Mais e um dia e mais uma vaidosicezinha...
Volta Ilda Pinto Almeida, na sua vertente de artista plástica e com um apelo de uma figura bem conhecida:
https://peoplesartist.org/2026/ilda-almeida
Mais e um dia e mais uma vaidosicezinha...
Volta Ilda Pinto Almeida, na sua vertente de artista plástica e com um apelo de uma figura bem conhecida:
https://peoplesartist.org/2026/ilda-almeida
Hoje, 21 de Maio, 2026, o canal Euronews deu-lhe o merecido destaque:
O vídeo pode demorar um pouco a carregar, mas dá-vos tempo de ler toda a informação escrita contida na página.
E fica o apelo, se não se inscreveu antes, aqui está uma boa oportunidade para o fazer.
Ficam os links das postagens originais:
https://tectonuvens.blogspot.com/2024/02/vaidosicezinhas-xvii.html
https://tectonuvens.blogspot.com/2024/02/ainda-proposito-das-vaidosicezinhas-xvii.html
E se ficou com curiosidade sobre o livro que a Maria estava a ler, pode saber mais informações aqui.
Este seu
novo livro é, literalmente, uma prenda da “avó Nina” para o seu neto. É, pois,
da mais elementar justiça, perguntar se ele gostou. E também saber, porque aqui
não é ofensa, se ele adormeceu ao ouvir esta história/poesia do Soninho. Como
foi?
Foi uma experiência
inesquecível e que recomendo intensamente: escrever para nossos filhos ou netos
é a prenda mais personalizada que podemos oferecer. Curiosamente parece à
partida ser mais fácil, pois escrevemos para quem conhecemos melhor; sabemos de
que personagens e pressupomos o efeito que terão neles. Neste caso, o objetivo
era que ele adormecesse, mas o livro «O Nascer do Soninho» revelou-se um
desafio fascinante. Mal o viu, sentou-se no meu colo em silêncio. Interrompia
apenas com o seu: “blá-blá”. Quando terminei, em vez de fechar os olhos, ele
tirou-me o livro das mãos para o ver de perto, “dialogando” com as páginas.
Depois, entregou-mo e encostou-se de novo, à espera… percebi que queria a
repetição. Li e reli acompanhando com gestos que o texto sugeria, e ele
divertia-se a imitar, levantando o dedo para o céu. À terceira ou quarta
leitura, ao perceber o final, ele fechou o livro com as suas mãos branquinhas e
deu um beijinho na contracapa. Quando o deitei, pela primeira vez não reclamou.
A magia do “Soninho” aconteceu: primeiro encantou-o, depois sossegou-o.
Adormeceu e não acordou a noite toda!
Aborda uma
questão muito dominante na sociedade contemporânea (as anteriores também
dormiam, naturalmente, mas mais vulcão, menos besta, mais guerra, menos
tempestade, pareciam ter a arte dominada): o sono. A importância do sono, a
ciência do sono, o ritual do sono… E, como em tudo, é de pequeno que se começa.
E esta introdução serve para também para referir o elefante no meio da sala: é
um pequenino livro e custa 25€. Contudo… Qual o preço de uma boa noite de sono
para o bebé e para os pais? Quanto custa o “gadget” com que se entretêm as
crianças enquanto se lhe queimam os neurónios ainda em formação (há cada vez
mais, e mais assustadores estudos sobre o assunto)? Eu vou deixar que seja a
Nina a começar por apresentar os aspectos tridimensionais do livro (da
facilidade de transporte à durabilidade do material) e depois falar de todo o
conceito para este livro.
Tocamos
aqui num ponto essencial: o bem-estar da criança não tem preço. Tal como
escolhemos o carrinho de bebé mais seguro, investir num livro é uma forma de
cuidado.
Em
Portugal, a “mãe do sono”, é a nossa querida Prof. Dra. Teresa Paiva, médica
neurologista que tanto contribuiu connosco para valorizar o sono como pilar do
sucesso escolar. Ela empenhou-se energeticamente no projeto SOBE+, uma
iniciativa conjunta da RBE, PNL e DGS que hoje integra a “Higiene do sono”. O
sono não é mero descanso; é quando o cérebro “se arruma”.
Pude
observar o meu neto, que fala inglês, enquanto dormia, dizer: “céuuuu” (palavra
que apreendeu no livro).
Sobre
o preço de venda do livro «O Nascer do Soninho», pergunto: Porque é a cultura
um artigo de luxo em Portugal? Porque não se percebe que ler dá saúde? O preço
de uma má noite de sono é o stress parental. O preço deste livro é o
investimento na paz familiar e na saúde neurológica. Ao contrário do “queimar
dos neurónios” dos ecrãs (Lissak) que inibe a melatonina, este livro oferece
“Atenção partilhada” (Michael Tomasello) o motor da linguagem e da empatia.
O
conceito é como lavar os dentes: lê-se este livro antes da sesta ou da noite,
criando um ritual onde o ritmo da poesia acalma o sistema nervoso e o contato
físico reduz o cortisol.
Não querendo
impor a resposta anterior, nem pressupondo em demasia o que possa ter
respondido, deixo como pergunta complementar: o livro é uma excelente prenda?
Se 2 ou 3 pessoas se juntarem para a oferecer, rapidamente se verá para lá do
tamanho do livro ou de ser uma coisa só vs um monte de coisas?
Posso
ilustrar com uma situação recente: num baby shower, ofereci o livro «O Nascer
do Soninho» e a mãe disse-me: “Obrigada, foste a única a pensar no meu bebé.”
Ela explicou que recebeu fraldas e roupa - que dão conforto, é certo – mas
raramente algo para o fazer feliz.
O
conceito de “slow parenting” defende que a criança precisa menos “coisas” e
mais momentos. Oferecer este livro é dizer aos pais: “Nós valorizamos o tempo
de qualidade da vossa família”. É oferecer um património emocional.
Pode parecer
ironia, mas na verdade, é a genialidade dele: é também um excelente livro para
quando o bebé está acordado e pode ainda acompanhar a criança uns bons anos e
servir para aprender a ler. No entanto, se para pessoas com mais de 40 anos que
ainda mantém vários livros e alguns brinquedos da sua infância (que se
revisitam com gosto e que apesar de bem manuseados, claramente foram estimados
por serem favoritos), pessoas mais novas parecem ter perdido por completo a
ligação, ou talvez nunca a tenham tido. Enquanto autora, mãe e avó, tem uma
teoria sobre isso? (Mais do que a editora, a cidadã que faz as perguntas, nunca
percebeu o conceito “livro lido é livro despachado” e similares. Ler e reler
faz parte do prazer da leitura, não é sinal de falta de originalidade ou de
falta de meios. Nem ter montanhas de coisas é necessariamente uma coisa boa se
a única coisa que fomenta é o desprendimento.)
Um livro não se gasta, ganha histórias (do livro, do texto, do leitor e
de todos que influencia). Na psicologia do objeto transicional, o livro físico
é uma ponte que cria o sentimento de continuidade do “eu”.
Infelizmente,
a cultura do “livro lido é livro despachado” é típico desta era de “fast (food)
and easy reading”, mas o termo “despachado” também se acentuou com a forçada
imposição de “despachar matéria” de uma “old- school” que impôs obras como
obrigação de leitura e, por vezes, até como ferramenta de gramática sem dar tempo
para a reflexão-crítica. Isso tira o prazer de ler! Se não dermos liberdade de
escolha e tempo para refletir, como evitaremos o desprendimento? Este livro «O
Nascer do Soninho» nunca será um brinquedo descartável; ele é um companheiro de
viagem que cheira a memórias, mas que olha para o futuro abrindo-nos portas
para novas posturas perante a leitura.
Ilustrou
esta história. Gostou? É experiência para repetir? Quais os objectivos na
escolha deste estilo de desenho e na paleta de cores?
Foi
um reencontro maravilhoso com as formas e as cores. A literatura e a pedagogia
sempre foram as minhas paixões, e a arte surgiu como algo inerente aos livros;
a criatividade une tudo. Houve uma altura em que estudei várias técnicas -
óleo, pastel, porcelana…- pois sempre adorei aprender. No entanto, há uns anos,
parti a mão direita e acabei por deixar os pincéis.
Para
este livro «O Nascer do Soninho», senti que a ilustração exigia um conhecimento
de psicopedagogia que nem sempre é fácil para um ilustrador sem
prática pedagógica. Por isso, não tive alternativa: tive de ser eu a ilustrar.
E se fiquei com o “bichinho”? Fiquei,
sim! Já tenho outro ilustrado à espera do momento oportuno. Para quem ama
escrever, nunca há impossíveis.
E para o
caso de ainda não estar claro ou de alguém ter começado a ler esta entrevista
por esta pergunta (eu não julgo, sempre li as revistas da página final para a
inicial.) … Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler/comprar
o seu livro? O que acha mais apelativo nele?
Para
resumir, destacaria três razões para se adquirir o livro «O Nascer do Soninho»:
a)
Investimento em saúde e harmonia: É uma ferramenta de regulação emocional e de
higiene do sono. Investir neste livro é investir numa noite tranquila para toda
a família.
b)
Alfabetização do afeto: Educa para o amor antes de se saber ler as palavras. O
livro foi desenhado para o colo, incentivando o bebé a ser um participante
ativo que aponta e palreia.
c)
Um património para a vida: Foi pensado para crescer com a criança – do indutor
de sono à leitura autónoma. O seu maior mérito é ter nascido de uma necessidade
real e ter sido testado com amor. É um livro que não se despacha; guarda-se
para sempre.
A menos que
o neto a tenha despedido como autora favorita, imagino que vá haver mais
prendas como esta. A temática dos livros vai crescer com o seu neto?
O
meu neto é um corredor incorrigível e um construtor nato, mas quando vê um
livro, larga tudo. Senta-se em silêncio a apreciar página a página. Com menos
de dois anos, já seleciona os favoritos e traz-nos por ordem de preferência!
Tornou-se o meu maior educador.
Nas
viagens longas entre o Norte de Inglaterra e Londres, ele mostra-me os
pormenores das páginas como se fosse “gente crescida”. Com ele, reaprendo a ver
o mundo. Escrever para ele é um desafio enorme; as crianças são o público mais
exigente e perfeccionista que existe. Ser apenas “boa” não basta; elas merecem o
nosso melhor.
Finalmente.
É uma pessoa viajada, dividindo o seu tempo entre Portugal e outros países.
Vendo o mundo, mais uma vez, às cabeçadas, pergunto-lhe se acha que faltaram a
estas personagens que nos arrastam para o caos umas boas histórias
lidas/contadas/escritas por uma avó? Podemos fazer da literatura uma espécie de
profilaxia para garantir uma paz futura?
Adorei
esta pergunta. Ao viajar, percebemos as diferenças culturais no que toca ao
lado humano. E tenho de elogiar que o país que destaco é Inglaterra. Nos outros
países não se vê esta ligação forte à leitura como lá, a leitura está
intrínseca à sua forma de estar. A sua visão alarga-se não só às espetaculares
bibliotecas em que se pode almoçar a ler um livro e num andar ver uma exposição
de um autor e noutro andar comprar uma lembrança da biblioteca, é também porque
nos pequenos lugarejos há uma cultura de leitura que se presencia empolgante. Acompanho
o seu trabalho exemplar de promoção da leitura: é comum ver pais vindos do
trabalho, ainda com a roupa suja, sentados na alcatifa da biblioteca com os
filhos, lendo em harmonia. É um ritual que atravessa todos os estratos sociais.
O livro é a ponte que
constrói o afeto. Se esse carinho partilhado falha no berço, a criança cresce
com uma lacuna emocional. Quem não sabe amar, gera conflitos; e os grandes
conflitos nascem desse vazio de empatia. Quando partilhamos um livro, a criança
sente: “Eu tenho valor, alguém cuida de mim”. Sem esse “alfabeto do afeto”, é
difícil escrever a paz ou conhecer a gramática da compaixão. Cada vez que uma
criança adormece tranquila com uma história, estamos apacificar o futuro.
Adultos que foram preenchidos pelo carinho de uma página não sentirão
necessidade de destruir o mundo para serem vistos. A paz começa no colo.
Pode obter mais informações sobre o livro aqui.
Pode ler ou reler as outras entrevistas da autora aqui, aqui, aqui e aqui.
E cá está mais um clássico dos Desafios…
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Imagem da autoria de Bicanski design |
Desafio Infância. Em prosa, em verso, em foto, numa frase, como entenderem. Pode ser uma memória própria, uma ficção, pode ser sobre a vossa infância ou um trabalho dirigido às crianças de hoje, a única condição é que comece por: "Ser criança é..."
Conte-nos como e porquê começou a escrever,
por paixão ou por necessidade?
Comecei a escrever por paixão, embora no contexto de uma alteração na minha vida profissional. Surgiu-me a ideia de voltar a escrever por um mero acaso e imediatamente ocorreu-me uma história infantil que desenvolvi até dar origem a “O Menino Cor de Aleixo”. Gostei tanto que não parei mais de escrever.
Qual o papel que a escrita ocupa na sua
vida?
Neste momento, tem um papel fundamental. Tento escrever todos os dias, preciso de escrever todos os dias. É de onde retiro o prazer que me vai alimentando a alma e que me tem ajudado a ultrapassar momentos menos positivos da minha vida. É a rotina que me satisfaz e me completa.
Sempre sonhou publicar um livro?
Não propriamente.
Enquanto fotógrafo (atividade que desempenhei toda a minha vida profissional),
sempre desejei publicar algo, como uma compilação dos meus melhores trabalhos
ou sobre temas específicos que às vezes me ocorriam, mas tal nunca sucedeu. Em termos
de romance ou conto, confesso que foi algo em que nunca pensei seriamente.
Agora, não me sai da cabeça.
Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o
seu livro nas mãos?
É uma sensação ótima
pois tenho um carinho muito grande pelo “Aleixo”, por ter sido o meu primeiro
conto e porque acho sinceramente que é uma história que precisava de ser
partilhada. Penso que contém alguns valores esquecidos que convêm ser
recordados até à exaustão. O mundo atual bem precisa de volta a acreditar em
certos conceitos.
Tem algum projecto a ser desenvolvido,
actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de
escrever?
Sim, como disse
anteriormente, não consigo parar de escrever. Tenho várias outros contos
infantis prontos e dois romances. Isto em muito pouco tempo. Gostava muito de
continuar a publicar livros, luto diariamente para que isso aconteça e é o meu
grande objetivo do momento. Mas, infelizmente, nenhum está ainda na calha. A
vontade de publicar e de estabelecer uma carreira na literatura não parece ser
tarefa fácil na atualidade.
Fale-nos um pouco sobre o seu livro.
É um livro sobre um menino que é infeliz por não ter amigos e que luta pelo seu lugar. Como acontece com tantos, é vítima de bullying e tenta adaptar-se para ser aceite. Só que, quanto mais tenta, parece ficar ainda pior. Acaba por ter de pedir ajuda externa (personificada na fada madrinha) pensando que só um milagre o poderá ajudar.
Como quer ser diferente deseja mudar para uma cor que o destaque perante os outros, uma cor que ainda não exista. Só que as coisas se tornaram mais difíceis do que ele imaginara.Ao longo da história vai aprendendo que a força para a mudança terá de advir do seu interior e que a sua aceitação pelos demais dependerá de ele se sentir bem consigo próprio. Julgo que é uma mensagem bonita e importante numa época de desafios tão grandes à personalidade das crianças. Tento incutir alguns princípios de bondade e amizade que nunca são demais recordar.
Existe alguma parte do livro, em
particular, que goste mais. Porquê?
O final, julgo que tem alguma grandiosidade poética. Se consegui passar devidamente as emoções, acredito que mexerá com os leitores. Mas deixo a cargo deles a comprovação desse facto.
Indique as razões pelas quais aconselharia
as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?
É uma história séria,
mas contada com humor e ligeireza. Foca-se em assunto importantes, e até
dramáticos, sem nunca se tornar demasiado triste pois é sempre acompanhada pela
luz da esperança. Tem uma linguagem acessível, mas não infantilizada, que acho adequada
para serem os próprios leitores, qualquer que seja a idade, a encontrarem as
respostas para os assuntos que levanta nas suas próprias mentes.
Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo
de mensagem gosta de passar no que escreve?
É tudo muito variado.
Gosto de me desafiar a escrever sobre todos os temas e nas formas mais
variadas: quer seja para crianças ou para adultos. Foco assuntos sérios, outros
simples, porém sempre com muita intensidade. Escrevo com uma boa dose de humor
misturada com uma forte carga sentimental, transmitindo muita ‘alma’. A existir
um fio condutor entre a diversidade de temas que escrevo, talvez seja o de um
alerta para os vários perigos do presente – que já estava presente no “Aleixo”.
Não sou um crítico da sociedade atual, simplesmente gosto de expor os seus
perigos, tentando, de alguma forma, apresentar possíveis soluções. Se é que
isso é possível.
Qual o papel das redes sociais na vida e na
divulgação da obra de um autor? E na sua?
Acredito que seja fundamental para os grandes autores. Já tive o privilégio de falar com alguns e todos eles admitem que não é fácil propor um conceito a uma editora sem demonstrar forte presença nas redes sociais. Mas na pequenez do meu mundo, uso-as de forma modesta. Comecei há muito pouco e estão ainda numa fase inicial de divulgação. Terão que evoluir, tal qual a minha escrita e a minha obra.
Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Não tenho hábitos de leitura muito enraizados. Tento fazê-lo sempre que posso, mas depende muito das fases e da disponibilidade mental. Há alturas em que leio um livro em poucos dias, outras demora semanas. E nem sempre a ‘culpa’ é do autor.
Obviamente que desde que comecei a escrever com maior frequência tento ler o mais possível. É fundamental sentir a liberdade e a criatividade dos outros para desbloquearmos a nossa.
"Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...
Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.
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