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segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Desafios de autores para autores: NOVEMBRO (S. Martinho)
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Um dia com: Ilda Pinto Almeida em "A nostalgia de um tempo!" - parte II
Estará disponível todo o ano, independentemente de outros projectos a correr aqui no Blogue. E está aberto a todos, se tiver algo que queira partilhar, pode enviar para geral@tecto-de-nuvens.pt ou tectodenuvens@hotmail.com indicando no assunto "Um dia com...". Podem enviar quantas participações quiserem.
A promoção do mais recente livro de Ilda Pinto Almeida ("Daniel e a cadelinha Azeitona") levou-a até algumas escolas, uma delas era a da sua infância, outra a da sua adolescência. Na primeira parte falou da visita à primeira, agora foca-se na segunda. Fica o relato do dia e da nostalgia..
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Dos meus animais - espaço de partilha
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| Livro: "Dos meus animais" |
Como tenho imensa dificuldade em acreditar que ninguém tem nada a dizer, não querem é ser os primeiros, então vou dar o exemplo...
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| Nico, 1988-2005 |
Esta foto, velhinha, velhinha, retrata a primeira foto tirada a este pinscher e também o primeiro dia em que usou coleira. Não se deixem enganar pelo ar de felicidade, é que a partir daqui assim que via uma máquina fotográfica posava e tirar-lhe a coleira para dar banho ou para trocar por uma nova, passou a ser tarefa hercúlea. Ah! Cadeiras, sofás, camas, tudo o que fosse "humano" era território de grande felicidade e conforto.
Dia Mundial do Animal com novo livro: "Dos meus animais"
sexta-feira, 30 de setembro de 2022
Um dia com: Ilda Pinto Almeida em "A nostalgia de um tempo!"
"Um dia com..." é uma espécie de página de diário, real ou fictício, aqui cada autor pode fazer o relato de um episódio, fazer uma reflexão, colocar um pensamento, uma foto...
A promoção do mais recente livro de Ilda Pinto Almeida ("Daniel e a cadelinha Azeitona") levou-a até algumas escolas, uma delas era a da sua infância. Fica o relato do dia e da nostalgia..
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Novo livro: "O Daniel e a cadelinha Azeitona", de Ilda Pinto Almeida
O Daniel e a cadelinha Azeitona; Ilda Pinto Almeida
- Ilustrações de Fernando Silva -
44 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2022 PVP 8,99€
Este livro relata a história de uma cadelinha que vivia no campo, onde tudo era verde e o barulho que ela ouvia era suave, até ao dia em que recebe a visita dos pais do Daniel…E Daniel, o menino que cresce e aprende com a sua nova companheira de brincadeiras.
Disponível na nossa loja online e nas principais plataformas online nacionais e internacionais.
Caem as folhas" - Desafios de Outono - PREMIADOS
O autor vai receber lembranças das linhas Tecto de Nuvens.
Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um misto das edições de 2020 e 2021. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que anda à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. .
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2022 estão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio (no nosso 15º aniversário vamos oferecer prendas das linhas Tecto de Nuvens). Os votantes que se identificarem entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também das linhas Tecto de Nuvens.E assim, está aberto, oficialmente, o regresso à rotina e à escrita.
(4) Folhas no Outono…
A aragem que soprou do sul
A chuva e o arrefecimento
E as manhãs que nublaram
Pintou o verde das folhas
De cores variadas,
Por cultores tão apreciadas:
Umas de amarelo diverso
Outras de vermelho arroxeadas
Terceiras de azul claro
E, numerosas folhas,
De tintas tão variadas…
Passado pouco tempo
Com brisa insistente
De manhã e ao cair do sol
Tombaram no chão;
Arrastadas do vento
Foram recolhidas no gibão
E lançadas no aterro
Sem choro nem lamentação…
Assim a beleza dos humanos
Tão colorida de fama e glória
Ao amadurecerem com os anos
Acabam sepultados na história…
A beleza das folhas
É como a dos humanos
Tão colorida de fama e glória
Amadurecem com os anos
E acabam sepultadas na história…
(3) O desencanto do Outono…
A praia das folhas começa no Outono
Para calendário de árvores desnudas
Em agenda, tempo de Inverno rigoroso
Tanta folha morta caída nas ruas…
….
Aos cantos jogam à desfolhada
Já perdeu graça o seu enfeite…
Mas o Outono não lhe tira graça
Arrasta-as tão só do olhar da gente…
…
Belas, ricas e úteis na árvore
São, hoje, atiradas à lixeira
O costume, assim olvida o brinde
Muda-o, sim, à sua maneira…
(2) LEMBRA-TE DE MIM…
Lembra-te de mim, quando ao cair de cada folha
O Outono disser que sim, em cada escolha!
Lembra-te de mim, quando os céus trovejarem
Quando em segredo ouvires a minha voz.
Lembra-te de mim, quando os montes uivarem
O segredo de minha voz.
Lembra-te de mim, quando acordares para a vida
E, a vida nos der uma lição.
Lembra-te de mim, quando os mares espumarem
O bafo de minha voz.
Lembra-te de mim, quando os canaviais
Cantarem uma canção ao vento!
Lembra-te de mim, quando os outeiros
Clamarem por razão…
Lembra-te de mim, quando em fim a sós
Disseres: te amo!
Lembra-te de mim, quando numa canção esquecida
Reconheceres minha voz.
Lembra-te de mim, na teoria da vida
Na prática do prazer e da felicidade.
Lembra-te de mim, quando os mares
Bramarem por marés.
Lembra-te de mim, quando em secreto
Ouvires a minha voz.
Lembra-te de mim, quando chegar a nossa vez
De proclamarmos: O Amor…
Lembra-te de mim, quando os vales e os montes
Ressoarem as suas vozes.
Lembra-te de mim, quando souberes expressar o teu amor.
Lembra-te de mim, quando o júbilo der lugar à ressaca.
Lembra-te de mim, simplesmente por lembrar, lembra-te de mim!
Lembra-te de mim, quando o amor der lugar à calma em nossas almas.
Lembra-te de mim, quando em teu coração, disseres que sim!
Lembra-te de mim, apazigua-me em tua calma, ao sabor de nossa alma…
Lembra-te de mim, no esforço de uma passagem celeste…
Lembra-te de mim, em cada não e em cada sim…
Em cada breve acordar…
Lembra-te de mim, em cada olhar, em cada gesto.
Lembra-te de mim, em cada cheiro, em cada passo.
Lembra-te de mim, por favor não me esqueças,
Mesmo que desbravando o passado em cada futuro.
Lembra-te de mim, em cada alavanca do presente
Lembra-te de mim, simplesmente por gostar de alguém.
Lembra-te de mim, quando tua alma fizer menção
De cada sortudo acordar!
Lembra-te de mim, quando no segredo de teu coração
Quiseres perdoar.
Lembra-te de mim, quando escolheres: amar…
Lembra-te de mim, quando por fim: sonhares…
Lembra-te de mim, quando as estrelas, nos cantarem uma canção
E, em seu ímpeto, a lua clarear a terra.
Lembra-te de mim, quando o sol brilhar, uma vez mais.
Lembra-te de mim, em cada melodia, de uma breve canção.
Lembra-te de mim, quando o eco de nossos corações
Nos mostrar a razão de ser de nosso viver…
Lembra-te de mim, quando em cada passo, encontrarmos alento…
Lembra-te de mim, quando virmos a vida a acordar…
Lembra-te de mim, quando o arco-íris estender o seu espectro.
Lembra-te de mim, quando o nosso espaço, vez após vez: é preenchido.
Lembra-te de mim, quando nossas preces, forem senhores de nosso vento…
Lembra-te de mim, quando balbuciares em teu pensamento
As letras de nossa canção…
Lembra-te de mim, quando no embalo de nossa canção
Formos senhores de nossos ventos…
Lembra-te de mim, quando em surdina orares por claros pensamentos…
Lembra-te de mim, quando o tempo nos esclarecer
À mercê de um encantamento.
Lembra-te de mim, na tua força e no teu fracasso
Como que moendo um pedaço.
Lembra-te de mim, quando fores senhor e quando fores escravo.
Lembra-te de mim, em cada olvidar, em cada duvidar!
Lembra-te de mim, quando em nosso espírito: revivermos!
Lembra-te de mim, quando nossa alma clamar por mais…
Lembra-te de mim, em nosso respirar, em nosso sôfrego: amar…
Lembra-te de mim, quando no embalo de cada canção, só o vento terá razão!
Lembra-te de mim, em cada naufragar, em cada embalar…
Lembra-te de mim, no rescaldo de cada canção
Que vem da ternura de nosso coração!
Lembra-te de mim, no fundo de cada anoitecer
Quando o dia for uma criança e o amanhecer tender em esperança!
Lembra-te de mim, quando o dia replicar e a noite tiver um fim!
Lembra-te de mim, quando em nosso fundo embalarmos nossa canção…
Lembra-te de mim, quando em nossa altivez, me tiveres por irmão.
Lembra-te de mim, não no teu repúdio, mas na graça de cada sim!
Lembra-te de mim, em cada não e em cada sim! Lembra-te de mim, em nosso sonhar, emcada acordar!
Lembra-te de mim, na plenitude de nossa vida, em cada miragem!
Lembra-te de mim, em cada invisibilidade, em cada quedar com a idade!
Lembra-te de mim, em cada alvorecer e em cada entardecer…
Lembra-te de mim, quando cair em nós a nossa paz.
Lembra-te de mim, não me esqueças, quando a lua vem beijar o sol
(1) Outono,
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