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sábado, 21 de setembro de 2024

Ilda Pinto Almeida, autora do livro "Todavia eu me alegrarei - Pensamentos, ideias e reflexões sobre a vida - Vol. I", em entrevista

 

Já sabemos que dispensa apresentações, seja como autora, seja como artista plástica, a Ilda Pinto Almeida, até porque já a entrevistamos este ano a propósito dos 3 livros (dois individuais e um colectivo) que lançou ainda no primeiro trimestre. Mas como regressa hoje, 21 de Setembro, Dia Mundial da Gratidão, com um livro de reflexões sobre a vida, não tínhamos mesmo como deixar passar a oportunidade de, a tendo em Portugal, a voltar a ouvir.

Como se recordarão, o livro "Todavia eu me alegrarei - Pensamentos, ideias e reflexões sobre a vida - Vol. I" que a autora agora apresenta, foi o livro vencedor do nosso voucher de aniversário. Voltamos a dar os parabéns à autora e deixamos que seja ela a explicar a motivação que levou à escrita deste livro e também a forma como o anda a apresentar.
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Ilda Pinto Almeida, de viva voz e na primeira pessoa:

  Conte-nos como é que surgiu a ideia de reunir todos estes textos, dispersos e não necessariamente publicados, e qual o objectivo deste livro?

O surgimento deste pequeno livro é um desejo antigo que, hoje posso dizer, está no caminho da sua concretização; e estou grata com prazer e alegria por este primeiro volume. Sempre gostei de reflectir naquilo que está ao meu redor, o pormenor chama-me à atenção. - Isto deve ser importante para cada um de nós; a sensibilidade é algo que devemos usar diariamente. Os revezes da vida não têm que ser sempre amargos, achar contentamento nas coisas simples que nos rodeiam é bom. -
Cada vez que escrevia algo sentia, no meu coração, que podia ajudar outros a encontrar o valor de si próprios na beleza da criação, que a cada dia nos ensina gratuitamente. De maneira que fui escrevendo/anotando as reflexões repentinas que me surgiam. Mais tarde, passava para um caderno essas palavras soltas, por vezes gravadas no telemóvel, corrigindo aquilo que me foi trazido ao coração e à mente. Tenho também o hábito quando assisto a uma palestra de tirar as minhas próprias definições e conclusões, escrevinhando conceitos, pareceres, para mais tarde, mediante a minha tese, colocar frases que façam sentido, para, oportunamente, incentivar positivamente a outros.
Quando reparei que tinha tantas frases e pequenos textos escritos dispersos, pensei juntá-los em um pequeno livro, para mais tarde expô-los, e assim o seu objectivo chegasse a ser concretizado: levar ao público alegria e paz, sabendo que a vida nem sempre nos dá o desejo ambicionado; mas em vez de gastarmos o tempo com lamentações, raiva e até vinganças, porque não colocarmos o nosso olhar no que é o valor do fôlego de vida, podendo alcançar bênção através de pequenas lições de beleza, confiança, amor, oportunidades, sabedoria e tantas outras coisas.
Eu penso que as páginas deste livro trazem ao leitor a oportunidade de fazer uma meditação mais profunda, distraindo-o da circunstância, dando-lhe encorajamento, fortalecendo o leitor a confiar, a agradecer, e a ter fé que as possibilidades existem, colocando em prática o que houver de melhor em si.
Queria fazer chegar ao público algo que lhe fizesse bem à alma e ao mesmo tempo que os alegre e os desperte positivamente a cada dia. É um projecto que penso que tem publico, sendo um livro, sem tempo, sem época e que pode ser lido como o leitor quiser. Vejo-o como um livro considerável e precioso para o público em geral.

  É um projecto em que já tinha vindo a pensar e ao qual quer dar continuidade. Em que medida é que este livro se aproxima, ou afasta, dos seus outros livros?


Sim, um trabalho que tem vindo a ser feito há bastante tempo, mas que por vários motivos foi ficando sempre nos ficheiros. Não tinha e não tenho uma ideia muito visível da sua aceitação no mercado de língua portuguesa e fico sempre com a reserva do que é que poderá acontecer, mas creio que o tempo lhe trará simpatizantes e fiéis.
Já na recta final e antes de o livro dar entrada na gráfica obtive o apoio generoso de particulares da diáspora na aquisição de centenas de exemplares. Esses exemplares irão ser entregues, gratuitamente, a instituições que estejam dispostos a recebê-los: desde lares a lugares de reabilitação. Este gesto veio confirmar validade da edição deste meu desejo que tinha estado em pausa. Até porque este projecto também já tinha sido vencedor de um voucher de edição, um primeiro incentivo para avançar, e a aquisição veio dar-me o reforço que eu precisava; uma espécie de validação da edição deste primeiro volume. É o meu gosto dar continuidade a este trabalho que tanto me alegra e me é querido, e é por isso que já tenho o volume II em andamento. Vamos ver o que o futuro traz…
Eu gosto sempre de deixar uma palavra de reflexão ao leitor, durante ou no final de cada obra. Eu diria que este trabalho não se afasta muito da minha forma de escrever, embora o livro propriamente dito seja bastante diferente de todos os meus outros livros.

  Este livro não tem qualquer espécie de organização. É intencional, deduz-se, mas há um objectivo nessa falta de organização formal?

Não é um livro de temática organizada, nem nunca foi essa a minha intenção. O meu objectivo principal é fazer com que o leitor tenha a liberdade de abrir (em qualquer parte do livro) ler e sentir. Meditar sobre as palavras desse preciso instante, e quem sabe lhe possa vir a ajudar a apreciar, acalmar, agradecer o momento em que se encontra.

  Existe alguma parte, ou temática, do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

Não. O valor das palavras são sempre especiais em cada momento. A circunstância (de cada um e de cada momento) cria a particularidade das palavras, dando-lhe o seu valor específico nessa ocasião por onde os olhos passearam.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler este livro? O que acha mais apelativo nele? Aconselharia este livro a algum tipo de público em particular?

Um livro para todos porque creio que todos nós, a qualquer momento, necessitamos de uma palavra própria. Aquela palavra que queremos dar ou queremos receber mas que às vezes fica presa, que não é tão bem construída o quanto o deveria ser, ou, talvez por receio, não queremos ou não temos o valor suficiente para a dizer ao nosso semelhante. Depois é um livrinho que pode viajar com o leitor para qualquer lugar sem ocupar grande espaço. Até cabe no bolso!

  Tem optado por apresentar os livros em pequenas reuniões informais. O que é que está a retirar dessa experiência? E em que medida é que acha que o futuro pode passar mais por este tipo de apresentações (cada vez mais adoptadas já por alguns nomes grandes da literatura mundial)?

É sempre muito gratificante encontrar quem goste de me ler, sentir momentos especiais nas suas palavras é força para escrever mais. Um lançamento é feito com gentes que se encontram e se propõem ao ato de conhecer. O autor e o livro devem ter proximidade ao leitor. E é isso que tem acontecido. Tenho dado a conhecer de uma forma mais informal e a interação desliza maravilhosamente. A aprendizagem tem sido cheia de substância para os dois lados. Por exemplo, na poesia (que é muitas vezes olhada e entendida de uma forma negativa pela maior parte da população, que dizem não entender), se levarmos até ao leitor essa mesma poesia numa forma simples, como tenho vindo a fazer com o livro “Sons Poéticos”, o publico torna-se muito mais receptivo e por vezes até se extraem palavras de admiração sobre este género de textos. A interação tem sido magnífica e a poesia ganha leitores. Tenho a certeza que muitos passaram a ver a poesia com outro olhar; e comigo/do meu lado fica uma experiência feliz e enriquecedora. Por isso acredito que, seja qual for o género de escrita, o contacto directo com o leitor será uma mais-valia para ambos os lados. Tenho tido momentos gratificantes de experiências únicas e ainda de enorme aprendizagem. Este público conta histórias e ouve histórias que abrilhantam a socialização seja ela sobre verso ou sobre prosa. Surgem conversas das mais variadas que vão deixando transparecer sentimentos dos mais diversos.
Não há lugar específico para dar a conhecer um livro. Estas ocasiões têm sido muito agradáveis e incomuns, e estou muito satisfeita desde que decidi que iria fazer diferente. Este é o caminho para que o nosso povo se aproxime dos livros naturalmente, sem se sentir incómodo e estranho na presença dos livros e dos seus autores.
A literatura leva-se.


Leia ou releia a outra entrevista da autora em: https://tectonuvens.blogspot.com/2024/05/ilda-pinto-almeida-autora-dos-livros-o.html


Pode obter mais informações sobre o livro aqui




Livro à venda na  nossa online e em todas as principais lojas online nacionais e internacionais.

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Um dia com... "Ilda Pinto em Rota das Comunidades Terapêuticas de toxicodependentes"

"Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.

De volta a Portugal, Ilda Pinto Almeida anda a promover o seu novo livro (saiba mais aqui) levando os seus pensamentos e reflexões àqueles que fazem da reflexão e da discussão a sua terapia.
Nas palavras da autora, o resumo dos dois primeiros dias:


Os exemplares do livro TODAVIA EU ME ALEGRAREI , começam a ser distribuídos.
Rota das Comunidades Terapêuticas de toxicodependentes no privado.
Uma maratona de entrega , palestras e experiências que decorre há dois dias . Hoje encontramos os fogos pelo caminho e de vez em quando sentimos alguns arrepios, mas valeu a pena.
Não tenho palavras suficientes para descrever o quanto eu tenho vivenciado e vivido. Estou imensamente grata a Deus por me ter escolhido e, grata também à diáspora (sabemos quem são) pela sua boa vontade.
Obrigada aos que incansavelmente estão a trabalhar neste projeto de voluntariado (Luísa) , de excelência numa espécie de relações públicas.



“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á."
TODAVIA EU ME ALEGRAREI e a Rota das Comunidades Terapêuticas de Toxicodependência; a maratona continua.


sábado, 14 de setembro de 2024

Novo livro de Ilda Pinto Almeida em pré-venda "Todavia eu me alegrarei - Pensamentos, ideias e reflexões sobre a vida - Vol. I

 Para celebrar o Dia Mundial da Gratidão, 21 de Setembro, nada melhor do que um livro com "pensamentos, ideias e reflexões sobre a vida"; um livrinho de bolso, fácil de transportar, mas cheio de pormenores que nos fazem apreciar melhor a nossa e a vida dos outros, que nos pormenores que está toda a beleza...

Também por esse motivo, para esta capa usaram-se alguns pormenores do quadro da autora, "Hearts" (corações).

  

E para que, quanto antes, possa aceder a estas reflexões e pensamentos, até 20 de Setembro 2024 pode adquirir este livro por apenas 6,00€, beneficiando ainda, caso adquira um outro livro da autora (recomendamos o nosso folheto especial “Regresso às aulas” para ver os títulos mais recentes, e em promoção, que pode consultar aqui) de portes gratuitos para Portugal Continental.




Todavia eu me alegrarei - Pensamentos, ideias e reflexões sobre a vida - Vol. I
; Ilda Pinto Almeida

178 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2042; PVP 7,00€ = 6.00€


Este livro é para ser folheado e saboreado sem qualquer ordem, como o queiras ler, vai estar sempre correcto (daí não ter índice), não está organizado por temas, por datas, e tampouco tem títulos. É tão espontâneo quanto os pensamentos e ideias que me foram surgindo e que eu tomei nota. Folheia, procura e deixa-te surpreender/envolver pelas palavras que te podem encorajar, ou fortalecer, neste dia que nasceu para ti.


Pode encomendar o livro enviando email para loja@tecto-de-nuvens.pt

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Um dia com... Aníbal Seraphim em: "A liberdade de ser diferente"

"Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.

O 25 de Abril e a Liberdade continuam a servir de inspiração. Se nos Desafios de Abril essa inspiração era exclusivamente em prosa, não quer dizer que não tenha, simultaneamente, inspirado a Poesia. Vamos pois saborear aos poucos essa inspiração, que a Liberdade quer-se sempre...
Aníbal Seraphim mostra como um ripado (uma representação de oprimido/pisado) serviu para reflexão sobre o tema..



A liberdade de ser diferente


Era uma vez um ripado
Que queria ser diferente
Não queria ser como os outros
Eternamente a serem pisados
Aos pés de toda a gente
Sempre de forma obediente
E completamente calados
Pois se pensassem diferente
Eram logo censurados
Como ele havia poucos
Estavam todos domesticados
Mas um dia fez uma sublevação
Que deu voz aos oprimidos
Conduzindo uma revolução
De cravo ao peito e militares unidos
Já se passaram cinquenta anos
E todos os ripados respiram liberdade
Mas já muitos esqueceram os danos
Do ripado que viveu na clandestinidade

Texto e imagem: Aníbal Seraphim

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Problemas com envios de email a partir das contas "tecto-de-nuvens.pt"

 

 Nos últimos dias, não sabemos exactamente desde quando, temos tido dificuldades com os envios a partir das contas associadas ao nosso site (tecto-de-nuvens.pt), com todos os emails a serem devolvidos; não sabemos, contudo, se também está a haver problemas com a recepção de emails e/ou se já estávamos a ter problemas antes de os emails começarem a ser devolvidos; isto é, nós podemos ter a indicação de emails entregues sem, no entanto, tal ter acontecido.
Se estava a espera de uma resposta nossa e não a recebeu, volte, por favor, a tentar o contacto e se não receber resposta em 48 horas, então use, por favor, o email tectodenuvens@hotmail.com
Até termos percebido qual a origem deste problema usaremos o email geraltecto-de-nuvens@gmail.com, veja, por favor no seu lixo/spam se tem emails nossos. Muito obrigada.
Pedimos desculpa pelo transtorno, tentaremos resolver o problema com a maior brevidade possível.

A gerência

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Um dia com... "Ilda Pinto em encontros vários"

 "Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...

Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.

Ilda Pinto Almeida continua a encontrar-se com os seus leitores e a promover os seus muitos livros ("spoiler alert" está um novo livro, mesmo, mesmo a chegar). Tal como muitos outros autores nacionais e internacionais estão a descobrir, começa a haver um certo cansaço pelas apresentações de livros formais, sempre com a mesma configuração e os mesmos protagonistas (mudam-se as caras, mas os cargos são sempre os mesmos) e tem vindo a optar por encontros informais, com os seus leitores. O sucesso tem sido muito e os pedidos para mais, também.
Ficam aqui alguns exemplos, estes do lado de lá do Atlântico...

Parque (Junho 2024)



Museu do PISC (Maio 2024)





Biblioteca (Maio 2024)



sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Joaquim Armindo, autor de "a florzita amarela", em entrevista

 

Como temos vindo a anunciar, no passado dia 22 de Julho, o autor Joaquim Armindo lançou mais um livro, desta vez uma combinação de Poesia e de Textos: "a florzita amarela".

Neste livro tanto encontramos textos escritos na década de 60, como textos já de 2024, num percurso muito interessante (do jovem de 15/16 anos ao avô septuagenário) do qual o próprio autor nos fala nesta entrevista.  Em comum, a visão do autor sobre a vida e sobre algumas temáticas relevantes para a vida e para a sociedade, com focos que se foram mantendo em comum e que outros que evoluíram.

Mas deixemos que seja o autor o guia deste percurso que é tanto literário como biográfico; Joaquim Armindo, de voz própria e na primeira pessoa:

  Fale-nos um pouco sobre o seu novo livro.

O meu último livro “a florzita amarela” é um livro de poesia e alguns textos. Divide-se em 4 secções, uma de poesia, outra uma série de crónicas escritas para o jornal “Servir en las Periferias”, espanhol, dirigido ao universo latino americano e espanhol e português sobre o diaconado e a igreja, uma outra uma série de textos escritos em alguns tempos e por fim alguns textos das minhas intervenções quando tinha cerca de 15 -16 anos de idade.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler (ou dar a ler) o seu livro?

Penso que os temas são muito atuais e abrangem um conjunto de opiniões sobre o caminho da igreja e o seu sínodo, nomeadamente a ordenação de mulheres e o celibato obrigatório, assim como na poesia se “canto” o que me vai na “alma” faço-o com os outros e com as outras, com o meu povo, só isso daria para ler o livro. Mesmo para aqueles não interessados na igreja os textos considero-os “fraturantes” e poderão verificar outros pensamentos existentes na igreja de hoje, inerentes à nossa sociedade.

  Este livro tem alguns inéditos e alguns textos mais recentes, mas, à semelhança do anterior (“um barco nas ondas do mar”) também tem textos bastante mais antigos, viajamos até à sua adolescência e juventude. É importante esta recolha de textos e o percurso, enquanto autor e enquanto homem, que esta recolha permite? Este recordar das origens e posterior evolução é mais pertinente para o leitor ou para o autor? Ou para ambos de igual forma?

É importante não só para mim, mas para a história dos tempos, para se sentir como se pensava naqueles anos e qual os pensamentos, mas também para a construção de uma identidade, sem dúvida minha, mas, também, de todo o percurso evolutivo da consciência coletiva.

 

  Olhando para trás, via este percurso, as grandes causas continuam as mesmas? Há alguma atualidade mesmo nos textos mais antigos? Ou o mundo e as suas causas evoluíram num sentido inesperado? E nesse caso, melhor ou pior?

Há, sem dúvida, uma evolução dos pensamentos, muito positiva, mas acredito que ela só existe porque existiu um pensamento prático teórico e uma prática de uns tantos a favor dos demais. As causas por que nos debatíamos em tempos passados não são as mesmas, mas o radical delas ficou, por isso é importante a luta agora, nestes tempos em que parece termos um “regresso ao antigamente”, como verificamos com o “venturismo” e em alguns aspetos pela hierarquia da igreja católica romana, que nos forçam a “sair para a rua e gritar”.

  Tem mais projetos para estes géneros literários? Livros? Atividades?

Sim, certamente, um livro estou a preparar para 2025, se tudo correr bem. Quando sou um “diácono desempregado” por força do querer do senhor bispo do Porto, existirão condições para a minha voz se ouvir. Há um jornal que me solicitou uma entrevista sobre isso, mas, como, para falar verdade, haveria muitas pessoas em jogo e as minhas declarações seriam prejudiciais às igrejas vou-me contendo…até um dia.

As minhas atividades referem-se à escrita, escrevo em vários jornais e uma rádio brasileira. Temas como digo “fraturantes” na sociedade e na igreja e, por isso, incomodativos.

  

Leia ou releia a outra entrevista do autor em: https://tectonuvens.blogspot.com/2021/03/joaquim-armindo-em-entrevista.html



Pode encontrar mais informações sobre o livro aqui.

Livro à venda na  nossa online e em todas as principais lojas online nacionais e internacionais.