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quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Vaidosicezinhas XVI

Andava a Melissa de Aveiro muito contente a "passear" pela internet quando encontrou uma publicação online nascida este ano, a MAGG, com ligações ao Jornal Observador, mas mais do que isso encontrou uma curiosa lista de 12 livros, entre clássicos e novidades, para agradar às crianças no Verão agora terminado. Saiba o que havia de tão especial nessa lista em:

E se acha que há mistério nesta lista, envie um email para loja@tecto-de-nuvens.pt para adquirir uma excelente, e recomendada resposta.




quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Melissa de Aveiro, autora de "Um Novo Ano" e "A Casa do Lado" em entrevista



 Tal como a Marta*, também a Melissa está de volta!

Deliciadas as crianças a tentar descobrir, na companhia da Inês, quem é o monstro das meias; agora é a vez dos mais velhos terem a sua atenção.

Algures entre festas de Halloween e festas de Natal, com um olhar de relance aos "Morangos com Açúcar", Marta precisa de descobrir como se retoma a vida depois de um grande desgosto.

E a Melissa, tal como a Marta, volta em dose dupla, agora com "Um Novo Ano" e em 2024 com uma nova edição de "A Casa do Lado", contudo os nossos leitores podem, em exclusividade ler, ou reler, "A Casa do Lado" ainda antes deste Natal... - É estar atento às nossas informações

Apesar de mais do que ocupada com a sua tour literária promovendo as suas publicações deste ano, e também a ilustrar um monte de livros (e muito em breve falará aqui sobre essas ilustrações), Melissa de Aveiro, 33 anos, tirou um tempinho para nos falar dos seus livros, de viva voz e na primeira pessoa...

*Personagem principal dos livros "Um Novo Ano" e "A Casa do Lado".

  Conte-nos como e porquê resolveu escrever este livro, que é, sem o ser bem, uma espécie de continuação de um outro. Apaixonou-se pelas personagens e quis continuar a escrever sobre elas, ou sentiu necessidade de continuar com a vida da Marta (personagem principal dos dois livros)?

Foi mais pela personagem da Marta. Realmente criei uma “ligação” com ela e decidi que merecia um pouco mais de destaque, o que proporcionou a escrita de um segundo livro.

  E o modo como a escrita se processa mudou de um livro para o outro? Sente que evoluiu? Acha que os leitores vão notar essa diferença (se a houver, é claro)?

Sim. Senti que a escrita foi mais cuidada e com mais atenção aos pormenores.

  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos? E em relação à nova edição do livro “A Casa do Lado”, consegue voltar a sentir aquela emoção inicial?

Gostei bastante do resultado final. Estava com receio da capa mas a capa ilustrada ficou fantástica e todos os pormenores trabalhados do interior do livro.

  Fale-nos um pouco sobre estes seus dois livros.  E não só os escreveu, como também ilustrou as capas, até que ponto isso a faz sentir mais próxima da personagem principal?

Editar “Um Novo Ano” e reeditar “A Casa do Lado” deu trabalho. Ponderar bem na construção das capas para que se conjugassem, voltar a reler o texto por forma a melhorá-lo… deu trabalho mas valeu a pena pois as personagens e a história mereceram todo o apreço dedicado.

  Existe alguma parte do livro, ou dos livros, em particular, que goste mais. Porquê?

Os momentos de Marta passados com a sua amiga Nancy porque me remetem à minha adolescência, com as minhas amigas mais próximas.

  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro? E não sendo de leitura obrigatória os dois livros, até que ponto acha que a experiência do leitor fica valorizada por ler ambos os volumes?

A Casa do Lado e Um Novo Ano abordam um pouco de tudo o que acontece na vida de um adolescente: por um lado temos um seio familiar com os seus dramas e percalços… A problemática da adaptação a lugares novos e a novas amizades, um pouco de mistério, arte e cinema e até algumas curiosidades. Podem ser lidos em separado, mas, um e outro complementam-se.

  Estes dois livros, sem querer revelar demasiado, abordam questões muito sérias em qualquer idade, mas em particular na adolescência/início da vida adulta. Falam da morte, do luto e do retomar da vida. – Sem lhe querer influenciar a resposta, penso que as pessoas olham para o luto dos mais jovens com alguma leveza. -  Fale-nos um pouco sobre isto e sobre qual a mensagem que quis passar.

Apesar de nos apercebermos de, e lamentarmos, as mortes de adolescentes, jovens e jovens adultos, quando pensamos em luto (que não seja o da orfandade) e em viuvez não pensamos em adolescentes, em jovens, em jovens adultos, que perdem irmãos, colegas, amigos, namorados, noivos, cônjuges… Há a tendência em pensar como é que o adulto de meia-idade em diante vai lidar com a dor, com a perda, com o destruir dos sonhos, com a culpa da sobrevivência… Mas dos mais novos, quando há algum pensamento é mais na linha do “é jovem, aguenta, tem a vida pela frente…” - Aliás, frequentemente caímos no erro de achar que alguém é demasiado novo para isto ou para aquilo, ainda tem muito tempo para fazer isso. Como se o soubéssemos ou como se houvesse uma garantia de que vamos todos morrer de velhice, por ser isso que se espera…

Estes dois livros não se destinam apenas a jovens e jovens adultos, que se poderão identificar melhor com o meio ambiente, com a linguagem, mas a todos aqueles que deveriam querer ter presente o modo como os mais novos também têm de enfrentar as dificuldades e as dores da vida. Com sorte, para além de um tempo bem passado a ler duas histórias cheias de interesse, ficam os conhecimentos, a esperança e dicas para lidar com o menos bom que é também parte integral da vida. Porque é a vida que é figura central nestes dois romances.

A mensagem é que a vida não é fácil. Que não existe idade para se viver o luto… e que por mais que se queira parar, a vida continua, mesmo que não se esteja preparado para avançar…

  Sem entrar em experiências pessoais, mas de alguma forma a sua experiência profissional, enquanto enfermeira, deu-lhe algum tipo de referência no observar destas fases complicadas na vida dos mais novos?

Entrei para o curso de enfermagem com 19 anos. Com essa idade descobri um outro lado da vida, lidar frequentemente com a morte jovem, que desconhecia… como perder utentes com 26 anos, com cancro no pâncreas, por exemplo. Se calhar era nova demais para lidar com isso? Há coisas que nem os cursos e nem a escola nos ensina, mas que acontecem, mesmo que as ignoremos no dia a dia. Quem saberá… Depois, ao fim de um certo tempo, deixamos de pensar nisso.

  Não resisto a perguntar: já acabamos de ouvir falar da Marta? Já não regressa mais? E os amigos?

Isso… só o futuro dirá… Não tinha planeado escrever um 2º livro com a personagem Marta, mas aconteceu… quem sabe!

  Tem um novo blogue que completa, e muito, a experiência de ler os seus livros. Fale-nos sobre ele e o que se pode encontrar por lá?

Acaba, até para mim, por ser uma novidade. Ainda estou a perceber como funciona, mas a ideia é partilhar o que achar mais relevante. Criar tópicos que possam ser comentados pelos leitores, aprofundar curiosidades dos livros e criar passatempos.

Para quem quiser espreitar, fica o link https://melissadeaveiro.blogspot.com/ a partir dele, também podem encontrar os restantes links para as redes sociais e ficar a par de concursos ou outras atividades que possa divulgar.


   



Um Novo Ano; Melissa de Aveiro
PVP: 15€
200 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2023

Marta, a protagonista do livro “A Casa do Lado”, está de volta.
Agora na universidade e com novos desafios!
O que será que o futuro tem reservado para si? Será errado apaixonar-se de novo?
Porque por mais difícil que seja seguir com a vida, a vida é inesperada e não espera por ninguém…



A Casa do Lado - nova edição -; Melissa de Aveiro
PVP: 14€
210 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2024

Após um acontecimento familiar, Marta, de dezasseis anos, é obrigada a abandonar as suas “raízes”.
Ao mudar de residência e, consequentemente de escola, sente necessidade de criar novas amizades, enfrentando divergências que a colocarão à prova.
Mas isso é o menos… à medida que os dias vão passando, depara-se com algo sinistro, na casa do lado.
Uma luz que pisca sem parar! E aquele rapaz alvo, que está sempre a desaparecer… Será que estará a alucinar?


Pode ler a entrevista anterior de Melissa de Aveiro aqui.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Ana Ferreira da Silva, autora de "A Florzinha Vaidosa", em entrevista

 


Ana Ferreira da Silva, 66 anos, ganha a vida a adormecer pessoas (é médica anestesiologista) mas a florzinha do seu mais recente livro é tudo menos soporífera...

Na verdade, é bem espevitada, mas também é muito vaidosa...

Vamos deixar que seja a autora a explicar o motivo pelo qual devemos levar esta florzinha para enfeitar as nossas vidas.

Aqui fica, Ana Ferreira da Silva na primeira pessoa...



  • Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?

Comecei a escrever pequenos contos e poemas no início da adolescência, digamos que movida por um impulso interior, uma necessidade de registar no papel ideias e sentimentos, nem sempre para os divulgar.

  • Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?

A escrita é para mim como uma segunda natureza, uma segunda pele a pulsar constantemente sob a carapaça da rotina. Sou muito observadora, e muitas vezes o tema de um conto, de um poema, ou mesmo de um romance, surge-me a partir de um pequeno detalhe do dia-a-dia, um fragmento de conversa... Faço muitas associações de ideias!

  • Sempre sonhou publicar um livro?

Não; durante muitos anos escrevi exclusivamente para mim. A ideia de começar a publicar, surgiu por insistência de um grupo de amigas que leram um dos meus romances, a “Trova de Caio e Benilde”.

  • Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?

Cada livro é como um filho; todos são diferentes, e a todos temos muito amor. Este livro, em particular, é o “meu bebé”, fofinho e ternurento.

 

  • Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?

Penso que só deixarei de escrever quando me morrer a imaginação, ou quando sentir que já terei dito tudo o que tinha a dizer, o que, para mim, é uma perspectiva muito redutora; temos sempre qualquer coisa a transmitir aos outros.

Neste momento estou a trabalhar num romance histórico tendo como pano de fundo o Brasil colonial; não é um projecto fácil, portanto, de vez em quando faço uma pausa para desanuviar e escrevo um conto...

 

  • Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

“A Florzinha Vaidosa” surgiu como um desafio. Como jovem mãe costumava contar histórias aos meus filhos e participar em actividades lúdicas no infantário, mas nunca tinha escrito um livro para a faixa etária pré-escolar – primeiras classes. Em contrapartida, as “palavras difíceis” terão a vantagem de pôr os pais a ler e “traduzir” para os filhos, criando momentos de saudável convívio e partilha, actualmente “ameaçados” pelas tecnologias que tendem a isolar cada um na sua concha.

No seu conjunto, é um conto simples, com personagens – flores e animais - com sentimentos e atitudes facilmente identificáveis pelas crianças, que termina com uma mensagem bonita de solidariedade e reconciliação.

 

  • Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?

Precisamente, o final – apesar da sensação de liberdade ao seguir o voo da sementinha nas asas do vento, logo no princípio do conto.

  • Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro? O que acha mais apelativo no seu livro?

Eu aconselharia a leitura (acompanhada) do livro até aos 6 – 7 anos, idade em que eventualmente começam a esboçar-se os conflitos entre irmãos, conflitos esses que fazem parte do crescimento e do amadurecimento da personalidade. Uma abordagem honesta e frontal dos problemas, com conselhos sensatos, pode ajudar a restabelecer a harmonia – mas por vezes é necessária uma tempestade para redimensionar a importância das coisas. É essa a mensagem do livro.

Para além da história em si, acho francamente apelativo o trabalho de ilustração da Melissa de Aveiro, que recupera as linhas simples e suaves e as expressões muito intuitivas das personagens, e também o colorido muito equilibrado dos livrinhos da minha infância. Outro ponto muito positivo é o tamanho “livro de bolso”, que permite ao pequeno leitor (ou à mãe, ou ao pai...) levar a “florzinha” para todo o lado, para ler no parque, “ver os bonecos” no infantário, ou mesmo para guardar debaixo da almofada, à noite (Muito bom trabalho, Tecto de Nuvens!)

 

  • Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?

Não tenho um estilo rígido, na medida em que não se pode narrar um romance medieval da mesma maneira que se escreve um diário de bordo de 1626 ou se põe um mulo e um cão a dissertar sobre as agruras das trincheiras do Corpo Expedicionário. Relativamente aos contos, a minha escrita é mais uniforme, e tendencialmente coloquial; claro que no caso da “florzinha” precisei de me ajustar bastante mais, tratando-se de escrever para crianças... A poesia é um caso à parte, mas de um modo geral, tendo a seguir esquemas clássicos de rima e métrica.

Mas em tudo o que escrevo, tento deixar uma mensagem de amor, de esperança ou de revolta – algo que deixe o leitor preso à obra depois de fechar o livro.

 

  • Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?

Actualmente, e de um modo mais marcado a partir da pandemia, a utilização das redes sociais pode contribuir imenso para a divulgação da obra de um autor, principalmente se não se trata de um nome sonante no meio literário; por outro lado, o uso (e abuso) das redes sociais pode levar ao enviesamento do trabalho, se o autor se tornar sensível (e a seu tempo escravo...) às opiniões pro e contra por elas veiculadas, por vezes de forma leviana e superficial.

Pessoalmente, pelos motivos expostos e porque o meu trabalho “principal” não me deixa muito tempo livre, não utilizo redes sociais.

 

  • Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?

Gosto muito de ler, e leio de quase tudo – clássicos do Romantismo, autores quase actuais e actuais, História e Geografia (na preparação de algumas obras). Não sendo leitora compulsiva, gosto de ler nos transportes, a caminho do trabalho, para mergulhar noutra dimensão enquanto os meus (desconhecidos) companheiros de viagem se focam nos telemóveis.


 

A Florzinha Vaidosa; Ana Ferreira da Silva
PVP: 8,50€
64páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2023
Um dia nasceu uma flor muito dourada, tão dourada que de dia parecia um sol pequenino, e de noite brilhava como uma estrelinha. (…) era a flor mais bonita do arbustinho, com as suas grandes pétalas luminosas raiadas de todas as cores.
Ilustrado por Melissa de Aveiro.
Número 8 “Colecção Petizes Felizes!”

 


quarta-feira, 4 de outubro de 2023

4 de Outubro - Dia Mundial do Animal

 E já faz um ano que publicámos um livro que relatava a experiência dos nossos autores com alguns dos seus animais.
Para celebrar a efeméride, durante o mês de Outubro de 2023 o livro terá portes grátis para Portugal Continental.
Pode fazer a sua encomenda enviando email para loja@tecto-de-nuvens.pt
E pode saber mais informações sobre o livro aqui


E aproveite para deixar o seu testemunho sobre um ou mais dos seus animais, uma foto... no espaço que criámos para o efeito aqui.

sábado, 23 de setembro de 2023

"Caem as folhas..." - Desafio do Outono - VENCEDORES

 



Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um desafio reciclado (ou renovado, se quiserem considerar o Outono) do ano passado. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que anda à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Os autores puderam  trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc.
O desafio volta a incluir as opções conto (pequeno), fotografia/desenho e, claro continua a poesia. 
- Para maior facilidade de leitura, se clicar no título dos contos abre uma outra página onde os pode ler em tamanho maior. -
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2023 estarão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio, que pode ver aqui.

NOVIDADE: Só contaremos os votos dos votantes que se identificarem, podem votar como anónimos mas depois deverão enviar um email para um dos endereços fornecidos e indicando o número que lhes foi atribuído. Os votantes entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também a divulgar.
E assim, abrimos oficialmente o regresso à rotina e à escrita.

Uma questiúncula despropositada deitou um balde de água fria sobre o que seriam, e foram com toda a certeza, leituras muito agradáveis de textos de muita qualidade que mereciam que tivessem tido o respeito de um voto. E o texto vencedor, e respectivo autor, que seriam sempre justos vencedores tivessem votado 10 ou 100,  fosse qual fosse o apelido dos votantes, também merecia outro tipo de respeito. 
Quando uma mesma pessoa votava anonimamente 10 vezes, ou mais, de seguida ou quando amigos faziam o jeito de votar e nem sabiam escrever título ou número do texto, e por vezes, nem  o nome do autor... também não se levantaram questões. Não sabemos quem foi o anónimo que se pronunciou- nem queremos saber - mas a denúncia soou muito a ressabiamento. Nunca impedimos que o próprio votasse em si próprio ou que uma mesma pessoa votasse várias vezes,  fosse num mesmo texto ou em vários. O objectivo dos Desafios é, e se sempre foi, que os autores se desafiassem a escrever sobre determinados temas e de forma específica. Os prémios, que não ocorrem em todos os desafios, são só um complemento, e se não queremos votantes anónimos (podem-no ser no blogue desde que se identifiquem connosco) é para que também os votantes sejam recompensados com um prémio.
Neste mês de Novembro temos novo Desafio, esperemos que um pouco mais respeitoso. Aliás, e no devido momento serão dados os pormenores, haverá prémios, mas seremos nós a atribuí-los.

Então os nossos parabéns vão para o autor Bastos Vianna e para o seu texto: Caem as folhas… Outono junto à Janela do Quarto.
Brevemente receberá pelo correio o seu exemplar do livro: "O Nascer do Sol".

O sorteio de 4 de Novembro de 2023 do Totoloto determinou como Número da Sorte o número 10, como, infelizmente, as votações não chegaram a 20, só mesmo o número 10 se qualificava para sorteio pelo que foi automaticamente atribuído ao 10, de Raquel Menezes. Também ela vai receber uma cópia do livro "O Nascer do Sol".

E finalmente, porque o votante Manuel José nem é Menezes nem votou em Menezes, vai também receber uma lembrança porque, sem querer, acabou no meio destes assados. Não vai receber este livro de contos, pois é um dos autores, mas vai receber outra colectânea de contos.

(7) CAEM AS FOLHAS... UMA CANÇÃO DE OUTONO


Uivava impaciente o vento, sacudindo a janela à sua maneira indelicada e insistente, como se nada mais houvesse que devesse prender a minha atenção; e como eu não lhe fosse acudir tão lesta, resolveu chamar em seu apoio a chuva, uma chuva de grossos pingos vertida por castelos e castelos de nuvens muito aconchegadas entre si, encaracoladas como o tosão de outras tantas ovelhas cinzentas. E de um momento para o outro, o quarto escureceu e arrefeceu de tal modo, que não me restou senão arrumar o manuscrito, disposta a espevitar as labaredas tímidas que esmoreciam no fundo da braseira. Falha de inspiração para prosseguir a escrita, despedi-me mentalmente das personagens do conto desejando-lhes boa noite (apesar de pouco passar das cinco da tarde), acabei de esvaziar a chávena de chá frio que há meia hora me aguardava sobre a mesa-de-cabeceira, e fui encostar-me ao parapeito da janela.
Da janela do meu quarto um tanto acanhado na alta mansarda da casa dos meus avós, dominava todo o jardim (pouco a pouco transformado num matagal livre dos cuidados de jardineiro do meu avô, entretanto presa de um reumatismo implacável), a rua e o telhado de quase todas as casas da vizinhança, o que desde sempre me dera uma agradável sensação de superioridade e me concedera o supremo privilégio de bisbilhotar vidas alheias sem que alguém se apercebesse de tal; mas tal como os meus avós, também isso foram águas passadas, águas da curiosidade infantil e da desconfiança de adolescente; desde há muito achei por bem devolver a cada um a privacidade a que tem direito.
Da janela pus-me a namorar os plátanos da rua, árvores quase seculares que vi crescer, e que sempre me encantaram, da Primavera ao Inverno: os brotinhos enrolados como báculos a estenderem os dedos em folhas muito regulares, de um verde muito fresco, as bolotas cor de mel que à aragem mais forte do Verão espalhavam uma penugem delicada sobre a rua e o jardim, a canção dos ramos embalados pelo vento, os tons acobreados das folhas de Outono… Eis que estávamos no Outono, e pelo ar rodopiavam folhas de plátano de todos os tamanhos e tonalidades, levadas pelo mesmo vento indelicado que me chamara à janela – afinal, por uma boa causa!
Então, pareceu-me ouvir o som de muitas gargalhadas infantis. Espreitei para baixo, para o jardim onde a chuva fazia vergar a relva crescida, mergulhando-a nos pequenos charcos que se iam formando, e o que vi, levou-me a limpar as lentes dos óculos à manga gasta do velho casaco de malha, esfregando-as vigorosamente: lá em baixo, cantando uma lengalenga há muito esquecida, da escolinha que o tempo apagou, dançando numa roda tosca de mãos dadas, cinco meninas de galochas chapinhavam em redor do único plátano do jardim, que não teria mais de três metros de altura – a altura que tinha quando eu própria era criança. Olhando com mais atenção, consegui distinguir, na roda, as minhas quatro amiguinhas e… eu própria! Não, não havia engano possível, era realmente eu, com a minha capa de chuva azul, e eram realmente as minhas melhores amigas da escola, que costumavam vir lanchar comigo a casa dos meus avós! Sim, recordo com toda a clareza essas tardes a brincar no jardim, a cantar à chuva, a coleccionar folhas caídas do jovem plátano para decorar livros e cadernos… E a voz doce mas firme da avó, a chamar para dentro de casa, que a chuva redobrava de força!...
E eis que neste momento ouço essa saudosa voz da minha infância!

Sete da manhã. Toca o despertador, implacável algoz de sonhos e libertador de pesadelos. De olhos fechados, estendo a mão para a mesa-de-cabeceira e ponho-me a procurar os óculos às apalpadelas, enquanto lá fora ruge o temporal que me tenta a deixar-me ficar no aconchego de lençóis e mantas.
Ribomba um trovão, e eu sento-me num rompante, meio atordoada. Olhando em redor, reconheço o meu quartinho acanhado do apartamento citadino. Não encontro os óculos, porque não os tenho, não uso, ainda não preciso deles; na mesa-de- cabeceira, um candeeiro moderno, bojudo, ocupa o lugar do abat-jour de florinhas da mansarda dos meus avós, e uma garrafa de água substitui a grande chávena almoçadeira de chá. Mais além está a minha escrivaninha, prenda de fim de liceu, cordão umbilical que ainda me prende a casa dos meus pais, e sobre ela, vários montes de papéis em aparente desorganização, o computador e um grande copo de café vazio, com os restos de uma fina rodela de limão no fundo.
Ainda a reorganizar ideias, levanto-me e encosto-me ao parapeito da janela larga: lá de fora, saúda-me um dia cinzento de Outono. Pela rua vazia passa um dos primeiros autocarros, transportando meia dúzia de passageiros ensonados indiferentes à mensagem do vento e da chuva, bem assim à valsa das folhas ruivas que se vão destacando dos ramos do grande plátano que se ergue diante do meu prédio (Sim, é verdade, aluguei este apartamento, precisamente por causa do plátano).
Dou por mim a recapitular o estranho sonho dessa noite, e proponho-me arrumar a papelada da escrivaninha antes de me concentrar nas tarefas do dia, que incluíam uma visita à minha avó ao fim da tarde, para a modesta celebração dos seus oitenta anos, rodeada de quantos restam da nossa pequena família. Sei que os meus pais vão tentar convencê-la a deixar o velho casarão, demasiado grande e frio, para ir morar com eles ou escolher um lar de terceira idade…
Pego distraidamente numa das composições dos meus alunos de Inglês – a última que corrigira antes de me deitar. Nessa semana, estávamos a ler e reflectir sobre o conhecido conto de Natal de Dickens… E o relâmpago que então iluminou o quarto, iluminou-me também o espírito: nessa noite, por uma incrível associação de ideias do meu cérebro, visitara em sonhos o Outono passado e o Outono futuro, tal como o velho Ebenezer Scrooge vislumbrara o Natal passado e o Natal futuro!...
Tomei uma decisão: vou mudar-me para casa da minha avó! Far-lhe-ei companhia nos anos que lhe restarem, e ali casarei e terei filhos, se tal for o meu destino; e para sempre desfrutarei da companhia amável do plátano do jardim, deliciando-me com os cambiantes que as estações do ano lhe forem emprestando.
Está decidido!

Lisboa, 21 de Setembro de 2023
Ana Ferreira da Silva

(6) CAEM AS FOLHAS DAS CARTAS DE AMOR

 

Conheço-te desde do tempo das estações. Como esquecer. Aprende-se na escola primária a escrever a sua designação com a letra inicial em maiúsculo. Primavera, Verão, Outono e Inverno. Ou talvez Outono, Inverno, Primavera e Verão já que o mês de outubro é o nosso mês, o mês em que ambos choramos pela primeira vez. Pode também dizer-se Verão, Outono, Inverno e Primavera porque a escola primária começa em setembro. Conheço-te no dia em que vou consoar a tua casa e digo, Inverno, Primavera, Verão e Outono. Pouco importa a ordem, há muito as estações acabam e o tempo hoje é fenómeno atmosférico.

É no Verão que iniciamos a escola primária, tu num edifício, eu noutro. É assim naquele tempo. Eu uso um vestido de chita pelos calcanhares, tu usas umas grossas calças de cotim. Recordo-me primaveril a olhar para um rapaz envergonhado, invernoso. Caminhas só, triste, tinham-te batido. Eu ofereço-me para te acompanhar a tua casa, tu recusas. És um homem só. Outras vezes nos encontramos nesse regresso da escola, regresso do nosso nós que alguém espreita. Engraçado, lembro-me de te encontrar ao regressar da escola sem conseguir recordar-me se alguma vez te encontro na ida para a escola.

Sim, és um homem só e só continuas enquanto os cabelos te abandonam. Sorris quanto te chamo careca e eu gosto desse teu sorriso marcado por uma tristeza que jamais te larga. Tudo é definitivo em ti embora eu recuse. Um dia hei de ouvir, oh se hei de, a sair da tua boca uma valente gargalhada. Gargalhar é saúde. Sabes, às vezes penso que pensas coisas más de mim.

Sou tua, só tua, sempre tua. Inteira. A minha certeza é a tua existência, o meu prume a tua presença, a minha alegria o saber-te vivo, a minha luta a tua juvenilidade, o meu jeito o te amar. Ao fim de trinta e dois anos de casados, quando te ausentas por dez dias, ando tresmalhada, caminho a ziguezaguear e nem o telefone atendo, tropeço em qualquer cisco e, sorte a minha, ninguém se lembra de abrir um poço no caminho que calco. Refugiu-me a olhar campos e árvores como se por ali ande um vento que te traga para junto de mim. O vento traz nada, só vento a ventar. Pelo menos dá-me o ar que a custo respiro.

Queimo o passado em cada instante que passa e a cinza é esse teu olhar que me abraça, que por vezes foge num desmerecimento que me perplexa e me atira para ti em entrega única e permanente. Sou em ti presente e futuro. Se recordo o instante em que te conheço, se lembro o tempo da escola primária, é porque o nós que ali se forma e é volume é hoje pleno, aflora à minha mente, acalenta o meu coração e arremessa-me para o teu colo.

Sem angústia que as lágrimas que a vida chora limpam-se com um sorriso e muita abnegação. Queres, queres! Se largas morro e sou a tristeza se me eutanásias. Quando adormeces vales bem a bofetada que te dou. Como pessoa bem-educada que és, respondes e eu sinto a tua vontade em me poupares. Prefiro que me puxes mas estou consciente da resistência que ofereço. Puxas-me e eu, em silêncio aceito mas, nesta idade o meu espírito de aventura é um pouco trôpego e orienta-se pelo amparo que devo a outros. Por vezes empurras-me e nisso somos parecidos. Nem eu nem tu temos jeito para caminhar à frente do rebanho. Ambos preferimos pilotar, caminhando atrás.

Esta carta é tua, escrita por mim na primeira pessoa do singular a plasmar o instante que espargirmos. Olha, vê; tu, eu, a vida. Vês!? Gosto que vejas a vida como eu a vejo. Tu, eu, o instante nós, nada mais, mais nada. É assim que eu sinto vida e a vejo, é assim que eu sou viva. Além? Sim, além és tu, sou eu, é o instante nós.

Manuel José


(5) Caem as folhas no outono



Caem as folhas no outono
e minhas memórias seleciono!

Nas folhas verdes revejo
meu ansioso e infantil ânimo
que contrasta com o terrível desânimo
das folhas em tom de castanho!

Vejo nas folhas de tom amarelo
os meus tempos de tonto atropelo!
Mas são as folhas pintadas de vermelho
que melhor traduzem meu viver inteiro!

O outono é uma estação
que tal como a Vida
tem uma certa duração,
diversas cores e muita reflexão!

Caem as folhas no Outono
e nunca meus sonhos abandono!
Eliana Pereira


(4) Caem as folhas... Anoitecer



Benilde Santos

(3) Dança Outonal 

Num banco de jardim a descansar
Observo as folhas de tom barrento
Dançam no ar sopradas pelo vento
E de tanto que giram, parecem voar!

Vendo-as assim, paira a conclusão
Que também eu fui fresca e viçosa
E o ciclo, antes menina… agora idosa
Enche de paz e alegria o meu coração
E na quietude deste banco de jardim
Dançam as folhas no ar e em mim
Benilde Santos

(2) Caem as folhas… Cocuana

Irmão e irmã protegiam-se.
Ele desejado, ela sobrevivente.
Se de idades mais próximas
Gémeos seriam, tal eram semelhantes ao olhar.
Embora ele claro de olhos verdes,
Ela mais mulata de olhos amêndoa.
Um dia abalaram até às palhotas
Lá no mato.
Uma cocuana chamou-os,
Observando-os.
Convidou-os para partilhar a refeição.
Peixe frito, molho e
Bolas de farinha de mandioca.
Lambuzaram.
Cocuana, adivinhou-os.
Rapaz triste, mas um Coelho.
Rapariga só, mas com muitos nela.
Iria sofrer, teria algumas alegrias.
O seu tempo não era este.
Passaria para outro ao meio século.
Deixaria mais um vazio nele.

Ela era a Wananga do avô.
Ele o menino da avó.
Seria muitas coisas.
Cumpriria seu propósito
Mas um dia teria de se aceitar – tinha dons.

Cocuana não errou.
O menino,
Agora homem.
Ficou mais vazio.
Vestido de branco,
Triste com irmão africano,
Que faltou a despedida fúnebre.
Bastos Vianna

(1) Caem as folhas… Outono junto à Janela do Quarto

Uma goteira anuncia fins de Verão.
Uma duas três
De madrugada, à terceira, corro a entreabrir a janela.
O primeiro cheiro a terra molhada invade o espaço.
Tia Teresa dizia, lá na minha infância, são os deuses a chorar …
- Estão é a fazer xixi, brincava o tio João.

Adoro quando ela vem,
De mansinho,
Uma duas três …e depois
Em crescendo, sussurrando, gritando,
Rindo, chorando, contra os vidros, e
Depois novamente suave, acalmando adormecendo.

Choram os olhos do menino verde da Amazónia
No papel guache de madeiras sentidas
Florestas verdes e castanhas.
E a chuva do duche no corpo dela,
Imagino como será lavar-lhe o cabelo em espuma
E beber a última gota a escorrer junto ao colo …

Cheiro de humidade em terra vermelha a caminho da Rodésia
E a Matope no rio Chiveve
Ou de areia molhada junto às águas azuis do Bilene
Mergulhos sob chuva no Pacífico.
Chuva de lágrimas, nos olhos,
Verde cobalto, da Mulher na explanada
Doces serenas em cadência.

E o riso,
O riso da minha filha
Brincando com o Outono nas folhas caídas em enxurrada
No reflexo do brilho dos olhos d’avó encantados.
Chuva que lava a alma
Dos amores de verão
Retempera o verdadeiro sentido
Anuncia a vaidade dos fatos completos de Inverno.
A tempestade nos olhos do meu filho …
- Tens medo Pai?
(Tenho, tenho da Mulher Séria, um medo que me pele)
-Não filho. Dá-me a mão e vamos lá …
Chuva que adivinha a saudade do futuro.

Junto à lareira, com o fogo
Aquecendo o soalho de madeira, nos corpos nus deitados
Conversando palavras soltas.
O pardal no beiral do telhado encharcado
As gaivotas recolhidas no lago
A impala bebendo no sopé da Gorongosa
E a leoa rondando …

E a Terra …porquê A terra? Se O planeta terra?!
Então porque não A Marte? Ou A Júpiter!?
Porque não O Terra ou simplesmente Terra como Vénus?
Talvez por ser o único que gere… como O feminino,
Como A Mulher que chora, por si, pelos filhos e pelo Homem dela.
Chuva Dourada no Lago Malawi
De Prata na Lagoa da Vela.
Fugaz viajando buscando
Sempre atrás dela,
Abrigando-se, percorrendo o corredor
Do hotel, número do quarto em memória,
Um dois três
Ao terceiro abrirá a porta (?)


Hora mágica do virar do dia
O coração a transbordar dele,
Como chuva, regará o sorriso dela.
Bastos Vianna

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Novo livro de Melissa de Aveiro em pré-venda - CAMPANHA DUPLA -

 A Marta está de regresso!

Concluído o liceu é tempo de iniciar o percurso universitário, longe de casa, partilhando o quarto com alguém que não conhece, todo um novo mundo para descobrir. E em casa também as coisas estão prestes a mudar pois vai deixar de ser filha única. Não tem aspecto de vir a ser fácil este "Um Novo Ano".

 

Veja o vídeo


Regressa a Marta, do livro "A Casa do Lado", a sua família e alguns dos seus amigos, mas falta alguém e é difícil ultrapassar essa perda... Mas a vida continua, não espera mesmo por ninguém...

E você também não tem de esperar por 1 de Outubro para ter este livro por apenas 12€ com oferta dos portes para Portugal Continental, desde que encomende e pague a sua encomenda até ao final do dia 30/09/2023.

Um Novo Ano; Melissa de Aveiro

PVP: 15€

200 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2023
Marta, a protagonista do livro “A Casa do Lado”, está de volta.
Agora na universidade e com novos desafios!
O que será que o futuro tem reservado para si? Será errado apaixonar-se de novo?
Porque por mais difícil que seja seguir com a vida, a vida é inesperada e não espera por ninguém…

                                                                                                            

E MAIS...

Porque pode estar a pensar: mas quem é a Marta? O que é que se passou em "A Casa do Lado"? Temos uma oferta super, super especial para si, pode já reservar a nova edição do livro "A Casa do Lado", que vai para o mercado em 2024, pelo preço especial de 10€ + Portes (o livro vai ter PVP de 14€), se fizer reserva e pagamento até 10 de Novembro de 2023, recebe o livro ainda em 2023.



A Casa do Lado - nova edição -; Melissa de Aveiro
PVP: 14
210 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2024

 

Após um acontecimento familiar, Marta, de dezasseis anos, é obrigada a abandonar as suas “raízes”. 
Ao mudar de residência e, consequentemente de escola, sente necessidade de criar novas amizades, enfrentando divergências que a colocarão à prova.
Mas isso é o menos… à medida que os dias vão passando, depara-se com algo sinistro, na casa do lado. 
Uma luz que pisca sem parar! E aquele rapaz alvo, que está sempre a desaparecer… Será que estará a alucinar?

 E porque o Natal é quando a Tecto de Nuvens quer...

Até 30 de Novembro de 2023 temos uma mega promoção de fazer inveja ao Pai Natal:

  

  + 
 14,00€    +    15,00€ = 29,00€ 20,00€ + portes

 

Por apenas 20€ + portes pode ter ambos os livros para os ler de ponta a ponta e saber a história toda da Marta, e se já conhece a primeira parte pode sempre fazer oferta de packs aos seus amigos. Pode encomendar e mandar entregar em mais do que um endereço.

 Nota: Se não quiser esperar pelo livro "A Casa do Lado", que ainda não entrou em impressão, podemos fazer duas entregas, sem portes extra.

 

 Não desperdice esta oportunidade de por um preço super especial regressar às leituras com duas fantásticas histórias de Melissa de Aveiro, que também ilustrou as capas.


Para mais informações ou para encomendas envie email para loja@tecto-de-nuvens.pt

domingo, 10 de setembro de 2023

Regressam os Desafios: " Caem as folhas" (Outono) - 2023


Estão de regresso os desafios e, muito apropriadamente, retomamos com um que fala da mudança de estação. Este é um desafio reciclado (ou renovado, se quiserem considerar o Outono) do ano passado. "Caem as folhas" continua a ser o nome do desafio que andará à volta destas folhas, sejam as das árvores ou outras, que caem e se renovam. Podem trabalhar o Outono, a inspiração, os ciclos da vida, etc.
O desafio volta a incluir as opções conto (pequeno), fotografia/desenho e, claro continua a poesia. Podem participar com mais do que um trabalho.
Podem começar, de imediato, a enviar trabalhos. Os trabalhos serão publicados no blogue, precisamente no dia em que o Outono começa, 23 de Setembro. O prazo limite para a entrega é o final da tarde do dia 22 de Setembro, 2023.
Do dia 23 de Setembro até ao dia 31 de Outubro 2023 estarão abertas as votações para o trabalho favorito. O vencedor receberá um prémio (a divulgar aquando da publicação do desafio).

NOVIDADE: Só contaremos os votos dos votantes que se identificarem, podem votar como anónimos mas depois deverão enviar um email para um dos endereços fornecidos e indicando o número que lhes foi atribuído. Os votantes entrarão num sorteio para receberem uma lembrança, também a divulgar.
E assim, abrimos oficialmente o regresso à rotina e à escrita.
Bom trabalho!

E o prémio é...

Para o vencedor e para o votante, 19 contos para ler no conforto do lar, agora que os dias vão ficando mais curtos e mais frios. 




"Costuma-se dizer que o sol quando nasce é para todos. É esse o espírito deste "O Nascer do Sol", 19 contos para todos os gostos e para todas as idades.
Em todos os contos a observação do ser humano, e dos seus comportamentos e emoções, está presente e é perfeitamente identificável. São textos para divertir e reflectir."


O Nascer do Sol, Vários autores. 136 páginas, capa mole; Tecto de Nuvens, 2019

Podem enviar os vossos trabalhos para geral@tecto-de-nuvens.pt ou para tectodenuvens@hotmail.com