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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Quito Arantes em entrevista






Continuamos a nossa sessão de entrevistas com Francisco (Quito) Arantes, 58 anos, que em 2018 reimprimiu duas das suas primeiras publicações: "O Chalé de Cork" (já em segunda edição, e que se encontrava esgotada) e  "A Janela Aberta" (que estava prestes a esgotar e agora passou a ter um formato ligeiramente diferente). Aproveitamos estas duas reimpressões para recordar o momento da publicação e que marcou, também, o início da carreira deste autor. 

†  Conte-nos como e porquê começou a escrever, por paixão ou por necessidade?
Comecei a escrever como se de uma terapia fosse. Apesar de já na juventude gostar de entrevistar os meus colegas, sobre a escola e assuntos que decorriam na época como o 25 de Abril de 1974. Nunca se escreve um livro como uma necessidade primária. Até porque a vida de escritor não dá de comer a quase ninguém em Portugal.

†  Qual o papel que a escrita ocupa na sua vida?
A escrita desempenha um papel muito importante na minha vida é quase como uma necessidade de um novo fôlego para a vida. Escrevo sobre várias temáticas da sociedade, mas onde me sinto melhor e mais confortável é na escrita romanceada.

†  Sempre sonhou publicar um livro?
Depois da minha psicóloga da altura me incentivar a publicar um livro sobre as minhas memórias, ganhei força para escrever o primeiro romance “O Chalé de Cork”

†  Qual é a sensação que tem ao ver, agora, o seu livro nas mãos?
Significa que a mensagem nele transcrita foi atingida, e é com muita alegria que tenho leitores que emprestam livros meus, ficam sem eles, e voltam a comprar.

†  Tem algum projecto a ser desenvolvido, actualmente? Pensa publicar mais algum livro? Continua a sentir vontade de escrever?
Neste momento tenho três livros em curso, dois estão parados e um tenho desenvolvido pensando editá-lo para o ano que vem. A vontade de escrever vem instantaneamente e vontade de escrever tenho quase sempre, assim como ler autores que desconhecia.

†  Fale-nos um pouco sobre o seu livro.
†  O livro “A Janela Aberta!, trata a história de uma pequena rapariga da serra, que sonha um dia ser médica; é órfã de pai e mãe e é a avó, que é viúva, quem lhe dá asas para voar. A ida para Lisboa torna-a mais madura, mas quando menos se espera cai numa teia de tráfico humano.
É um romance com um final feliz, apesar de várias tragédias pelo caminho.

†   Existe alguma parte do livro, em particular, que goste mais. Porquê?
        Gosto da descrição da serra, da neve, do natal, com a visita do médico da aldeia.

†  Indique as razões pelas quais aconselharia as pessoas a ler o seu livro/texto? O que acha mais apelativo no seu livro/texto?
A vontade de nunca desistir das nossas convicções, mesmo em condições adversas.

†  Qual é o seu estilo de escrita ou que tipo de mensagem gosta de passar no que escreve?
            Honestidade, afeto, justiça social, lealdade.

†  Qual o papel das redes sociais na vida e na divulgação da obra de um autor? E na sua?
É importante para dar a conhecer a obra e o autor, não quer dizer com isso que se venda muitos livros pelas redes sociais, mas se mantivermos páginas relacionadas com a nossa escrita passamos a ser mais conhecidos como escritores.

†  Gosta de ler? Que tipo de leitor é que é?
Adoro ler, sou um leitor de impulsos, Às vezes leio sem parar, um, dois livros, outras vezes, vou lendo de vagar, consoante a minha disposição para a leitura.




"O Chalé de Cork" e "A Janela Aberta" estão à venda na nossa loja online e nas principais lojas online. Pedidos e informações também em  loja@tecto-de-nuvens.pt





O Chalé de Cork; Quito Arantes
Tecto de Nuvens, 2016 (2ª edição); 11€









A Janela Aberta; Quito Arantes
Tecto de Nuvens, 2010; 9,50€


A 

Janela Aberta, Quito


84 páginas; capa mole, Tecto de Nuvens, 201










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