quarta-feira, 1 de junho de 2022

Aldina Cardeal, autora de "Jesus de Nazaré resgatou-me", em entrevista

 


O nome Aldina Cardeal já será conhecido de muitos leitores (os vários milhares que já leram o livro, os que já ouviram contar a história dela, os leitores habituais do blogue que vão acompanhando o sucesso da autora), mas ainda assim, a todos deverá ser comum o desejo de saber mais.
Corajosamente, em Dezembro de 2015, Aldina partilhou, sob a forma de livro, a sua extraordinária experiência. Fê-lo com o intuito altruísta de ajudar, ainda que sabendo ao que se expunha (alguns dos leitores já terão visto a autora na televisão, lido entrevistas ou lido referências à história dela noutros livros), partilhou o que achou relevante da sua história, mas salvaguardou-se - a comunicação social tem andado deserta para lhe explorar a história, nomeadamente nos programas da tarde e da manhã-  poderia bem ter feito sucesso vitimizando-se e expondo-se, mas não foi para isso que escreveu o livro e soube resistir a esse presente envenenado. Hoje, por sua voz, e com total liberdade, fala-nos da sua experiência artística como escritora, como artista plástica, como designer... O pretexto foi a publicação da 3ª edição do livro "Jesus de Nazaré resgatou-me" (a autora voltou a pegar no livro, ajeitou e deu polimento onde entendeu, e acrescentou um novo capítulo relativo às experiências que viveu após ter publicado o livro. De bónus há ainda um conjunto de fotografias.) e, finalmente, o livro ter ido para o circuito comercial! 
Aldina Cardeal, 43 anos, com a sua própria voz:

  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

       Por necessidade.

  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

Vejo-a como um meio de evangelização e missão de levar Jesus aos outros através do meu testemunho de vida.

   Sempre sonhou publicar um livro?

Nunca pensei nisso pois sempre fui mais ligada às artes, embora sempre gostei muito de ler livros. Quando fui inspirada a fazê-lo, no início achei não ser capaz. Fui pedindo a graça do Senhor e depois de começar, tudo foi fluindo naturalmente.  

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos? 

Quando saiu a primeira edição fiquei muito animada! A divulgação fez-se de um modo bem surpreendente, através de retiros católicos, grupos de oração, sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares, entre outros meios. Eu acredito que o Céu deu uma grande ajuda na divulgação do mesmo.
O testemunho é forte e genuíno e de certo modo não me admirou que muita gente se interessasse pela leitura do livro. Ao contrário do que se possa pensar, há muita gente a passar por experiências semelhantes, a procurar Deus através de caminhos errados.
O livro ilumina a muitos, a ter consciência que Jesus está vivo e que o bem e o mal existem! É uma verdade de fé! A existência do bem e do mal está bem explícito na Bíblia, no Catecismo e na herança dos santos e ensinamentos da Santa Igreja Católica.

  Tem algum projeto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Sim. Recentemente desenvolvi um novo projeto, Atelier de fé, dedicado à pintura sacra - óleos de aguarelas, imagens religiosas pintadas à mão, projetos de vitrais, desenvolvimento de pagelas, entre outros. É também um meio de divulgação do livro.
Ainda dá os primeiros passos, mas tem dado os seus frutos através das redes sociais e paróquias locais e de outras cidades. Fico muito agradecida quando algum sacerdote me pede trabalhos. Exemplo: Já tive pedidos de aguarelas para o padre de cá ofertar ao Bispo de Braga, aguarelas de Sagradas Famílias para ofertas da paróquia a famílias, aguarelas do Meninos Jesus para ofertar no Natal a benfeitores paroquiais, postais, pagelas, …
Muitas das aguarelas desenvolvidas e que ficam para exposição, ficam disponíveis em impressões de qualidade Art print acabando por ficar mais em conta. Há quem não possa ou não esteja disposto a pagar por um original. Estas impressões de arte mantêm o seu carisma único e valem apena serem replicadas para chegarem a muitas casas.
Quanto a um novo livro, tenho algumas ideias, mas ainda não concretizadas. Estas passam por um ou mais livros ilustrados, dentro dos temas religiosos.

   Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

O livro denuncia à luz da palavra de Deus, as obras das trevas e de como devemos fazer para caminharmos em segurança. Os tempos em que vivemos são bem confusos e hoje em dia aceitamos tudo com normalidade que, infelizmente acaba por ter as suas consequências. Tanto se vai à Santa Eucaristia como no dia a seguir à médium ou se pratica Yoga e Reiki como sendo tudo muito bom e compatível com a fé cristã. A maior parte dos católicos dizem-se “não praticantes” tal como eu dizia no passado e facilmente aceitam tudo o que lhe colocam à frente como bom e fruto do tempo.
Quando tive a graça de ser tocada por Deus, senti um forte apelo, à luz da palavra do Senhor, a denunciar todo o erro, descrevendo o que se passa à nossa volta e apontando o verdadeiro caminho, a verdade e a vida.
No fundo o livro é uma catequese para adultos.

  Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

               Para mim todas as partes são muito importantes. 

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro? 

A razão principal: Tal como eu fui tocada, desejo isso para todos os irmãos em Cristo. Que lhes seja mostrada a verdade tal como a mim, e que nos possamos encontrar todos um dia na eternidade!
É uma alegria imensa quando encontro pessoas que tiveram a graça que eu tive. Ao longo destes anos fui conhecendo muitos casos de conversão, tanto pessoalmente como através das redes sociais. Quando temos um forte “toque de Deus” a nossa vida é transformada e desejamos isso para todos!
Eu também aconselho, que usem o livro muitas vezes e o sublinhem! Para além do relato do testemunho, acho muito importante os conselhos que deixo, pois apontam para o caminho da salvação, que é só um: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém pode ir até ao Pai senão por mim”. João 14,6

   Estamos a falar de um livro que já vai na terceira edição (e por edição queremos mesmo dizer “conteúdo novo”, não estamos a falar em reimpressões, até porque acredito que mesmo juntando os nossos esforços já não sabemos dizer quantas foram…) e que em menos de um ano, e completamente fora do circuito comercial, ultrapassou os 5000 exemplares vendidos. Contava com esse impacto? Incentiva-a? Assusta-a? – A Aldina sabe, mas quem está a ler esta entrevista não, é um livro altamente emprestado.

Não contava com isso de maneira alguma. Tudo se desenrolou de um modo surpreendente! Como já descrevi no início da entrevista, tive muitas portas abertas através de retiros, grupos de oração, palestras e sacerdotes que me contactavam a pedir exemplares para distribuírem nas paróquias.  Tinha pessoas que me pediam aos 10 e 20 livros de cada vez para oferecerem a amigos e familiares.
No fundo é quererem a sua salvação, mas como eu costumo dizer: “o Amor não impõe nada a ninguém”. Muitos livros foram parar a boas mãos e deram frutos e alguns provavelmente não. Soube de alguns casos esporádicos de pessoas que recebiam o livro e não o conseguiam ler pois sentiam repulsa, sentiam-se ansiosas, não aceitavam o testemunho por não quererem mudar de vida, etc.  É algo que nos ultrapassa e resta-nos rezar por eles.

   Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Escrevo com muita simplicidade e de modo genuíno. Gosto de transmitir aos outros relatos reais e tudo o que me foi sendo mostrado através da minha caminhada cristã. Já vivi tantos momentos extraordinários e maravilhosos que no fundo, daria para inspirar a escrita de mais uns bons livros! Não se sabe!

   Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

Acho importante aproveitar estes meios pois são muito usados na atualidade. No caso do meu livro, as vendas online não têm tido tanto impacto. Eu também ainda não uso as redes sociais com as devidas potencialidades apresentadas. Há quem o faça de um modo excecional, como o caso dos nossos irmãos do Brasil que eu admiro imenso. Eu assisto a muitas palestras deles pelas redes sociais.
Eu ainda prefiro apresentações presenciais por se criarem mais empatias, mas os tempos que vivemos, especialmente nestes últimos dois anos não tem sido muito favoráveis.

  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Sim. Nestes últimos anos dedico-me a ler a Bíblia, pequenas meditações, biografias de santos, livros sobre os dons e carismas do Espírito Santo, livros sobre cura e libertação, testemunhos, entre outras edificantes leituras católicas.

  Esta pergunta é tipo “bónus”, mas a capa deste livro é muito bonita e ninguém fica indiferente à ilustração, que é sua. Fale-nos sobre esta vertente da sua vida e o modo como, mais recentemente, se tornou na sua profissão.  

Desde jovem tive sempre um gosto enorme por pintura. Hoje tenho a certeza que me desviei um pouco do caminho durante uns longos anos.
Formei-me em Design de Moda por ter os meus pais ligados à indústria têxtil. Eu fui  aceitando de que poderia não ter futuro profissional com um curso de pintura. O curso de design de moda, no fundo era um curso criativo e acabei por trabalhar nesta área mais de 10 anos.
Era boa profissional e criativa, tinha uma carreira, um bom ordenado, viajava muito, mas honestamente não me sentia feliz.
 Aos 33 anos fui “polida” pelo Senhor. A minha libertação espiritual deu-se nessa altura. Então eu muito agradecida a Deus, peguei em aguarelas que eu até então usava para desenvolver estampados na profissão de estilista, e comecei por pintar o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, os Sagrados Corações entre outros. E daí fui desenvolvendo outras imagens, e fazendo quadros, pagelas…;
Oferecia a amigos, ao Pe. Duarte, nos grupos de oração, palestras, retiros, aos sem abrigo, etc... Nos inícios da minha libertação vivi tudo com muita intensidade e força do Espírito Santo. Nessa altura percebi que era muito feliz a pintar para o Senhor. Mais tarde pedi mesmo essa graça por escrito, a Nossa Senhora de Medjugorje quando lá estive em peregrinação. (Imagem acima),

O atelier de fé só surgiu em 2021 com o objetivo de levar Jesus a todos através da arte.
Só passados 10 anos, depois de muitos obstáculos e luta interior, decidi fazer algo mais “à seria” com a ajuda do Céu. Tenho ainda muito caminho pela frente, mas sou muito feliz, mesmo perante as limitações e desafios que implica um projeto pessoal.
Tenho pedido a Deus que me envie leigos e sacerdotes, para me ajudar no desenvolvimento deste nobre projeto.  

Deus a todos abençoe abundantemente.

 Pode saber mais sobre o trabalho de Aldina Cardeal em:

https://atelierdefe.wixsite.com/atelierdfe
https://www.youtube.com/watch?v=69ACXIyAI6g&t=7s

Contactá-la em:
aldina.cardeal@gmail.com


Jesus de Nazaré resgatou-me, 3ª edição; Aldina Cardeal
134 páginas, capa mole, Tecto de Nuvens, 2022 (Maio) PVP: 8€

Relato biográfico da experiência da autora com o oculto e a luta para se libertar, o que só sucedeu após 3 exorcismos. Nesta 3ª edição, com mais um capítulo, a autora relata algumas das experiências que viveu após a publicação do livro. – Prefácio do Pe. Duarte Sousa Lara. -

Livro disponível nas principais lojas online nacionais e internacionais.

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