florentino Pereira Mendes, 21/05/2022


5) O SOL E A SOMBRA

Era uma vez o Sol e a Sombra, que moravam no mesmo lugar, num lugar para além do céu.

O Sol e a Sombra sempre andavam juntos, brincavam e dormiam sempre bem agarradinhos… eram inseparáveis.
Viviam numa linda casinha, com vista para a Lua, tinham muitos amigos e brincavam com as estrelas. Mas eram diferentes e por vezes atrapalhavam-se um ao outro, de tal forma que se prejudicavam intensamente.
Todas as noites oravam e pediam a Deus para amarem o mundo com muita alegria. Sempre contavam histórias e riam juntos, “assim como irmãos gémeos”, mas não se podiam olhar. A sua lealdade era gigante, mesmo quando o seu amigo Vento os queria separar.
O sol e a Sombra eram muito felizes, mas tinham um grande desejo, verem-se um ao outro sem prejuízo do mundo.
Sempre que estavam juntos, a senhora Nuvem acompanhava-os, nem que fosse à distância.
Certo dia, pela manhã, saíram juntinhos e foram passear até à praia, conversando sobre o seu desejo. Pelo caminho repararam que a senhora Nuvem caminhava com eles. Por momentos ficaram pensativos e, ela perguntou-lhes o que andavam a fazer tão cedo por entre as areias. Eles responderam que andavam à procura do seu desejo.
A senhora nuvem sorriu e continuou o seu caminho, mas agora, à distância, mas sem os perder de vista. Desta vez, ela desviou-se com um afastamento considerável e, foi aí que o inesperado aconteceu.
Pela primeira vez, e ao fim de tantos, longos e inseparáveis dias, puderam olhar um para o outro com grande espanto.
Depois de muita risada, de muita conversa e do coração verdadeiramente aberto, finalmente tinham o seu desejo cumprido pois estavam frente-a-frente, podendo colorir o mundo de várias cores.
Agora, o Sol e a Sombra vão ficar mais perto um do outro, vão ser muito confidentes e farão o mundo mais áureo!
O Sol e a Sombra combinaram que, a partir daquele momento, quando o Sol se esquecesse que estava demasiado brilhante, a Sombra estaria sempre ao seu lado para o lembrar.
A amizade é uma flor que só cresce com amor. O amor é uma pequena semente que só brota com sinceridade.
Quando uma semente é lançada à terra, existe a esperança que ela nasça e se desenvolva. Este é o meu desejo para a vida. Mas ainda é maior a “vontade de Deus” para a nossa vida.
O amor é a asa que Deus deu à nossa alma para haver solidariedade. O amor é viver em favor do outro numa acção activa e criativa.
A amizade é semear boa semente.
O amor é a palavra sentida sem ter necessidade de encruzilhadas; é um jardim que deve florir.
A amizade é o Sol de mãos esticadas à Sombra com o olhar no arado à terra, árida de tanta secura, salpicada de incenso e de sorrisos incondicionais.

Ilda Pinto Almeida

4) O Presente mais belo

Criança,
Flor de pureza que desabrochaste
E encheste o espaço de aromas sem fim
Ao entrares no mundo com medo choraste
Mas tua ternura foi toda pra mim.

Criança,
Semente saída do coração de Deus
Presença do Eterno, luz do amanhecer
Obra inacabada projectada nos céus
Plenitude que enche todo o meu viver.

Criança,
Mistério de vida que não sei entender
Poema que eu canto em cada manhã
Maravilha perfeita, desde o conceber
No seio bendito de cada mamã.
 
Criança,
Radioso sol que o mundo iluminas
E o enches de paz, esperança e amor
Para te cantar faltam-lhe as cantigas
Só por acolher-te ele será melhor.

Criança,
Que eu amo e a quem me entreguei
Sê e faz feliz os que contigo vão
Levando prá vida quanto te ensinei
Serás tu um dia a dar-me a mão.

Criança,
Perdoa se às vezes não fui quem devia
Mesmo aquele que ama tem imperfeição
Eu rezo por ti de noite ou de dia
Ficarás pra sempre em meu coração.

Maria Lucília Teixeira Mendes– 23/06/2013

3) Criança


Um novo amanhecer!
Uma esperança
A florescer!
Raio de beleza e cor
Broto de confiança
Se regado com amor!
Rebento a despontar
Carregadinho de beleza
Um futuro a começar!
Um mistério com talento
Virá à luz com surpresa
Chegado esse momento!
A magia da promessa
Desponta a toda a pressa!
Quão importante é cuidar
P'ra bem se desenvolver
Ser feliz, capaz de amar!
Tal como flor a abrir
A candura da criança
Fascina e faz sorrir!
Como fonte que sacia
Refresca a alma! Encanta!
É o símbolo da alegria!
E é com simplicidade
Que o seu “Ser” traduz
O amor e a bondade!
Com desvelo e atenção
No carinho que seduz
O cuidar com devoção
Fará dela um bom “Ser”!
Um adulto a Crescer
Um imenso coração!
Dulce Sousa


2)




                                                                                Maria José Moura de Castro

1) Criança da minha infância



Maria José Moura de Castro


Deixe o seu voto na caixa de comentários e aguarde pela publicação (não é automático), deve deixar uma forma de contacto, para o caso de ser o premiado. Podemos retirar esse contacto antes da postagem, se assim o desejar, basta que o indique.

Aldina Cardeal, autora de "Jesus de Nazaré resgatou-me", em entrevista

 


O nome Aldina Cardeal já será conhecido de muitos leitores (os vários milhares que já leram o livro, os que já ouviram contar a história dela, os leitores habituais do blogue que vão acompanhando o sucesso da autora), mas ainda assim, a todos deverá ser comum o desejo de saber mais.
Corajosamente, em Dezembro de 2015, Aldina partilhou, sob a forma de livro, a sua extraordinária experiência. Fê-lo com o intuito altruísta de ajudar, ainda que sabendo ao que se expunha (alguns dos leitores já terão visto a autora na televisão, lido entrevistas ou lido referências à história dela noutros livros), partilhou o que achou relevante da sua história, mas salvaguardou-se - a comunicação social tem andado deserta para lhe explorar a história, nomeadamente nos programas da tarde e da manhã-  poderia bem ter feito sucesso vitimizando-se e expondo-se, mas não foi para isso que escreveu o livro e soube resistir a esse presente envenenado. Hoje, por sua voz, e com total liberdade, fala-nos da sua experiência artística como escritora, como artista plástica, como designer... O pretexto foi a publicação da 3ª edição do livro "Jesus de Nazaré resgatou-me" (a autora voltou a pegar no livro, ajeitou e deu polimento onde entendeu, e acrescentou um novo capítulo relativo às experiências que viveu após ter publicado o livro. De bónus há ainda um conjunto de fotografias.) e, finalmente, o livro ter ido para o circuito comercial! 
Aldina Cardeal, 43 anos, com a sua própria voz:

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

       Por necessidade.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Vejo-a como um meio de evangelização e missão de levar Jesus aos outros através do meu testemunho de vida.

   Sempre sonhou publicar um livro?

Nunca pensei nisso pois sempre fui mais ligada às artes, embora sempre gostei muito de ler livros. Quando fui inspirada a fazê-lo, no início achei não ser capaz. Fui pedindo a graça do Senhor e depois de começar, tudo foi fluindo naturalmente.  

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos? 

Quando saiu a primeira edição fiquei muito animada! A divulgação fez-se de um modo bem surpreendente, através de retiros católicos, grupos de oração, sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares, entre outros meios. Eu acredito que o Céu deu uma grande ajuda na divulgação do mesmo.
O testemunho é forte e genuíno e de certo modo não me admirou que muita gente se interessasse pela leitura do livro. Ao contrário do que se possa pensar, há muita gente a passar por experiências semelhantes, a procurar Deus através de caminhos errados.
O livro ilumina a muitos, a ter consciência que Jesus está vivo e que o bem e o mal existem! É uma verdade de fé! A existência do bem e do mal está bem explícito na Bíblia, no Catecismo e na herança dos santos e ensinamentos da Santa Igreja Católica.

  Tem algum projeto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Sim. Recentemente desenvolvi um novo projeto, Atelier de fé, dedicado à pintura sacra - óleos de aguarelas, imagens religiosas pintadas à mão, projetos de vitrais, desenvolvimento de pagelas, entre outros. É também um meio de divulgação do livro.
Ainda dá os primeiros passos, mas tem dado os seus frutos através das redes sociais e paróquias locais e de outras cidades. Fico muito agradecida quando algum sacerdote me pede trabalhos. Exemplo: Já tive pedidos de aguarelas para o padre de cá ofertar ao Bispo de Braga, aguarelas de Sagradas Famílias para ofertas da paróquia a famílias, aguarelas do Meninos Jesus para ofertar no Natal a benfeitores paroquiais, postais, pagelas, …
Muitas das aguarelas desenvolvidas e que ficam para exposição, ficam disponíveis em impressões de qualidade Art print acabando por ficar mais em conta. Há quem não possa ou não esteja disposto a pagar por um original. Estas impressões de arte mantêm o seu carisma único e valem apena serem replicadas para chegarem a muitas casas.
Quanto a um novo livro, tenho algumas ideias, mas ainda não concretizadas. Estas passam por um ou mais livros ilustrados, dentro dos temas religiosos.

   Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

O livro denuncia à luz da palavra de Deus, as obras das trevas e de como devemos fazer para caminharmos em segurança. Os tempos em que vivemos são bem confusos e hoje em dia aceitamos tudo com normalidade que, infelizmente acaba por ter as suas consequências. Tanto se vai à Santa Eucaristia como no dia a seguir à médium ou se pratica Yoga e Reiki como sendo tudo muito bom e compatível com a fé cristã. A maior parte dos católicos dizem-se “não praticantes” tal como eu dizia no passado e facilmente aceitam tudo o que lhe colocam à frente como bom e fruto do tempo.
Quando tive a graça de ser tocada por Deus, senti um forte apelo, à luz da palavra do Senhor, a denunciar todo o erro, descrevendo o que se passa à nossa volta e apontando o verdadeiro caminho, a verdade e a vida.
No fundo o livro é uma catequese para adultos.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

               Para mim todas as partes são muito importantes. 

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro? 

A razão principal: Tal como eu fui tocada, desejo isso para todos os irmãos em Cristo. Que lhes seja mostrada a verdade tal como a mim, e que nos possamos encontrar todos um dia na eternidade!
É uma alegria imensa quando encontro pessoas que tiveram a graça que eu tive. Ao longo destes anos fui conhecendo muitos casos de conversão, tanto pessoalmente como através das redes sociais. Quando temos um forte “toque de Deus” a nossa vida é transformada e desejamos isso para todos!
Eu também aconselho, que usem o livro muitas vezes e o sublinhem! Para além do relato do testemunho, acho muito importante os conselhos que deixo, pois apontam para o caminho da salvação, que é só um: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém pode ir até ao Pai senão por mim”. João 14,6

   Estamos a falar de um livro que já vai na terceira edição (e por edição queremos mesmo dizer “conteúdo novo”, não estamos a falar em reimpressões, até porque acredito que mesmo juntando os nossos esforços já não sabemos dizer quantas foram…) e que em menos de um ano, e completamente fora do circuito comercial, ultrapassou os 5000 exemplares vendidos. Contava com esse impacto? Incentiva-a? Assusta-a? – A Aldina sabe, mas quem está a ler esta entrevista não, é um livro altamente emprestado.

Não contava com isso de maneira alguma. Tudo se desenrolou de um modo surpreendente! Como já descrevi no início da entrevista, tive muitas portas abertas através de retiros, grupos de oração, palestras e sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares para distribuírem nas paróquias.  Tinha pessoas que me pediam aos 10 e 20 livros de cada vez para oferecerem a amigos e familiares.
No fundo é quererem a sua salvação, mas como eu costumo dizer: “o Amor não impõe nada a ninguém”. Muitos livros foram parar a boas mãos e deram frutos e alguns provavelmente não. Soube de alguns casos esporádicos de pessoas que recebiam o livro e não o conseguiam ler pois sentiam repulsa, sentiam-se ansiosas, não aceitavam o testemunho por não quererem mudar de vida, etc.  É algo que nos ultrapassa e resta-nos rezar por eles.

   Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Escrevo com muita simplicidade e de modo genuíno. Gosto de transmitir aos outros relatos reais e tudo o que me foi sendo mostrado através da minha caminhada cristã. Já vivi tantos momentos extraordinários e maravilhosos que no fundo, daria para inspirar a escrita de mais uns bons livros! Não se sabe!

   Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

Acho importante aproveitar estes meios pois são muito usados na atualidade. No caso do meu livro, as vendas online não têm tido tanto impacto. Eu também ainda não uso as redes sociais com as devidas potencialidades apresentadas. Há quem o faça de um modo excecional, como o caso dos nossos irmãos do Brasil que eu admiro imenso. Eu assisto a muitas palestras deles pelas redes sociais.
Eu ainda prefiro apresentações presenciais por se criarem mais empatias, mas os tempos que vivemos, especialmente nestes últimos dois anos não tem sido muito favoráveis.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Sim. Nestes últimos anos dedico-me a ler a Bíblia, pequenas meditações, biografias de santos, livros sobre os dons e carismas do Espírito Santo, livros sobre cura e libertação, testemunhos, entre outras edificantes leituras católicas.

  Esta pergunta é tipo “bónus”, mas a capa deste livro é muito bonita e ninguém fica indiferente à ilustração, que é sua. Fale-nos sobre esta vertente da sua vida e o modo como, mais recentemente, se tornou na sua profissão.  

Desde jovem tive sempre um gosto enorme por pintura. Hoje tenho a certeza que me desviei um pouco do caminho durante uns longos anos.
Formei-me em Design de Moda por ter os meus pais ligados à indústria têxtil. Eu fui  aceitando de que poderia não ter futuro profissional com um curso de pintura. O curso de design de moda, no fundo era um curso criativo e acabei por trabalhar nesta área mais de 10 anos.
Era boa profissional e criativa, tinha uma carreira, um bom ordenado, viajava muito, mas honestamente não me sentia feliz.
 Aos 33 anos fui “polida” pelo Senhor. A minha libertação espiritual deu-se nessa altura. Então eu muito agradecida a Deus, peguei em aguarelas que eu até então usava para desenvolver estampados na profissão de estilista, e comecei por pintar o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, os Sagrados Corações entre outros. E daí fui desenvolvendo outras imagens, e fazendo quadros, pagelas…;
Oferecia a amigos, ao Pe. Duarte, nos grupos de oração, palestras, retiros, aos sem abrigo, etc... Nos inícios da minha libertação vivi tudo com muita intensidade e força do Espírito Santo. Nessa altura percebi que era muito feliz a pintar para o Senhor. Mais tarde pedi mesmo essa graça por escrito, a Nossa Senhora de Medjugorje quando lá estive em peregrinação. (Imagem acima),

O atelier de fé só surgiu em 2021 com o objetivo de levar Jesus a todos através da arte.
Só passados 10 anos, depois de muitos obstáculos e luta interior, decidi fazer algo mais “à seria” com a ajuda do Céu. Tenho ainda muito caminho pela frente, mas sou muito feliz, mesmo perante as limitações e desafios que implica um projeto pessoal.
Tenho pedido a Deus que me envie leigos e sacerdotes, para me ajudar no desenvolvimento deste nobre projeto.  

Deus a todos abençoe abundantemente.

 Pode saber mais sobre o trabalho de Aldina Cardeal em:

https://atelierdefe.wixsite.com/atelierdfe
https://www.youtube.com/watch?v=69ACXIyAI6g&t=7s

Contactá-la em:
aldina.cardeal@gmail.com


Jesus de Nazaré resgatou-me, 3ª edição; Aldina Cardeal
134 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2022 (Maio) PVP: 8€

Relato biográfico da experiência da autora com o oculto e a luta para se libertar, o que só sucedeu após 3 exorcismos. Nesta 3ª edição, com mais um capítulo, a autora relata algumas das experiências que viveu após a publicação do livro. – Prefácio do Pe. Duarte Sousa Lara. -

Livro disponível nas principais lojas online nacionais e internacionais.