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quarta-feira, 1 de abril de 2026
terça-feira, 31 de março de 2026
Ilda Pinto Almeida, autora de "Fé sem fronteiras...", em entrevista
Já dispensa apresentações a Ilda Pinto Almeida, aparece por aqui a apresentar os seus novos trabalhos duas a três vezes ao ano. Só precisamos mesmo de saber, a cada entrevista, qual é o género literário e a que público (ou público) se destina o novo trabalho.É a entrevista de 2024 onde a
propósito da participação na colectânea: “Heróis e heroínas da Bíblia” dizia: «Tenho
um trabalho feito e na gaveta desde dois mil vinte. Em dois mil e vinte um,
estes contos, foram publicados em pequenos boletins que chegaram ao Brasil e a
Moçambique e distribuídos por algumas crianças e adultos nos Estados Unidos
gratuitamente. Agora tenho a vontade de ver estes textos publicados em livro.
Quem sabe alguém leia esta entrevista e esteja disponível para uma parceria na
área da ilustração, ou então quem queira patrocinar na aquisição de exemplares.»
Qual é a sensação que tem ao ver, finalmente,
este livro nas mãos? Valeu a pena a espera? Conseguiu uma ilustradora. E quanto
a mecenas?
Sinto uma sensação de dever cumprido e agradecida pelo trabalho final. Como escreveu o nosso poeta Fernando Pessoa “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Neste caso valeu a pena: a espera, os contratempos, os nãos, as desconfianças e até as censuras que vou encontrando ao proceder ao knock knock das portas. Tive a graça de encontrar a ilustradora Julieta, que confesso, desde o momento em que com ela falei ter sentido que Deus estava neste negócio. Dou graças a Deus pela sua vida e pelo seu contributo e empenho em realizar com sucesso estas pequenas e simples ilustrações. Depois vieram os mecenas! Bati em várias portas onde pensava encontrar parceiros naturais, recebi elogios e promessas, mas intenções vazias. No entanto, em um momento de celebração, encontrei em pessoas comuns, durante uma conversa informal, o apoio genuíno que tanto esperei. A fé permanece viva. Feliz é aquele que se doa com alegria, sem hesitar, motivado pelo desejo de contribuir e fazer a diferença.
Fale-nos um pouco sobre este livro,
começando, talvez, pelo projecto inicial, ainda em boletins.
Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler estes seus contos? O que acha mais apelativo neles?
Porque temos que indicar um público para
cada livro, escolhemos o público infantojuvenil, contudo, suponho, não há um
limite de idades para esta leitura?
Não sei se já o referiu, mas estando o
mundo num estado tão, incompreensivelmente, bélico, olhando para estes contos,
nomeadamente para os segmentos bíblicos, para além da moralidade que já
apresentou no livro, não lhe parece que, sem necessidade, temos a História a
repetir-se? Que talvez falte a literatura, o conhecimento, para que não se
continuem a repetir os mesmos erros? – Sabemos que a motivação dos “senhores da
guerra” é interesseira, monetária, pelo poder; mas quem os segue, muitas vezes,
motiva-se, apenas, na ignorância e no preconceito. - Seja para enaltecer os heróis, seja para
condenar os vilões, não lhe parece que a Bíblia, em particular o Antigo
Testamento com tanto em comum para Cristãos, Judeus e Muçulmanos (e todas as
religiões e credos derivados delas), deveria ser visto como cultura geral e não
somente como cultura religiosa? Afinal continuamos a falar “David contra
Golias”, da “justiça salomónica”, etc. no nosso dia-a-dia, mas já com o risco
de as pessoas saberem quando aplicar as expressões, mas não necessariamente
situarem os episódios e a respectiva fonte.
Este livro vem com uma novidade: link e QR
code (aquela coisa que parece uma mancha cheia de pontinhos) para aceder a uma
galeria de imagens (e voltamos à introdução desta entrevista). Fale-nos sobre o
que se pode ver nessa galeria e sobre a possibilidade de ela se continuar a
alargar.
Finalmente, a data oficial de lançamento
deste livro é, muito apropriadamente, o dia de Páscoa. Nutre alguma esperança
que no dia em que nos debruçamos sobre o ressuscitar, o voltar à vida, o
renascer – e já em plena Primavera – que o livro possa ser veículo para esperança,
compreensão e aceitação e assim, um leitor de cada vez, vá pavimentando um
caminho para uma vida mais em paz?
Essa é a minha esperança. Não duvido do que Deus pode fazer. Jesus na sua morte e Ressurreição nos chama para ser o sal da terra e a luz do mundo. Para se ser missionário não é preciso sair fisicamente da nossa rua. Os livros são viajantes que conhecem povos e deixam sementes. Viajam por lugares impensáveis transportando pensamentos, verdades que abraçam corações. Quero expressar a minha profunda gratidão a todos que possibilitaram a realização deste projeto. Um projeto que nasceu com muita dedicação e da solidariedade de quatro pessoas que desejaram semear literatura para as novas gerações nas escolas, bibliotecas e instituições dispostas a receber obras inspiradas na amizade, na gratidão e na busca por uma melhor aprendizagem de valores, que por si conduzem ao sucesso de um futuro mais sensível. Neste Dia de Páscoa, celebração, onde o amor é o caminho para a humanidade, que a serenidade destes textos inspire a arte da amizade e renove a nossa conexão com Deus. Como dizia Charles Spurgeon: “Só os tolos acreditam que a política e a religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar".
Pode ir acompanhando o percurso dela nas redes sociais:
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https://www.facebook.com/share/p/1GVkexjYC5/?mibextid=wwXIfr
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Livro disponível na loja online da Tecto de Nuvens e nas principais plataformas nacionais e internacionais.
domingo, 22 de março de 2026
Novo livro de Ilda Pinto Almeida - "Fé sem fronteiras..." - com promoção solidária
No próximo dia 5 de Abril celebra-se a Páscoa, e este ano para além de amêndoas e ovos e demais doçarias, temos como prenda o novo livro de Ilda Pinto Almeida:
Até às 23h59 minutos do dia 4 de Abril de 2026 pode adquirir o livro com 25% de desconto.
Livros e solidariedade: uma excelente forma de celebrar a Páscoa! Leia e ofereça!
90 páginas; capa mole; Tecto de Nuvens, 2026 (Abril), PVP: 15€
Com uma linguagem simples e acessível, “Fé Sem Fronteiras” apresenta personagens bíblicas de uma forma contemporânea e cativa, mostrando como os valores bíblicos podem ser aplicados no dia a dia. É um livro que visa promover a cultura, cidadania e a compreensão, ajudando as crianças a se tornarem cidadãs mais capazes e compassivas.”
Ilustrações a cores por Julieta.
Encomendas para o email loja@tecto-de-nuvens.pt. Às encomendas recebidas do dia 2 até ao final do 4 (ainda dentro das promoções) e as feitas no dia 6, daremos seguimento a partir do dia 7 de Abril, 2026.
terça-feira, 17 de março de 2026
Novo livro em pré-lançamento: "Poemas do Bô Maia"
106 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens 2026 (Março) PVP: 12€
Até às 23h59 minutos do dia 18 de Março:
25% de desconto na compra deste livro.
Possibilidade de portes grátis* na compra deste livro e de mais um ou mais livros do folheto de Poesia. (os preços promocionais dos livros do folheto mantém-se, apenas o novo livro terá um desconto superior).
*Apenas em Portugal Continental.
Não perca a oportunidade de ler e oferecer poesia.
sexta-feira, 13 de março de 2026
Vaidosicezinhas XXIII
Ilda Pinto Almeida vai aparecendo por este blogue tanto na sua vertente como autora como na vertente artista plástica.
Mais uma vez o seu talento valeu-lhe o convite para uma importante exposição: "Entre la memoria y el legado: Mujeres del Ecuador".
"Entre as heroínas retratadas estão
Matilde Hidalgo, uma pioneira na educação e a primeira mulher a votar no
Equador; Dolores Cacuano, uma líder indígena e uma defensora dos direitos
sociais; e Ana Peralta que criou um dos primeiros movimentos feministas no Ecuador,
lutando pelos direitos das mulheres."
![]() |
| O trabalho de Ilda Pinto Almeida |
E o merecido reconhecimento pela participação:
domingo, 8 de março de 2026
Desafios de autores para autores: Março - Dia da Poesia
Os desafios de Poesia têm, desde já, a recepção aberta com o prazo a terminar ao final do dia 20, sexta-feira. Estarão online no dia 21 de Março, data em que as votações abrirão (serão encerradas a 15 de Abril, 2026).
(14) Águas serenas*
Águas serenas, vai o rio a fluir
Entre as árvores nuas, há um sussurro de ar
Uma ponte liga sonhos distantes
Sob céus de nuvens brancas e errantes
Folhas novas brotam, verde esperança,
No horizonte, a natureza faz a sua dança
O silêncio do rio não reflete o mundo
Um convite ao devaneio profundo
Nessa paisagem, quase que a preto e branco se encontra
Um collage de alma, poesia sem outra
Ilda Pinto Almeida *(Tão serenas que o email com a participação se perdeu...)
(13) nas trincheiras da esperança
abraçados às marés,(14) Águas serenas*
Entre as árvores nuas, há um sussurro de ar
Uma ponte liga sonhos distantes
Sob céus de nuvens brancas e errantes
Folhas novas brotam, verde esperança,
No horizonte, a natureza faz a sua dança
O silêncio do rio não reflete o mundo
Um convite ao devaneio profundo
libertos nas areias dos mares,
estamos nas trincheiras da esperança,
olhar noturno de quem
quer lua, mas com a terra,
se não tivermos a terra,
para que queremos a lua.
vampiros avançam pelos campos
e o trigo não floresce,
nem o milho reluz,
porque as espigas são correntes de água,
que desaguam nos ribeiros.
a esperança dourada, são violas de arco-íris,
semeando a vontade,
forjando as harpas de canções de poesia.
(12) Adeus Salva Almas
![]() |
| José de Almeida, o Salva Almas (esquerda) |
Ouvir um músico de rua e bater-lhe palmas
Parar numa esplanada e beber até me saciar.
Ao invés vivo numa correria e cheio de perigos
Com um ruído de fundo que só me causa traumas
Deito-me sem ter tempo para visitar os meus amigos
Acordo e dizem-me que morreu o Salva Almas.
Cai-me uma lágrima porque dele não me despedi
E sentindo um aperto enorme no coração
Sinto-me triste e pesaroso pelo que não vivi
Tudo porque ainda não aprendi a dizer que não.
Aníbal Seraphim
(11) O cantar do Emigrante
Por sobre a seara a ondular;
E eu cá em terra distante,
Ao meu Alentejo quisera voltar.
Chora o meu coração, menina,
Da lonjura amargurado,
De não mais teus olhos ver, trigueirinha,
De te não ter a meu lado.
Que à tua mão busca o sustento,
Que o teu amor em terra estrangeira
Buscando o nosso cante no vento.
Abala, ó vento, pelas serranias,
Vê não te atardes no mar;
Leva-lhe em lindas melodias
As lágrimas do meu cantar.
Traz-me o cheiro das suas tranças
P’ra me eu lembrar cá por estas Franças
Das nossas ternas madrugadas.
Ó minha aldeia caiada,
Com todo o estio por diante,
Não queiras ser como a cidade,
Onde nem o melro sabe o cante.
Não se me canse a alma de viver;
Que a trigueirinha à minha espera
Ao Alentejo me vai prender.
Ana Ferreira da Silva
(10) é preciso dizer não
que matam dia a dia,
é preciso dizer não.
lançando bombas sobre o sol,
é preciso dizer não.
e os drones da mesquinhez do dinheiro,
é preciso dizer não.
dos senhores que fazem a guerra,
é preciso dizer não.
e da mentira fazem azes,
é preciso dizer não.
perante os domadores das ciências,
é preciso dizer não.
de quem não se vende,
nem se atraiçoa,
o vento sopra sempre, como queremos.
(9) poema no dia da poesia
mas se o fosse,
derramaria sobre os nossos braços
a sua propositura,
os lamaçais sucumbiriam,
aos raios,
dos relâmpagos presos por fitas,
(sim por fitas),
e deles sairiam estrelas,
perfumando o odor das pétalas,
ai, ai, primavera, quem te dera ser poema,
o inverno jamais veria a sua perturbação.
(8) TROVA de te buscar
Despontava a Primavera;
Anelando por teu amor,
Por longes caminhos viera.
Das ondas de oiro da seara,
Por assim ofertar a ti
Sangue que o coração chorara.
Livres, pelas fragas cantando;
Por mui rudes trilhos penei,
Sol e as estrelas me guiando.
Ficou-se-me a fímbria nas giestas
Do vestido, e nas alturas,
Sinos perdi pelas florestas.
A alma rende de tantas luas;
Resta agora o coração
Se me vierem feras cruas.
Ameias perdidas na bruma;
Sei que me esperas, pois sou
De ti amada, que outra nenhuma.
Deste anelo de te amar,
Cativos de suave encanto
No jardim de Aziza ao luar.
(7) A Despedida
- E por que partes, se tanto te quero?
Que responder, amigo, às aves do céu,
Tua voz recordo na canção das fontes,
Nossos caminhos por agrestes montes,
Nas pedras sangrentas de cada estrada.
Mas não há partida sem dor, amigo;
Pudesse, e de ti não me apartaria...
Em sonhos buscarei tua companhia...
Sonha tu comigo, como eu contigo!
(6) O Silêncio num Mundo que Não Se Cala
o silêncio tornou-se raro.
com distância,
com ausência.
Mas o silêncio
nunca foi falta.
Há silêncios que curam.
Silêncios que amparam
sem exigir explicações.
ao lado da dor
quando as palavras
já não sabem o caminho.
Vivemos cercados de ruído:
vozes, pressa,
respostas antes da escuta,
frases ditas
só para não deixar espaço.
é no silêncio
que o coração respira melhor.
É nele que a verdade
É nele que o olhar
reaprende a ver.
É nele que a palavra
Talvez o verdadeiro valor do silêncio
esteja precisamente aí:
no meio de tanto barulho,
(5) O SORRISO
O sorriso é sol de manhã
Clareia o coração.
É ponte leve e humana,
Nascida da emoção.
Cabe num gesto pequeno,
mas muda o dia inteiro.
É flor nascendo serena
no rosto de um companheiro.
Sorrir é dar sem cobrar,
é acender sem gastar luz —
um simples jeito de amar,
que o próprio amor conduz.
Maria Teresa Portal Oliveira
(4) as mulheres no caminho da paz 
quantas crianças, quantos homens, quantas mulheres,
figuram na lista dos mortos,
pela força das armas,
lançadas sem razão,
(mesmo que razão houvesse).
os ribeiros não sabem das margens,
e os rios não são de paz.
talvez os únicos que ainda lutam,
sem carabinas, nem aviões,
nem os drones vorazes,
(novo negócio mercantilista)
que trucidam quem os lê,
mas não conseguem destruir a luta das mulheres.
afeganistão, ou irão, ou israel, ou ucrânia,
ou mesmo estados unidos da américa,
com a sua veracidade de comando.
não conseguem tapar os brilhos nos olhos da mulher,
lutando por si, pelos outros, pela paz,
elas são o caminho da paz.
(3) e as mulheres igreja 
ajoelham-se, oram,cantam,
algumas embrulhadas em saco,
mas são força e luz da luz,
numa masmorra sem brilho.
estas mulheres são exploradas,
no seu ser,
e entendimento.
forçadas a não terem palavra,
são areia molhada pela água dos mares,
acolhem o coração, e ensinam a amar,
mas destruídas.
abençoadas, pelos gestos,
na comunhão dos dias,
são afastadas rudemente,
porque possuem verdade.
não querem ser líderes,
nem hierarcas,
mas servir, na comunidade,
por isso brilham como o Sol,
e são Lua noturna.
são o evangelho feito azeite,
e oliveiras com sal,
se lhes dessem a palavra,
seriam golfinhos,
a nadar de Palavra.
(2) às mulheres sem nome e rosto 
as carquejeiras,que montavam sobre o seu corpo,
o carvão, desde o rio douro,
às fontaínhas,
numa íngreme calçada, apalpadas,
no seu corpo feminino,
pelo Porto fora,
distribuindo aos senhores
da terra,
o aquecimento,
pela noitinha em segredo,
era o jantar, deitar os meninos,
ou as leiteiras,
ou as padeiras,
ou as peixeiras,
não sentiam o que era a noite,
de dia vendiam o leite, o pão e o peixe,
às senhoras clientes,
o poema não consegue contar,
o sacrifício das suas vidas,
onde as amendoeiras não davam flores,
os cravos não floriam,
os moinhos não moíam,
as uvas o vinho tinto.
mas sente o oito de março,
nas greves e nas mortes do quotidiano,
o sabor da pólvora que fere,
de morte das suas vidas.
(1) MULHER 
Chorei risos embrulhados em lágrimas,
lancei gemidos afogados no silêncio,
atirei ais às partes ignotas do vento.
Amarfanhei a alma no verde da paisagem
e esperei por um riso — miragem breve —,
um sorriso que surgisse de passagem
e ecoasse o meu amor
nos penedos e rochedos do teu mar.
Aspirei a mudez da tua boca,
que não soltou um sopro,
e emudeceu de vez o meu coração.
Ah! Alma da minha existência,
clarão na minha sombra,
ouvi dos teus passos a cadência —
mas recusaste dar-me sentido,
e deixaste-me na solidão.
domingo, 1 de março de 2026
Desafios de autores para autores: Março e Abril 2026
Os poemas são de tema e estilo livre. Os poemas devem chegar-nos até às 20 horas do dia 20 de Março, que é para termos tempo de os organizar no blogue.
Até 15 de Abril de 2026, quem visitar o blogue (Notícias das Nuvens) poderá votar no poema favorito. – Não há limites para as votações, que serão feitas no próprio blogue, nos comentários. (Lembramos que nos nossos blogues os comentários são monitorizados – para evitar spam, vírus e pessoas desocupadas… - pelo que só depois de aprovados os comentários é que eles ficam visíveis no blogue. Também terão que ser devidamente autenticados.). Os autores podem fornecer links para o blogue aos seus contactos e nas suas redes sociais.
Dia Mundial do Livro











