sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Votação para o texto favorito do livro: "Um Postal de Natal!"

 Vote no seu texto favorito e ganhe um conjunto de duas canecas com a ilustração da capa e 1 conjunto de 10 postais iguais à capa do livro…









Pode acompanhar as votações em: 
https://tectonuvens.blogspot.com/p/votacao-para-o-texto-favorito-do-livro_3.html



Para votar recorte esta página e envie para: Tecto de Nuvens, Rua Camilo Pessanha, 152; 4435-638 Baguim do Monte.
Por sms (terá de incluir os seus dados completos para receber o prémio) para 960131916.
Por email para geral@tecto-de-nuvens.pt com o título: Melhor texto colectânea de Natal.
Aceitamos votações até 5 de Fevereiro de 2023 (data do email, sms ou carimbo do correio). A todas as participações será atribuído um número, por ordem de chegada. – Serão excluídas as participações que não tragam os dados necessários para o envio do prémio -.
O vencedor do melhor texto será anunciado no blogue “Notícias das Nuvens” e nas redes sociais de todos os autores participantes nesta colectânea.
O vencedor do passatempo será aquele cuja participação tiver o número (ou terminação de número) igual ao do número da sorte do sorteio do Totoloto do segundo sábado de Fevereiro de 2023.
- A seguir ao sorteio do Totoloto será sorteado um participante de entre todos os que tiverem número ou terminação de número (caso haja mais do que um) igual ao sorteado para o Totoloto, e esse será o vencedor. -
A todos os participantes que nos facultarem o endereço de email comunicaremos o número atribuído à chegada. Tentaremos fazer o mesmo com os sms, mas é mais prático com endereços de email.
Também o vencedor deste passatempo será anunciado no nosso blogue e nas redes sociais dos autores, a partir da segunda-feira seguinte ao sorteio do Totoloto.
Obrigada pela sua participação.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Desafios de autores para autores: AMOR

 


Mais um ano, mais Desafios e mais, esperamos sempre que mais, AMOR. A melhor maneira de arrancarmos mais um ano de trabalhos é assim, cheia de amor - todo e qualquer amor, incluindo, naturalmente, o amor pela vida. Vamos aceitar pequenos contos e poesia (em todas as formas que pretenderem, incluindo quadras).
Os trabalhos serão publicados neste blogue a 14 de Fevereiro, Dia Mundial do Amor, do Casamento e dos Namorados (S. Valentim). Aceitaremos trabalhos até ao final do dia 13 de Fevereiro de 2023. Depois, e até ao dia 28, teremos uma votação a decorrer para encontrar o texto favorito dos leitores.
Como habitualmente, as votações serão feitas usando a caixa de comentários (já sabem que tem moderação pelo que os comentários/votos não ficam visíveis de imediato), não há limite para o número de vezes que podem votar ou em quem votar, apenas se espera algum bom senso.
O texto mais votado receberá um exemplar do livro "Olhar de Amor" + caneca "Olhar de Amor" e sortearemos um dos comentários/votos para receber um exemplar do livro "Olhar de Amor" (livro entregue em saco de organza, com cartão de mensagem igual ao livro para acompanhar uma prenda e um marcador de livro). - Só serão elegíveis para este sorteio os comentários/votos que nos forneçam uma forma de contacto (podem permanecer anónimos no voto, se nos solicitarem isso, apagaremos do comentário o contacto antes de o publicarmos). -


Dois aspectos da caneca "Olhar de Amor"



Livro + marcador + cartão (em saco de organza)





Podem enviar os trabalhos e/ou solicitar informações complementares pelos emails: geral@tecto-de-nuvens.pt e tectodenuvens@hotmail.com
Bom trabalho!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Um dia com: Ilda Pinto Almeida na véspera de Natal

"Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...
Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.

Nem a propósito para encerrarmos Festas e prendas... Tivemos o Calendário de Advento, em preparação para o Natal, onde houve novas prendas até ao dia 23 de Dezembro. E agora a prenda dos Reis.
No dia 24, Ilda Pinto Almeida preparava-se para receber a família para a Ceia de Natal, findos os preparativos e posta a mesa, houve momento para um breve descanso no sofá. E, tal como se tivesse sido convidado, chegou o vento em toda a força, usando a coroa de Natal da porta como se fosse uma aldraba, sobressaltando a autora. Não entrou o vento, mas entrou a inspiração...


Já por aqui cheira a ceia de Natal !
E lá fora…

Bate forte, fortemente
Assobia
Rodopia
Geme
De branco enfarinhado
Como quem está aflito

Na porta da frente

Até parece bater o dente

Será vento ?
Será neve?
Certamente
A fugir de si !

Ou será que quer adentrar
na casa para cear
na noite mais formosa do ano
num abrigo samaritano?

Noite de paz!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Ana Pão Trigo, autora do livro "(Re) nascer de mim" em entrevista

 

 Ana Pão Trigo, 38 anos, está de volta com um novo livro de poesia. Assumida, desde sempre, como a “Poetisa de pé descalço” e gostando de quebrar as regras para que o escreve reflicta o que lhe vai na alma. De uma forma muito honesta e muito directa, apresenta-nos a sua versão guerreira, um exemplo e uma inspiração para todos aqueles que travam batalhas na sua vida.

Mas deixemos que seja a guerreira, por voz própria, a apresentar este novo livro “(Re) nascer de mim”:


  Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

O livro “(Re)nascer de mim” é um livro de poesia (em verso e em prosa) que contém os pensamentos, as reflexões, as vivências de alguém que sentiu a necessidade de voltar a nascer, por sua própria conta em risco, de se fortalecer, de se afirmar como ser único e singular, sem receios e sem dúvidas. É um grito de revolta, mas também é um sorriso de vitória e um abraço sincero e genuíno ao amor, nas suas múltiplas formas.

 

  Relacionado ainda com a pergunta anterior, agora articulando com o seu primeiro livro de Poesia, dando como certo que a Poetisa continua sem regras, o que mais há em comum entre os dois livros? E como é que se destacam um do outro? E quantas regras quebrou neste livro?...

A relação
que existe entre o meu primeiro livro de poesia e este é a escrita continuar a vir de dentro, da alma, sem filtros. Escrevo, desde sempre, aquilo que sinto e penso, sem pensar se vai agradar ou não a quem lê. Mantenho-me a pensar e a sentir em verso. Destacam-se um do outro na medida em que há uma diferença clara na minha forma de expressão, mais madura, mais própria, mais reflexiva. O meu primeiro livro contém poemas que escrevi desde os meus onze anos de idade, poemas da minha adolescência e juventude, poemas de uma jovem adulta. Agora sou um Eu mais completo, ainda mais determinado e, sobretudo, menos preocupado com a opinião de terceiros, sem medo de inquietar. Mesmo ao nível da escrita propriamente dita nota-se uma grande evolução. As regras quebro todas quantas poder e quantas forem necessárias, desde sempre.  

 

 

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler (ou dar a ler) o seu livro?

Considero que, sobretudo, as mulheres que estão a necessitar de introduzir mudanças nas suas vidas, de dar aquele passo para o qual falta a coragem e determinação, deveriam ler o meu livro. Vejo-o como um incentivo de (re)nascimento para outras mulheres. Durante todo o processo de escrita deste livro, servi de inspiração a muitas mulheres nessa situação e sinto-me muito honrada por isso. Alguns dos poemas que escrevi tiveram inspiração nessas histórias, também. O que não quero com isto dizer é que se trata de um livro de leitura exclusivamente feminina. Considero que retrata valores e apresenta reflexões importantes para qualquer jovem ou adulto ler. Tendo em conta a humanidade e sociedade que se nos apresenta, nos dias de hoje, considero de extrema importância qualquer leitura que desperte consciências para a construção de um mundo melhor. Para mim, “só a poesia pode salvar o mundo”. Esta frase não é minha, mas concordo em absoluto com esta máxima. Só a poesia é capaz de chegar ao mais íntimo de cada um de nós.

 

  Não resisto à provocação: o título “(Re) nascer de Mim”, o “de” é para ser entendido como “do Eu”, “a partir de mim”, como?

Sim, o “de” pode ser entendido como “do eu”, do meu eu. Alguém que escreve algo tão genuíno não renasce a partir de outros egos. Este livro retrata um período de (re)descoberta de mim própria, de afirmação da minha essência. E, por isso, todas as mudanças que surgiram em mim partiram de um Eu que já existia e esteve adormecido, apagado, durante alguns anos da minha vida. Nunca voltamos à casa de partida e jamais seremos quem fomos ontem, no entanto, há que preservar aquilo que há de bom, aquilo que nos faz sentir inteiros.

 

  Na vida somos muitas vezes derrotados/derrubados, o que pode ser considerado uma morte (deixamos de ser aquela pessoa, de ver as coisas daquela maneira…). Mas não tem que ser um fim? O (Re) nascer é uma coisa boa? – Pode falar a poetisa e a psicóloga. –

Qualquer mudança é uma oportunidade de crescimento. O renascer é, inevitavelmente, algo de bom, de positivo: preserva a essência e acrescenta, potencia. Não considero que nalguma vida morra um eu para dar lugar a outro. A história de cada pessoa contém tudo aquilo que lhe vai acontecendo, ao longo da vida, o bom e o mau ou menos bom. Todos os acontecimentos de vida devem ser integrados na construção de cada ser humano, uma construção que nunca termina. Durante o nosso percurso vamos sendo confrontados com situações que põem à prova a nossa força e resiliência. Não podemos escolher tudo aquilo que nos acontece, mas podemos decidir o que fazer com o que nos acontece. Haverá sempre escolha! Podemos usar as experiências menos boas e transformá-las em aprendizagens bonitas e renovadoras, inspiradoras. Desta forma e para terminar, nunca me senti derrotada ou derrubada, precisamente por isto. Tal como digo num dos meus poemas “tenho apenas um ou dois dias para chorar por cada problema”, depois há que caminhar. Não concordo com a ideia enraizada na sociedade de “refazer vidas”. As vidas não se refazem! Nós vivemos a nossa vida como uma história única e todos os passos contam para construir esse caminho. A vida não se refaz, vive-se! Aquilo que sou hoje não apaga o que fui ontem, nem condiciona de forma determinante e permanente o que serei amanhã.

 

  Não querendo induzir/condicionar o que responde, mas há uma questão dominante pelo livro que tem a ver, coloquemos as coisas de forma suave, com situações menos felizes. Embora o foco esteja no feminino, dado ter sido escrito por si, não é um livro exclusivamente para mulheres, certo? Muitos se poderão rever nas situações ou extrapolar a partir delas. Servirá também de ajuda/estímulo. Acha que a literatura pode ter um papel importante para ajudar estes temas? E acha que a literatura, aqui especificamente a Poesia, deve ter esse papel, isto é, servir de alerta, mas também de solução e até denúncia, ou deve manter uma atitude mais neutra, apelar à introspecção individual, mas em termos públicos ficar-se apenas pelo entretenimento?

Tal como já respondi antes, este livro adequa-se a toda e qualquer pessoa que se permita refletir sobre o mundo atual: um mundo no qual escasseiam os valores humanos fundamentais, um mundo preconceituoso, egoísta e consumista. Um mundo desatento face ao que é mais importante: a beleza das pequenas coisas, das relações humanas, da relação do homem com a natureza, do amor.

A poesia, para mim, não é entretenimento. Poderá sê-lo para algumas pessoas. Mas essa não é, de todo, a poesia que eu escrevo. A poesia é algo que vem da alma! Não tem que ser feliz ou cor-de-rosa para ser bonita, tem que conter sentimento, tem que conter uma mensagem, tem que ser interventiva. E tem o poder de mudar vidas, de inquietar, de provocar, de gerar novos eus, novos mundos. A literatura ou a poesia, em particular, podem funcionar como terapia, catarse, como forma de libertação, de expressão ou como mote para levarmos a cabo mudanças, para ganharmos coragem, para avançarmos. Podemos, através da poesia, transformar os episódios menos bons das nossas vidas em algo bonito e, dessa forma, arrumarmos o nosso coração. 

Aquilo que escrevo não é neutro. É muito pessoal. Não seria um “eu poeta” se me neutralizasse e me dedicasse a escrever vivências que não senti, que não são minhas. Partilho-me com o mundo para inquietar, para inspirar quem se quiser deixar inspirar, quem se identificar com o que escrevo. É preciso ter coragem para nos partilharmos de uma forma tão íntima, mas é necessário. Os poetas dão voz ao mundo.

Como autora posso dizer que assumo, determinantemente, o papel de guerreira, muito mais do que uma sobrevivente e nunca como vítima. Tudo o que nos acontece é produto das nossas escolhas. Todas as guerreiras devem sarar as suas feridas e seguir em frente, ainda com mais força, mais fé. Se não podemos escolher aquilo que nos acontece, em determinado momento da nossa vida, podemos escolher o que fazer com aquilo que nos acontece. Eu escolhi lutar. Não sou a vítima, sou a guerreira! É preciso aprender e crescer, fazer caminho. Colocarmo-nos permanentemente no lugar de vítimas, não resolve os nossos problemas. As soluções não vêm ter connosco. Nós é que devemos procurar e encontrar as soluções. Enfatizar o sofrimento e quem o infligiu é focarmo-nos no problema e não na solução. Aprendi que a melhor forma de nos dignificarmos, de mostrarmos o nosso valor, é fazer aquilo que quem nos magoa não espera de nós: é superarmo-nos! Magoar propositadamente alguém acontece, precisamente, porque se considera que esse alguém está, por algum motivo, abaixo de, é frágil. Então, há que sair por cima. E, tal como disse a autora do prefácio do meu livro, é “Sobre mão no peito. Sobre mão na anca. Sobre mão na massa.”.

 

  Tem mais projectos para estes géneros literários? Livros? Actividades?

Neste momento, tenho um projeto no âmbito da promoção da escrita criativa para adultos e crianças, a sair da gaveta. Acho necessário promover a criatividade num mundo tão plástico, no qual tudo nos é dado pronto. À parte disso, vou continuar a escrever, todos os dias, sem fazer grandes projetos. Limito-me a ser, como já sabe, sem regras e, quando sentir que me devo partilhar novamente, por algum motivo, assim o farei.



(Re) nascer de Mim – Ana Pão Trigo
194 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022 PVP: 12,00€

 

“(Re) nascer de Mim” é um livro de poesia que nos mantém despertos, da primeira à última página, para a possibilidade de nascermos e voltarmos a nascer, as vezes necessárias, ao longo da nossa vida.



Pode ler ou reler as outras entrevistas da Ana Pão Trigo em: 

Pode acompanhar a autora/ilustradora aqui: 

Outras obras da autora:



Livros disponíveis na loja online da Tecto de Nuvens e em todas as grandes plataformas nacionais e internacionais.

sábado, 31 de dezembro de 2022

Prémio Conto Infanto/Juvenil Tecto de Nuvens

 

A Tecto de Nuvens, no âmbito do seu 15º aniversário, celebrado a 13 de Julho de 2022, decidiu criar um Prémio de Contos Infanto/Juvenis, tendo como objectivo não só a promoção da leitura entre os mais novos, como a promoção deste Género Literário, e consequentemente dar a conhecer novos autores.

A Tecto de Nuvens compromete-se a publicar a obra vencedora e deixa em aberto a possibilidade de vir a publicar, em regime a combinar com os autores, as obras classificadas em segundo e terceiro lugar, caso seja do interesse da Editora.

As obras submetidas a concurso podem destinar-se ao público infanto/juvenil, ao público infantil ou ao público juvenil.

Sendo esta a primeira edição, reservamo-nos o direito de vir a ajustar o Regulamento de participação e de estabelecer uma diferente periodicidade para o Prémio.

Aceda ao Regulamento

Qualquer dúvida deverá ser endereçada para informacoes@tecto-de-nuvens.pt

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Boas Festas!

 

A Tecto de Nuvens deseja a todos os seus clientes, colaboradores, fornecedores e amigos um Santo Natal e um excelente ano de 2023!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Entrevista a Ilda Pinto Almeida, autora de "O Daniel e a cadelinha Azeitona"

Já é presença habitual por aqui, publica, participa nos Desafios, partilha o dia, tem vaidosicezinhas...  Desta vez vem apresentar o seu mais recente livro infantil "O Daniel e a cadelinha Azeitona", livro lançado ainda no Verão, mas com tantas solicitações só agora houve oportunidade de sentar a autora e trocar algumas impressões.
Fique, então, a saber mais sobre esta cadelinha e sobre o menino Daniel pela voz da autora:

  Está de volta aos livros infantis e com animais como protagonistas (neste caso coprotagonista). Acha que crianças e animais casam bem ou é uma forma de as ensinar, de novas, a respeitar os animais e a natureza, mostrando-lhe que há sentimentos e justificações para os comportamentos?

Bom, eu penso, tenho a certeza que ambas casam perfeitamente. As crianças cada vez mais precisam de aprender a  valorizar  e  a respeitar a natureza, o ambiente. A sua importância no dia- dia é fundamental para estimular um relacionamento socio afetivo com a natureza.

Depois lidar com os animais é  aprender a criar laços de afetividade. Estimulam à criatividade e até ao desenvolvimento linguístico de uma criança, além de outras habilidades que desta doçura entre os dois pode advir. 

As crianças adoram o mundo animal , que os enche de experiências únicas. Cada animal é uma um ensaio, pelas suas diferenças, seja no aspeto ou no comportamento. E as crianças gostam deste universo tão próprio que as leva à descoberta das diferenças. Considero ainda que esta sociabilidade com os bichinhos é vantajoso não só para os miúdos, mas  para os pais, também, na educação infantil.

 

  Fale-nos um pouco sobre o seu livro, pelo que percebo, é inspirado em pessoas e animais reais. Está correcto?

Sim, é correcto! Este livro "O Daniel e a cadelinha Azeitona” foi criado precisamente pela aprendizagem que ia obtendo ao ver o relacionamento entre a Azeitona e o Daniel, que é meu neto. Havia uma certa cumplicidade entre os dois, que nem as  maiores marotices, próprias dos dois, os afastavam. Para mim foi muito interessante ver o Daniel a copiar a cadelinha e vice-versa.  

 

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler (ou dar a ler) o seu livro? O que acha mais apelativo nele?

Primeiro, porque um livro é uma ferramenta importantíssima para uma criança, para o seu desenvolvimento intelectual. Assim como a importância do contacto com a natureza, e depois este livro fala dos laços de amizade da criança, tal como os possíveis leitores, e, de um animal, uma cadelinha. Tem ainda a importância pelo facto de que a cadelinha nasceu no campo e a certa altura teve que deixar  a sua vida diferente, e foi viver para a grande cidade. Este livro traz aos pequenos leitores uma realidade e uma descoberta que provavelmente não tinham imaginado, que é uma espécie de migração. A deslocação de seu ambiente para uma adaptação a outro espaço e comportamentos.

  Este livro é muito viajado, correntemente está a ser lido em 3 continentes, e em circunstâncias muito especiais. O que sente com tudo isto? E já não é o primeiro livro a andar em grandes viagens pois recentemente esteve na Ásia, não só com as artes plásticas, mas também com o seu livro sobre a Migração (na sua versão espanhola). Fale-nos um pouco sobre esta sua conquista do planeta…

É verdade! Foi uma satisfação muito grande saber que este livro foi distribuído na África pela mão da empresa Paiva Lacticínios que fez uma aquisição considerável de exemplares, distribuindo-os pelos mais necessitados. Chegou também aos Estados Unidos, onde também foi adquirido pela organização sem fins lucrativos “Academia do Bacalhau” que com o seu gesto de beneficência, que é o seu lema, distribuiu pelas escolas de língua portuguesa no Estado de Nova Jérsia.

É verdade também que muito me alegrou apresentar o livro sobre Migração na Palestina na cidade de Belém pela CM, aos falantes da língua espanhola a convite da embaixada equatoriana, o senhor embaixador Byron Suquilanda Valdiviso. Foram momentos inesquecíveis, grandes conquistas para mim.

Receber o convite para integrar a delegação das Artes do New Jersey Artist Collective é motivo de gratidão, não só para levar a minha arte, mas apresentar o livro “Las dos caras de la migración” depois de ter sido o seu lançamento feito na Universidade Buricua de Nova York , esta viagem foi a cereja em cima do bolo, e agradeço-o a Deus em primeiro lugar e a todos quantos têm contribuído para este caminho.

 

  Ilda, tem mais projectos para este género literário? Livros? Actividades?

Sim. Precisamente estou a trabalhar uma história infantil, e tenho outras prontas à espera de ilustração, em que a natureza e os bichinhos fazem parte. Este trabalho que tenho em mãos é um trabalho que já está na gaveta há três anos, e esteve à espera de apoio esse tempo todo, mas decidi que seria interessante trazê-lo para a luz do dia com a apoio ou sem apoio. Claro que não quer dizer que tenha desistido de bater à porta novamente, ou às portas, mas agora já com a ilustração, prontinho, a ser produzido. Por vezes, trabalhos destes ficarem à espera, pode passar-lhe o tempo e eu não gosto de deixar passar o tempo, pois esse tempo só passa uma vez. Quem sabe alguém possa ler esta entrevista e contactar, querendo fazer parte deste projeto interessantíssimo sobre Lafões.

Quanto às actividades, estou sempre disponível para quem desejar a minha presença.


Pode seguir a autora em: www.facebook.com/ildapinto.almeida

 


O Daniel e a cadelinha AzeitonaIlda Pinto Almeida
- Ilustrações de Fernando Silva -
44 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022 PVP 8,99€

Este livro relata a história de uma cadelinha que vivia no campo, onde tudo era verde e o barulho que ela ouvia era suave, até ao dia em que recebe a visita dos pais do Daniel…E Daniel, o menino que cresce e aprende com a sua nova companheira de brincadeiras.




Disponível na nossa loja online e nas principais plataformas online nacionais e internacion
ais.

 

 Pode ler ou reler as outras entrevistas da autora:

https://tectonuvens.blogspot.com/2021/09/entrevista-com-ilda-pinto-almeida.html