Já dispensa apresentações a Ilda Pinto Almeida, aparece por aqui a apresentar os seus novos trabalhos duas a três vezes ao ano. Só precisamos mesmo de saber, a cada entrevista, qual é o género literário e a que público (ou público) se destina o novo trabalho.É a entrevista de 2024 onde a
propósito da participação na colectânea: “Heróis e heroínas da Bíblia” dizia: «Tenho
um trabalho feito e na gaveta desde dois mil vinte. Em dois mil e vinte um,
estes contos, foram publicados em pequenos boletins que chegaram ao Brasil e a
Moçambique e distribuídos por algumas crianças e adultos nos Estados Unidos
gratuitamente. Agora tenho a vontade de ver estes textos publicados em livro.
Quem sabe alguém leia esta entrevista e esteja disponível para uma parceria na
área da ilustração, ou então quem queira patrocinar na aquisição de exemplares.»
Qual é a sensação que tem ao ver, finalmente,
este livro nas mãos? Valeu a pena a espera? Conseguiu uma ilustradora. E quanto
a mecenas?
Sinto uma sensação de dever cumprido e agradecida pelo trabalho final. Como escreveu o nosso poeta Fernando Pessoa “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Neste caso valeu a pena: a espera, os contratempos, os nãos, as desconfianças e até as censuras que vou encontrando ao proceder ao knock knock das portas. Tive a graça de encontrar a ilustradora Julieta, que confesso, desde o momento em que com ela falei ter sentido que Deus estava neste negócio. Dou graças a Deus pela sua vida e pelo seu contributo e empenho em realizar com sucesso estas pequenas e simples ilustrações. Depois vieram os mecenas! Bati em várias portas onde pensava encontrar parceiros naturais, recebi elogios e promessas, mas intenções vazias. No entanto, em um momento de celebração, encontrei em pessoas comuns, durante uma conversa informal, o apoio genuíno que tanto esperei. A fé permanece viva. Feliz é aquele que se doa com alegria, sem hesitar, motivado pelo desejo de contribuir e fazer a diferença.
Fale-nos um pouco sobre este livro,
começando, talvez, pelo projecto inicial, ainda em boletins.
Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler estes seus contos? O que acha mais apelativo neles?
Porque temos que indicar um público para
cada livro, escolhemos o público infantojuvenil, contudo, suponho, não há um
limite de idades para esta leitura?
Não sei se já o referiu, mas estando o
mundo num estado tão, incompreensivelmente, bélico, olhando para estes contos,
nomeadamente para os segmentos bíblicos, para além da moralidade que já
apresentou no livro, não lhe parece que, sem necessidade, temos a História a
repetir-se? Que talvez falte a literatura, o conhecimento, para que não se
continuem a repetir os mesmos erros? – Sabemos que a motivação dos “senhores da
guerra” é interesseira, monetária, pelo poder; mas quem os segue, muitas vezes,
motiva-se, apenas, na ignorância e no preconceito. - Seja para enaltecer os heróis, seja para
condenar os vilões, não lhe parece que a Bíblia, em particular o Antigo
Testamento com tanto em comum para Cristãos, Judeus e Muçulmanos (e todas as
religiões e credos derivados delas), deveria ser visto como cultura geral e não
somente como cultura religiosa? Afinal continuamos a falar “David contra
Golias”, da “justiça salomónica”, etc. no nosso dia-a-dia, mas já com o risco
de as pessoas saberem quando aplicar as expressões, mas não necessariamente
situarem os episódios e a respectiva fonte.
Este livro vem com uma novidade: link e QR
code (aquela coisa que parece uma mancha cheia de pontinhos) para aceder a uma
galeria de imagens (e voltamos à introdução desta entrevista). Fale-nos sobre o
que se pode ver nessa galeria e sobre a possibilidade de ela se continuar a
alargar.
Finalmente, a data oficial de lançamento
deste livro é, muito apropriadamente, o dia de Páscoa. Nutre alguma esperança
que no dia em que nos debruçamos sobre o ressuscitar, o voltar à vida, o
renascer – e já em plena Primavera – que o livro possa ser veículo para esperança,
compreensão e aceitação e assim, um leitor de cada vez, vá pavimentando um
caminho para uma vida mais em paz?
Essa é a minha esperança. Não duvido do que Deus pode fazer. Jesus na sua morte e Ressurreição nos chama para ser o sal da terra e a luz do mundo. Para se ser missionário não é preciso sair fisicamente da nossa rua. Os livros são viajantes que conhecem povos e deixam sementes. Viajam por lugares impensáveis transportando pensamentos, verdades que abraçam corações. Quero expressar a minha profunda gratidão a todos que possibilitaram a realização deste projeto. Um projeto que nasceu com muita dedicação e da solidariedade de quatro pessoas que desejaram semear literatura para as novas gerações nas escolas, bibliotecas e instituições dispostas a receber obras inspiradas na amizade, na gratidão e na busca por uma melhor aprendizagem de valores, que por si conduzem ao sucesso de um futuro mais sensível. Neste Dia de Páscoa, celebração, onde o amor é o caminho para a humanidade, que a serenidade destes textos inspire a arte da amizade e renove a nossa conexão com Deus. Como dizia Charles Spurgeon: “Só os tolos acreditam que a política e a religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar".
Pode ir acompanhando o percurso dela nas redes sociais:
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Livro disponível na loja online da Tecto de Nuvens e nas principais plataformas nacionais e internacionais.

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