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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Vaidosicezinhas XXV

Mais e um dia e mais uma vaidosicezinha...

Volta Ilda Pinto Almeida, na sua vertente de artista plástica e com um apelo de uma figura bem conhecida: 

Johnny Depp, actor, realizador, músico, pintor, fotógrafo... apresenta este prémio que para além de um valor monetário traz muita exposição ao premiado: revistas, exposição, etc. Os artistas escolhidos estão agora a ser votados pelo público. 
A Ilda já chegou ao top 20 e agora passou para o top 15... 
O prémio é gerido pela



The Art of Elysium usa a criatividade como catalisador para a cura e a conexão. Desde 1997, a organização tem empoderado artistas e comunidades por meio de programas artísticos personalizados, projetados para ajudar as pessoas a superar desafios sociais e emocionais.

E já só falta o principal:

https://www.facebook.com/100001604814820/posts/27136355556001238/?mibextid=wwXIfr&rdid=1WUD4IGlCPe0czr1#

https://peoplesartist.org/2026/ilda-almeida



 









Vaidosicezinhas XXIV

 Esta é uma Vaidosicezinha que dá e volta a dar, é a terceira vez que, com muito orgulho, trazemos à baila o projecto do qual a Maria Saraiva de Menezes é mentora: "Bengala Mágica", com a leitura de livros para crianças cegas ou com visão reduzida.

Hoje, 21 de Maio, 2026, o canal Euronews deu-lhe o merecido destaque:

https://pt.euronews.com/cultura/2026/05/21/voluntarios-criam-colecao-de-contos-lidos-para-criancas-cegas

O vídeo pode demorar um pouco a carregar, mas dá-vos tempo de ler toda a informação escrita contida na página.

E fica o apelo, se não se inscreveu antes, aqui está uma boa oportunidade para o fazer.

Ficam os links das postagens originais: 

https://tectonuvens.blogspot.com/2024/02/vaidosicezinhas-xvii.html

https://tectonuvens.blogspot.com/2024/02/ainda-proposito-das-vaidosicezinhas-xvii.html


E se ficou com curiosidade sobre o livro que a Maria estava a ler, pode saber mais informações aqui.





quinta-feira, 14 de maio de 2026

Nina Pianini, autora de "O Nascer do Soninho... ", em entrevista

 

Nina Pianini continua a encantar-nos com as suas palavras, não só as que publica em livro, mas também as que deixa aqui no blogue.
Desta vez, visita-nos enquanto "Avó Nina" para falar do livro que escreveu para oferecer ao seu neto "O Nascer do Soninho... do amanhecer ao adormecer", uma poesia cheia de amor e de carinho, e também muitas outras coisas boas para a saúde (em todos os sentidos da palavra do bebé). Um livro que é muito mais do que um livro, é toda uma mala de ferramentas.
Não contente com os ensinamentos do livro, a "Avó Nina", 63 anos, termina esta entrevista com uma bela joia para profunda, e actual, reflexão; "A paz começa no colo."
Mas antes de chegarmos ao fim, comecemos pelo início e deixemos que a autora apresente este seu mais recente livro.
Nina Pianini, por voz própria e na primeira pessoa: 



  Este seu novo livro é, literalmente, uma prenda da “avó Nina” para o seu neto. É, pois, da mais elementar justiça, perguntar se ele gostou. E também saber, porque aqui não é ofensa, se ele adormeceu ao ouvir esta história/poesia do Soninho. Como foi?


Foi uma experiência inesquecível e que recomendo intensamente: escrever para nossos filhos ou netos é a prenda mais personalizada que podemos oferecer. Curiosamente parece à partida ser mais fácil, pois escrevemos para quem conhecemos melhor; sabemos de que personagens e pressupomos o efeito que terão neles. Neste caso, o objetivo era que ele adormecesse, mas o livro «O Nascer do Soninho» revelou-se um desafio fascinante. Mal o viu, sentou-se no meu colo em silêncio. Interrompia apenas com o seu: “blá-blá”. Quando terminei, em vez de fechar os olhos, ele tirou-me o livro das mãos para o ver de perto, “dialogando” com as páginas. Depois, entregou-mo e encostou-se de novo, à espera… percebi que queria a repetição. Li e reli acompanhando com gestos que o texto sugeria, e ele divertia-se a imitar, levantando o dedo para o céu. À terceira ou quarta leitura, ao perceber o final, ele fechou o livro com as suas mãos branquinhas e deu um beijinho na contracapa. Quando o deitei, pela primeira vez não reclamou. A magia do “Soninho” aconteceu: primeiro encantou-o, depois sossegou-o. Adormeceu e não acordou a noite toda!


  Aborda uma questão muito dominante na sociedade contemporânea (as anteriores também dormiam, naturalmente, mas mais vulcão, menos besta, mais guerra, menos tempestade, pareciam ter a arte dominada): o sono. A importância do sono, a ciência do sono, o ritual do sono… E, como em tudo, é de pequeno que se começa. E esta introdução serve para também para referir o elefante no meio da sala: é um pequenino livro e custa 25€. Contudo… Qual o preço de uma boa noite de sono para o bebé e para os pais? Quanto custa o “gadget” com que se entretêm as crianças enquanto se lhe queimam os neurónios ainda em formação (há cada vez mais, e mais assustadores estudos sobre o assunto)? Eu vou deixar que seja a Nina a começar por apresentar os aspectos tridimensionais do livro (da facilidade de transporte à durabilidade do material) e depois falar de todo o conceito para este livro.


Tocamos aqui num ponto essencial: o bem-estar da criança não tem preço. Tal como escolhemos o carrinho de bebé mais seguro, investir num livro é uma forma de cuidado.

Em Portugal, a “mãe do sono”, é a nossa querida Prof. Dra. Teresa Paiva, médica neurologista que tanto contribuiu connosco para valorizar o sono como pilar do sucesso escolar. Ela empenhou-se energeticamente no projeto SOBE+, uma iniciativa conjunta da RBE, PNL e DGS que hoje integra a “Higiene do sono”. O sono não é mero descanso; é quando o cérebro “se arruma”.

Pude observar o meu neto, que fala inglês, enquanto dormia, dizer: “céuuuu” (palavra que apreendeu no livro).

Sobre o preço de venda do livro «O Nascer do Soninho», pergunto: Porque é a cultura um artigo de luxo em Portugal? Porque não se percebe que ler dá saúde? O preço de uma má noite de sono é o stress parental. O preço deste livro é o investimento na paz familiar e na saúde neurológica. Ao contrário do “queimar dos neurónios” dos ecrãs (Lissak) que inibe a melatonina, este livro oferece “Atenção partilhada” (Michael Tomasello) o motor da linguagem e da empatia.

O conceito é como lavar os dentes: lê-se este livro antes da sesta ou da noite, criando um ritual onde o ritmo da poesia acalma o sistema nervoso e o contato físico reduz o cortisol.

 

  Não querendo impor a resposta anterior, nem pressupondo em demasia o que possa ter respondido, deixo como pergunta complementar: o livro é uma excelente prenda? Se 2 ou 3 pessoas se juntarem para a oferecer, rapidamente se verá para lá do tamanho do livro ou de ser uma coisa só vs um monte de coisas?

Posso ilustrar com uma situação recente: num baby shower, ofereci o livro «O Nascer do Soninho» e a mãe disse-me: “Obrigada, foste a única a pensar no meu bebé.” Ela explicou que recebeu fraldas e roupa - que dão conforto, é certo – mas raramente algo para o fazer feliz.

O conceito de “slow parenting” defende que a criança precisa menos “coisas” e mais momentos. Oferecer este livro é dizer aos pais: “Nós valorizamos o tempo de qualidade da vossa família”. É oferecer um património emocional.

 

   Pode parecer ironia, mas na verdade, é a genialidade dele: é também um excelente livro para quando o bebé está acordado e pode ainda acompanhar a criança uns bons anos e servir para aprender a ler. No entanto, se para pessoas com mais de 40 anos que ainda mantém vários livros e alguns brinquedos da sua infância (que se revisitam com gosto e que apesar de bem manuseados, claramente foram estimados por serem favoritos), pessoas mais novas parecem ter perdido por completo a ligação, ou talvez nunca a tenham tido. Enquanto autora, mãe e avó, tem uma teoria sobre isso? (Mais do que a editora, a cidadã que faz as perguntas, nunca percebeu o conceito “livro lido é livro despachado” e similares. Ler e reler faz parte do prazer da leitura, não é sinal de falta de originalidade ou de falta de meios. Nem ter montanhas de coisas é necessariamente uma coisa boa se a única coisa que fomenta é o desprendimento.)


Um livro não se gasta, ganha histórias (do livro, do texto, do leitor e de todos que influencia). Na psicologia do objeto transicional, o livro físico é uma ponte que cria o sentimento de continuidade do “eu”.

Infelizmente, a cultura do “livro lido é livro despachado” é típico desta era de “fast (food) and easy reading”, mas o termo “despachado” também se acentuou com a forçada imposição de “despachar matéria” de uma “old- school” que impôs obras como obrigação de leitura e, por vezes, até como ferramenta de gramática sem dar tempo para a reflexão-crítica. Isso tira o prazer de ler! Se não dermos liberdade de escolha e tempo para refletir, como evitaremos o desprendimento? Este livro «O Nascer do Soninho» nunca será um brinquedo descartável; ele é um companheiro de viagem que cheira a memórias, mas que olha para o futuro abrindo-nos portas para novas posturas perante a leitura.


  Ilustrou esta história. Gostou? É experiência para repetir? Quais os objectivos na escolha deste estilo de desenho e na paleta de cores?


Foi um reencontro maravilhoso com as formas e as cores. A literatura e a pedagogia sempre foram as minhas paixões, e a arte surgiu como algo inerente aos livros; a criatividade une tudo. Houve uma altura em que estudei várias técnicas - óleo, pastel, porcelana…- pois sempre adorei aprender. No entanto, há uns anos, parti a mão direita e acabei por deixar os pincéis.

Para este livro «O Nascer do Soninho», senti que a ilustração exigia um conhecimento de psicopedagogia que nem sempre é fácil para um ilustrador sem prática pedagógica. Por isso, não tive alternativa: tive de ser eu a ilustrar. E se fiquei com o “bichinho”?  Fiquei, sim! Já tenho outro ilustrado à espera do momento oportuno. Para quem ama escrever, nunca há impossíveis. 

 

  E para o caso de ainda não estar claro ou de alguém ter começado a ler esta entrevista por esta pergunta (eu não julgo, sempre li as revistas da página final para a inicial.) … Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler/comprar o seu livro? O que acha mais apelativo nele?


Para resumir, destacaria três razões para se adquirir o livro «O Nascer do Soninho»:

a) Investimento em saúde e harmonia: É uma ferramenta de regulação emocional e de higiene do sono. Investir neste livro é investir numa noite tranquila para toda a família.

b) Alfabetização do afeto: Educa para o amor antes de se saber ler as palavras. O livro foi desenhado para o colo, incentivando o bebé a ser um participante ativo que aponta e palreia.

c) Um património para a vida: Foi pensado para crescer com a criança – do indutor de sono à leitura autónoma. O seu maior mérito é ter nascido de uma necessidade real e ter sido testado com amor. É um livro que não se despacha; guarda-se para sempre.

 

  A menos que o neto a tenha despedido como autora favorita, imagino que vá haver mais prendas como esta. A temática dos livros vai crescer com o seu neto?


O meu neto é um corredor incorrigível e um construtor nato, mas quando vê um livro, larga tudo. Senta-se em silêncio a apreciar página a página. Com menos de dois anos, já seleciona os favoritos e traz-nos por ordem de preferência! Tornou-se o meu maior educador.

Nas viagens longas entre o Norte de Inglaterra e Londres, ele mostra-me os pormenores das páginas como se fosse “gente crescida”. Com ele, reaprendo a ver o mundo. Escrever para ele é um desafio enorme; as crianças são o público mais exigente e perfeccionista que existe. Ser apenas “boa” não basta; elas merecem o nosso melhor.

 

  Finalmente. É uma pessoa viajada, dividindo o seu tempo entre Portugal e outros países. Vendo o mundo, mais uma vez, às cabeçadas, pergunto-lhe se acha que faltaram a estas personagens que nos arrastam para o caos umas boas histórias lidas/contadas/escritas por uma avó? Podemos fazer da literatura uma espécie de profilaxia para garantir uma paz futura?


Adorei esta pergunta. Ao viajar, percebemos as diferenças culturais no que toca ao lado humano. E tenho de elogiar que o país que destaco é Inglaterra. Nos outros países não se vê esta ligação forte à leitura como lá, a leitura está intrínseca à sua forma de estar. A sua visão alarga-se não só às espetaculares bibliotecas em que se pode almoçar a ler um livro e num andar ver uma exposição de um autor e noutro andar comprar uma lembrança da biblioteca, é também porque nos pequenos lugarejos há uma cultura de leitura que se presencia empolgante. Acompanho o seu trabalho exemplar de promoção da leitura: é comum ver pais vindos do trabalho, ainda com a roupa suja, sentados na alcatifa da biblioteca com os filhos, lendo em harmonia. É um ritual que atravessa todos os estratos sociais.

O livro é a ponte que constrói o afeto. Se esse carinho partilhado falha no berço, a criança cresce com uma lacuna emocional. Quem não sabe amar, gera conflitos; e os grandes conflitos nascem desse vazio de empatia. Quando partilhamos um livro, a criança sente: “Eu tenho valor, alguém cuida de mim”. Sem esse “alfabeto do afeto”, é difícil escrever a paz ou conhecer a gramática da compaixão. Cada vez que uma criança adormece tranquila com uma história, estamos apacificar o futuro. Adultos que foram preenchidos pelo carinho de uma página não sentirão necessidade de destruir o mundo para serem vistos. A paz começa no colo.




Pode obter mais informações sobre o livro aqui.

Pode ler ou reler as outras entrevistas da autora aqui, aquiaqui e aqui.









domingo, 10 de maio de 2026

Desafios de autores para autores: Junho - Infância

 E cá está mais um clássico dos Desafios…


Imagem da autoria de Bicanski design


Desafio Infância. Em prosa, em verso, em foto, numa frase, como entenderem. Pode ser uma memória própria, uma ficção, pode ser sobre a vossa infância ou um trabalho dirigido às crianças de hoje, a única condição é que comece por: "Ser criança é..."

Podem participar com mais do que um trabalho.
Receberemos trabalhos até ao final da tarde do dia 31 de Maio. Os trabalhos serão publicados no blogue no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança. Durante todo o mês de Junho ficarão abertas as votações para o melhor trabalho.

O prémio para o texto mais votado e para o comentário/voto sorteado será a colectânea infantil: "Contos Contados e Encantados". + 1 voucher com desconto de 10% em qualquer dos livros da "Colecção Petizes Felizes!". 



(Pode saber mais sobre o livro aqui)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

João Couto Ribeiro, autor de "O Menino cor de Aleixo", em entrevista

 

O Prémio de Conto Infanto/Juvenil Tecto de Nuvens tem alguns premiados, mas tem um número enorme de vencedores. São vencedores todos aqueles que finalmente têm a coragem de retirar da sua imaginação as muitas histórias que lá têm para contar.
Apresentar essas histórias para serem lidas é um primeiro, e enorme passo, não interessa o resultado.
Estando o génio fora da garrafa/lâmpada, não há volta a dar, não volta para lá.
O objectivo do nosso Prémio é apresentar mais autores ao mundo e, mais uma vez, conseguimos esse objectivo na última edição do Prémio (2025). Um bom exemplo desse sucesso é João Couto Ribeiro. Foi um dos finalistas, não chegou ao prémio, mas conseguiu o objectivo: ser lido e ser publicado.
O seu actualíssimo e pertinente "O Menino cor de Aleixo" é agora o nº 9 da colecção "Petizes Felizes!".
João Couto Ribeiro, 55 anos, habituou-se a ver o mundo através da sua câmara fotográfica e talvez por esse motivo tenha conseguido apresentar tão bem o retrato da solidão/anonimato de se estar no meio dos outros sem se ser visto - situação que todos já teremos experimentado -  e a mesma solidão de termos todos a olhar para nós, mas verdadeiramente sem ninguém nos ver. O equilíbrio, aprendemos com o menino Aleixo, vem de dentro, as respostas estão também em nós. Contudo, independentemente da idade, por vezes é importante a ajuda da fada-madrinha, que somos nós todos, enquanto sociedade.
A ilustração da capa, é também ela um retrato, e como diz o ditado "Filho de peixe sabe nadar", aqui é uma filha, Mariana Ribeiro, que criou esta magnífica ilustração para o conto do pai.
Mas vamos conhecer melhor este novo autor, a sua inspiração e as suas aspirações. 
João Couto Ribeiro, de voz própria e na primeira pessoa:


  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?


Comecei a escrever por paixão, embora no contexto de uma alteração na minha vida profissional. Surgiu-me a ideia de voltar a escrever por um mero acaso e imediatamente ocorreu-me uma história infantil que desenvolvi até dar origem a “O Menino Cor de Aleixo”. Gostei tanto que não parei mais de escrever.


  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Neste momento, tem um papel fundamental. Tento escrever todos os dias, preciso de escrever todos os dias. É de onde retiro o prazer que me vai alimentando a alma e que me tem ajudado a ultrapassar momentos menos positivos da minha vida. É a rotina que me satisfaz e me completa.


  Sempre sonhou publicar um livro?


Não propriamente. Enquanto fotógrafo (atividade que desempenhei toda a minha vida profissional), sempre desejei publicar algo, como uma compilação dos meus melhores trabalhos ou sobre temas específicos que às vezes me ocorriam, mas tal nunca sucedeu. Em termos de romance ou conto, confesso que foi algo em que nunca pensei seriamente. Agora, não me sai da cabeça.


  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?


É uma sensação ótima pois tenho um carinho muito grande pelo “Aleixo”, por ter sido o meu primeiro conto e porque acho sinceramente que é uma história que precisava de ser partilhada. Penso que contém alguns valores esquecidos que convêm ser recordados até à exaustão. O mundo atual bem precisa de volta a acreditar em certos conceitos.


  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?


Sim, como disse anteriormente, não consigo parar de escrever. Tenho várias outros contos infantis prontos e dois romances. Isto em muito pouco tempo. Gostava muito de continuar a publicar livros, luto diariamente para que isso aconteça e é o meu grande objetivo do momento. Mas, infelizmente, nenhum está ainda na calha. A vontade de publicar e de estabelecer uma carreira na literatura não parece ser tarefa fácil na atualidade.


  Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

É um livro sobre um menino que é infeliz por não ter amigos e que luta pelo seu lugar. Como acontece com tantos, é vítima de bullying e tenta adaptar-se para ser aceite. Só que, quanto mais tenta, parece ficar ainda pior. Acaba por ter de pedir ajuda externa (personificada na fada madrinha) pensando que só um milagre o poderá ajudar.

Como quer ser diferente deseja mudar para uma cor que o destaque perante os outros, uma cor que ainda não exista. Só que as coisas se tornaram mais difíceis do que ele imaginara.
Ao longo da história vai aprendendo que a força para a mudança terá de advir do seu interior e que a sua aceitação pelos demais dependerá de ele se sentir bem consigo próprio. Julgo que é uma mensagem bonita e importante numa época de desafios tão grandes à personalidade das crianças. Tento incutir alguns princípios de bondade e amizade que nunca são demais recordar.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

O final, julgo que tem alguma grandiosidade poética. Se consegui passar devidamente as emoções, acredito que mexerá com os leitores. Mas deixo a cargo deles a comprovação desse facto.


  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?


É uma história séria, mas contada com humor e ligeireza. Foca-se em assunto importantes, e até dramáticos, sem nunca se tornar demasiado triste pois é sempre acompanhada pela luz da esperança. Tem uma linguagem acessível, mas não infantilizada, que acho adequada para serem os próprios leitores, qualquer que seja a idade, a encontrarem as respostas para os assuntos que levanta nas suas próprias mentes.


  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?


É tudo muito variado. Gosto de me desafiar a escrever sobre todos os temas e nas formas mais variadas: quer seja para crianças ou para adultos. Foco assuntos sérios, outros simples, porém sempre com muita intensidade. Escrevo com uma boa dose de humor misturada com uma forte carga sentimental, transmitindo muita ‘alma’. A existir um fio condutor entre a diversidade de temas que escrevo, talvez seja o de um alerta para os vários perigos do presente – que já estava presente no “Aleixo”. Não sou um crítico da sociedade atual, simplesmente gosto de expor os seus perigos, tentando, de alguma forma, apresentar possíveis soluções. Se é que isso é possível.


  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?


Acredito que seja fundamental para os grandes autores. Já tive o privilégio de falar com alguns e todos eles admitem que não é fácil propor um conceito a uma editora sem demonstrar forte presença nas redes sociais. Mas na pequenez do meu mundo, uso-as de forma modesta. Comecei há muito pouco e estão ainda numa fase inicial de divulgação. Terão que evoluir, tal qual a minha escrita e a minha obra.


  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?


Não tenho hábitos de leitura muito enraizados. Tento fazê-lo sempre que posso, mas depende muito das fases e da disponibilidade mental. Há alturas em que leio um livro em poucos dias, outras demora semanas. E nem sempre a ‘culpa’ é do autor.
Obviamente que desde que comecei a escrever com maior frequência tento ler o mais possível. É fundamental sentir a liberdade e a criatividade dos outros para desbloquearmos a nossa.




Pode saber mais informações sobre o livro aqui.
Livro à venda nas principais plataformas nacionais e internacionais.
Pode encomendar o livro enviando email para loja@tecto-de-nuvens.pt


 

sábado, 25 de abril de 2026

Um dia com... "Melissa de Aveiro no Dia do Livro"

  "Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.

A autora Melissa de Aveiro recebeu convite para no Dia do Livro passar pelo Colégio "O Gu e a Tita", na Praia da Vitória (Ilha Terceira), e levar consigo a Inês e restantes personagens do livro "Inês e o mistério do Monstro das Meias".


Feita a leitura a estes muito atentos alunos (https://www.facebook.com/hashtag/ogueatita), foi ocasião de desafiar estes pequenos artistas a dar corpo ao temido monstro que faz desaparecer as meias! É assunto para grande susto e estes artistas transmitiram essa indignação para o papel.
Ficam alguns exemplos:










Se é humano e já foi vítima deste temido ladrão, saiba como a pequena Inês conseguiu desvendar tão famoso mistério.
"Inês e o mistério do Monstro das Meias", de Melissa de Aveiro, está à venda na nossa loja online e nas principais plataformas online nacionais e internacionais.